A polícia de São Paulo está investigando um atentado contra dois estudantes nos arredores de uma faculdade. Um deles foi morto e o outro ficou ferido gravemente.
De luto, a Fundação Getúlio Vargas, uma das instituições de ensino mais tradicionais do país, suspendeu as aulas desta quinta em São Paulo.
O estudante do quarto ano de administração Júlio César Grimm Bakri, de 22 anos, morreu na quarta à noite, depois de ser atingido por cinco tiros num bar, que fica perto da faculdade.
As imagens feitas por câmeras de segurança de um prédio vizinho mostram dois homens passando em uma moto. Eles descem e, sem tirar os capacetes, se aproximam do grupo de estudantes que ocupa uma das mesas.
Pouco tempo depois, os clientes saem correndo. Um homem pede ajuda pelo telefone. Em seguida, a polícia chega e sai atrás dos bandidos.
A ação durou dois minutos. Quinze cápsulas de balas foram encontradas no bar. “Eu estava na minha casa. A gente ouviu uns dez tiros. A gente desceu e tinham dois moços caídos, baleados”, contou o supervisor de restaurante Fernando Mendes.
O outro estudante baleado é Christopher Tominaga, de 23 anos, amigo de Júlio César, que costumava frequentar o bar com os colegas de faculdade. Ele levou tiros na região do abdômen e na perna, foi operado no Hospital das Clínicas e permanece em estado grave.
Segundo testemunhas, dentro do bar os bandidos não disseram uma palavra. Depois dos tiros, fugiram sem levar nada. Para a polícia, o crime, que tem características de execução, foi encomendado.
“Seriam os dois rapazes ou pelo menos um deles. Todo o crime encomendado tem por trás disso uma motivação, então esse é o grande mistério que desafia hoje a polícia aqui do distrito”, disse o delegado Paulo Afonso Tucci.
Há um mês, Christopher se envolveu em uma briga num restaurante do bairro do Bexiga, mas duas testemunhas que prestaram depoimento disseram que as vítimas não tinham inimigos.FONTE : http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia
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