3.5.13

Copa de 2014 pode entrar em campo para pressionar inflação

Num cenário de persistente resistência da inflação, a Copa do Mundo no Brasil, que começa em meados de 2014, pode entrar na área como mais um fator de pressão para atrapalhar a convergência dos preços para o centro da meta do governo no próximo ano.

Para analistas consultados pela Reuters, a pressão virá principalmente dos preços de serviços, como hotéis, transportes e alimentação fora do domicílio. E isso pode alimentar o clamor por mais agressividade do Banco Central na condução da política monetária.
"A Copa do mundo vai levar o indicador de inflação para cima, e gera preocupação sim. Haverá uma pressão mais alta nos preços de serviços, com forte ingresso de capital estrangeiro e aumento no consumo", avaliou o economista da Austin Rating Felipe Queiroz.
Ele projeta aceleração do IPCA de 5,2 % em 2013 para 5,5 % em 2014, com alta de 9,5 % na inflação de serviços, ante 9,0 % neste ano. Os números levam em consideração possível impacto de 0,4 a 0,9 ponto percentual da Copa na inflação de serviços.
Ao lado de alimentos, o setor de serviços é o que tem mais pressionando a inflação, favorecido pelo baixo nível de desemprego e renda em alta.
A inflação tem permanecido em patamares elevados e chegou a estourar o teto da meta do governo, de 6,5 % pelo IPCA, em 12 meses. Diante disso, o BC iniciou mais um ciclo de aperto monetário, elevando a Selic a 7,50 % ao ano e indicando que mais altas devem vir.
"Num quadro já ruim, um evento como a Copa certamente contribui no sentido negativo, e é algo que merece alerta. Um mês antes (do evento começar) já se deve observar tendência de preços (de serviços) maiores, o que fará sim diferença no fim do ano", destacou a economista da Tendências Alessandra Ribeiro.
Embora destaque que essa seja apenas uma análise qualitativa, Alessandra afirma que o efeito Copa imprime viés altista na previsão de aceleração da inflação a 5,8 % em 2014, ante 5,6 % em 2013. Para serviços, ela projeta alta de 8,0 % neste ano, mas ainda não fez a abertura para o próximo ano.

Royalties para a educação: a dor de cabeça de Dilma


Apesar da má vontade do Congresso, a presidenta Dilma Rousseff vai insistir na tentativa de canalizar para a educação todos os recursos que a exploração do petróleo da camada do pré-sal vai gerar para os cofres públicos na forma de royalties. O Palácio do Planalto mandará ao Congresso nesta quinta-feira 2 um projeto de lei com a mesma proposta que formulara em dezembro em uma medida provisória (MP). O envio será publicado em edição extra do Diário Oficial da União.
A decisão de Dilma de reapresentar a proposta foi anunciada em cadeia nacional de rádio e tevê na noite de quarta-feira 1º, durante pronunciamento pelo Dia do Trabalho. A presidenta pediu abertamente que a população pressione os parlamentares para que votem a lei. “É importante que o Congresso Nacional aprove nossa proposta de destinar os recursos do petróleo para a educação. Peço a vocês que incentivem o seu deputado e o seu senador para que eles apoiem essa iniciativa.”
O tema, que por causa de seu apelo natural deveria render apenas dividendos positivos para Dilma, virou uma dor de cabeça. Por causa da relação política difícil que tem com os parlamentares e os partidos desde que assumiu, a presidenta não conseguiu fazer o Congresso transformar em lei a medida provisória que assinara em dezembro e que no dia 12 caducará por falta de votação.
E pior: na última terça-feira, Dilma viu um provável adversário na eleição do ano que vem, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), sancionar uma lei estadual que destina 100% dos royalties do petróleo para investimentos locais em educação.
A possibilidade de usar a renda do pré-sal no setor é o que fez Dilma comprometer-se com a União Nacional dos Estudantes (UNE), em agosto do ano passado, a não criar dificuldades à aprovação de lei que impõe o gasto público de 10% do PIB em educação. Proposta pelo governo em 2010, a lei  trabalhava originalmente com 7% do PIB. Depois do sinal verde de Dilma, a Câmara dos Deputados aumentou para 10% e aprovou o texto em outubro. O projeto está agora no Senado.

2.5.13

Pontos sobre a dívida pública

No mundo contemporâneo, os Estados não conseguem implementar suas políticas econômicas sem lançarem mão do recurso do endividamento público. A questão é saber bem avaliar o “como” e o “quanto” fazer nesse processo. É preciso fugir da comparação rasteira com os processos que ocorrem na economia em âmbito individual ou familiar. 

