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Após abrir em alta, Bolsa tem volatilidade

Às 12h13, o Ibovespa registrava valorização de 0,01%, aos 64.807 pontos.

26/08/2010

ESTADÃO.COM.BR

Beth Moreira, da Agência Estado


SÃO PAULO - A Bovespa opera com volatilidade nesta quinta-feira, tentando se recuperar das quedas dos últimos dias, com investidores de olho em oportunidades de compra. O movimento, no entanto, é limitado, já que o mercado aguarda a divulgação do PIB americano amanhã.

Às 12h13, o Ibovespa registrava valorização de 0,01%, aos 64.807 pontos, após alcançar a máxima de 65.271 pontos (+0,72%) e a mínima de 64.745 pontos (-0,09%). O giro financeiro era de R$ 1,95 bilhão, com previsão de R$ 6,31 bilhões para o fechamento. No mesmo momento, o Dow Jones registrava queda de 0,26%, enquanto o S&P 500 recuava 0,13%.

A queda menor que o esperado do número de trabalhadores norte-americanos que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego ajudou a trazer alento, mas as atenções estão voltadas para o posicionamento do Federal Reserve (Fed, banco central americano) amanhã, após uma sucessão de indicadores decepcionantes do país.

Os papéis PNA da Braskem avançam 3,73%, liderando a lista de maiores altas do Ibovespa, dando continuidade a trajetória de alta vista desde o início da semana, quando investidores se posicionaram no papel com análises gráficas indicando boa oportunidade de compra para a ação. "A divulgação de notícias positivas sobre a empresa nesta semana deu ainda mais força a esse movimento", avalia o operador de mesa da Um Investimentos Paulo Hegg.

MMX, do empresário Eike Batista, sobe 1,83% e também figura na lista de maiores altas do Ibovespa, na expectativa de venda de parte ou da totalidade dos ativos da companhia. LLX, por sua vez, sobe 0,33%. A empresa de logística informou hoje que Receita Federal aprovou a habilitação do Superporto Sudeste, subsidiária da companhia, no Regime Tributário de Incentivo à Modernização e à Ampliação da Estrutura Portuária (Reporto), que prevê a compra de máquinas e equipamentos com suspensão de impostos.

Vale e siderúrgicas

Após dias seguidos de queda, as ações da Vale se recuperam, acompanhando a correção dos metais no mercado internacional. Há pouco, os papéis PNA subiam 1,42% e os ON registravam ganhos de 1,10%, ambos entre as maiores altas do Ibovespa. Bradespar, importante acionista da mineradora subia 1,54%, também no grupo de maiores altas. Mais
cedo os metais básicos recuperavam-se na London Metal Exchange (LME), acompanhando as bolsas, e também
sustentados por compras de arbitragem da China.

As siderúrgicas operam com direções divergentes com Gerdau (+0,34%), Gerdau Metalúrgica (-0,07%), CSN (+0,48%), Usiminas PNA (-0,95%) e Usiminas ON (-1,30%), sendo as duas últimas entre as maiores baixas do Ibovespa. Operadores lembram que várias corretoras e bancos rebaixaram a recomendação para Usiminas nas últimas semanas. Ontem foi a vez do JP Morgan, que reduziu a recomendação para as ações da siderúrgica de "neutral" para "underweight", citando o aumento da pressão de custos e da concorrência, com o crescimento das importações.

Petrobrás
Após figurarem em alta mais expressiva e entre as maiores valorizações do Ibovespa, as ações da Petrobrás perderam força. Há pouco os papéis PN subiam 0,46% e os ON recuavam 0,54%.

Ontem as ações da empresa registraram forte volume de negociação no after market, reagindo a rumores de que o preço do barril do petróleo para a cessão onerosa da União à companhia poderia ser divulgado na noite de quarta-feira, o que não aconteceu. O giro financeiro com a Petrobras PN foi de R$ 23,102 milhões, bem acima do valor movimentado no dia anterior (R$ 7,679 milhões) na mesma ação.

BM&FBovespa
BM&FBovespa sobe 0,87%, entre as maiores altas do Ibovespa. Segundo profissionais do mercado o papel tem se valorizado nos últimos dias na onda da capitalização da Petrobrás. "A expectativa é de um aumento significativo no volume de negócios com a operação", explica um operador. Figuram ainda na lista de maiores altas do Ibovespa Brasil Ecodiesel (+2,27%) e Cemig PN (+0,93%).

Já a lista de maiores quedas é liderada por papéis de construção com PDG (-1,74%) e MRV (-1,67%). Também figuram no grupo Cielo (-1,66%), Telesp PN (-1,57%), Banco do Brasil (-1,10%) e Copel PNB (-1,05%).


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