Paulo Kliass

A Secretaria do Tesouro Nacional (STN), subordinada ao Ministério da Fazenda (MF), divulgou recentemente seu boletim periódico, contendo as informações relativas ao comportamento da dívida pública federal. O balanço refere-se à situação do endividamento da União até o final do primeiro trimestre de 2013.

A leitura do documento nos informa que o volume total da dívida pública federal atingiu a cifra de R$ 1.940 bilhões, ou seja, R$ 1,9 trilhão. Isso significa que teria ocorrido uma elevação correspondente a R$ 85 bi no valor total da dívida ao longo dos últimos 12 meses, uma vez que o valor para março do ano passado havia sido de R$ 1.855 bi. Assim, não obstante o pagamento de mais de R$ 140 bi a título de juros da dívida pública no mesmo período, o Estado brasileiro ainda promoveu o crescimento do valor do principal da dívida da União em quase 5%.

Puxa! Quase 2 trilhões de reais! Parece um valor mastodôntico! Sim, mas e daí? Tais números e índices, tomados assim de forma isolada, informam muito pouco a respeito da realidade fiscal brasileira e, menos ainda, não chegam a oferecer elementos suficientes para uma análise de nossa capacidade de fazer frente a tal nível de endividamento. Faz-se necessário compreender melhor o conceito de dívida pública em si mesmo, verificar como ela se manifesta no caso da realidade brasileira e também estabelecer alguma referência de comparação internacional.

O endividamento público e as dívidas dos outros agentes
O primeiro ponto a salientar é a necessidade de fugirmos da comparação “rasteira” com os processos que ocorrem na economia em âmbito individual ou familiar. A tentação de “facilitar o raciocínio” por meio do recurso a esse tipo de analogia pode ofuscar o fenômeno econômico em si. Na verdade, há um conjunto amplo de diferenças entre as pessoas ou as famílias e o Estado. No nosso caso, um aspecto essencial diz respeito à soberania do último como entidade política e econômica. Ao contrário dos indivíduos, o Estado tem o poder de emitir moeda e de constituir dívida por meio de títulos de aceitação generalizada, quando não compulsória. O setor público tem para si o monopólio de emissão de moeda nacional e o poder de coerção jurídico-institucional para torná-la obrigatória para todos os agentes operando no espaço nacional.

Quando um indivíduo não paga uma dívida financeira, ele pode sofrer as sanções previstas na legislação e sofrer as conseqüências de sua inadimplência. Estão no nosso entorno os inúmeros casos de pessoas que não conseguem mais ter conta em banco ou cartão de crédito, que tiveram seus bens penhorados pela justiça e por aí vai. No caso das empresas ocorre também o recurso ao poder judiciário por parte dos credores e o limite é o próprio processo de liquidação ou falência para cumprir com as obrigações financeiras, tributárias ou trabalhistas. Já no caso do Estado, a situação é distinta. Exatamente por sua condição de agente catalisador da ordem econômica e social, o não cumprimento de cláusulas de seu processo de endividamento pode ser simplesmente solucionado por meio da emissão de mais títulos da dívida pública.

Vale observar, porém, que o processo de concentração e centralização do capital acabou criando mega-conglomerados empresariais privados que possuem tamanha força e poder junto ao Estado, que acabam sendo beneficiados como se fossem verdadeiros entes públicos. É o caso recente das ajudas às instituições financeiras oferecidas pelos governos mundo afora ou a nossa tupiniquim mãozinha do BNDES aos grupos econômicos em dificuldade, como o de Eike Batista. Apesar desse tipo de exceção, via de regra, o setor público é o único a contar com sua própria natureza essencial para implementar a máxima atribuída a Delfim Netto. Na condição do todo-poderoso Ministro da Economia, às vésperas da crise do início dos anos 1980, com enorme dificuldade para honrar os compromissos da dívida externa brasileira, o economista teria afirmado que “dívida não se paga, dívida se rola”.

Financeirização da economia e dívida pública
Os mecanismos de endividamento público, por outro lado, acompanharam também o processo de sofisticação e financeirização do capitalismo ao longo das últimas décadas. Assim, os títulos da dívida pública deixaram de ser apenas papéis que deveriam ser liquidados na data de vencimento, quando o Estado iria então cumprir com o prometido e pagar o valor devido ao portador do título. Eles passaram a ganhar ampla autonomia, transformando-se em mais uma modalidade de mercadoria a ser oferecida nas gôndolas dos supermercados do circuito financeiro. Títulos do tesouro norte-americano têm sua cotação específica na negociação entre especuladores privados. Títulos da dívida pública argentina têm outra. Títulos da dívida brasileira outra ainda diferente.

Na ciranda da esfera das finanças, os títulos públicos são trocados em velocidade que nada ou muito pouco tem a ver com a finalidade original da emissão. Ali, naquele momento do lançamento, o título público cumpriu com sua razão de ser. Ou seja, permitiu ao Estado arrecadar recursos do setor privado em troca de um papel (operação, diga-se de passagem, cada vez mais virtual) que contém cláusulas de rendimento periódico (pagamento de juros anuais, por exemplo) e uma promessa de transformá-lo em moeda no final do período (às vezes com prazos superiores a 30 anos). A partir de então, passou a ser mais um instrumento de ganhos de natureza parasitária, puramente financeiro, sem nenhum lastro no setor real da economia. Compra-se ou vende-se título de dívida de qualquer país, em especial nos chamados “mercados secundários”, apenas com base na especulação e na informação privilegiada.

Diferentes razões para o endividamento do Estado
O impacto do endividamento público sobre a economia de um país determinado depende de muitas variáveis. Um dos muitos elementos diz respeito às razões que levaram à geração da dívida considerada. Em geral, podem-se considerar dois grandes grupos de circunstâncias. De um lado, as necessidades do setor público em cobrir rombos em sua estrutura fiscal: despesas maiores que receitas e uma certa urgência em eliminar o déficit que surge nas contas do Estado. De outro lado, há situações em que o crescimento da presença da atividade estatal está a requerer maiores recursos, por exemplo, para ampliar a capacidade de investimento público. Nesses casos, por mais que as contas públicas estejam equilibradas no curto prazo, o Estado precisa levantar recursos (como se fossem empréstimos) para projetos de longo prazo. A idéia subjacente é de que o retorno sócio-econômico desse tipo de investimento consiga gerar recursos para pagar as cláusulas financeiras constantes no título emitido.

Em geral, as situações de lançamento de dívida pública associadas ao segundo caso tendem a conseguir maior aceitação junto àqueles que se dispõem a emprestar dinheiro ao setor público, na expectativa de obter algum rendimento por essa opção de aplicação financeira de seus recursos. Isso porque o financiamento de projetos de infra-estrutura pode significar alguma sinalização de que a economia do país conseguirá dar saltos qualitativos no horizonte temporal futuro. Já a busca emergencial de recursos para cobrir buracos de curto prazo pode ser reveladora de alguma dificuldade fiscal do setor público e tende a gerar algum grau de incerteza quanto à capacidade de pagamento das condições do título emitido. Em termos bem concretos, a taxa de juros presente nos papéis lançados pelo tesouro no primeiro caso tendem a ser mais elevadas do que no segundo caso.

Além disso, a transformação do processo de endividamento em algum tipo de índice ou elemento quantitativo pode gerar muita controvérsia. No caso brasileiro, por exemplo, a situação é bastante complexa. Por se tratar de uma república federativa bastante peculiar, contamos com instâncias de poder público no plano federal, estadual e municipal. Com isso, segue-se que tanto a União como os estados e os municípios podem lançar títulos de suas respectivas dívidas públicas. Além disso, as empresas estatais desses três níveis da Administração Pública também podem gerar obrigações financeiras - operação que se caracterizaria, em última instância, como dívida pública.

Por outro lado, o Estado possui um mosaico de bens de natureza distinta e que poderiam ser levados em conta, também, caso se pretenda avaliar a capacidade de cumprir o pagamento do estoque da dívida. Os exemplos são tão díspares como o potencial petrolífero a ser extraído do pré-sal (o subsolo é patrimônio da União), as instalações de empresas como a Telebrás (que tinha um estoque de rede de fibra ótica ainda não utilizado), o valor patrimonial de uma hidroelétrica como Itaipu ou mesmo o potencial econômico agregado da Amazônia brasileira. Mas esse conceito mais sofisticado de contabilização pública ainda não é muito bem aceito nas instituições.

Variadas formas de medir o endividamento
Assim surgem outros indicadores mais tradicionais como: i) o endividamento público interno da União (total da dívida interna da União em relação ao PIB); ii) o endividamento público externo da União (total da dívida externa da União em relação ao PIB); iii) o endividamento público do Brasil (total das dívidas de União, estados, municípios, INSS, empresas estatais e similares em relação ao PIB); iv) a dívida líquida do setor púbico - DLSP (faz um balanço entre haveres e deveres no interior do próprio setor público); entre tantos outros indicadores. Cada índice desses envolve sua metodologia específica e oferece um número que reflete uma preocupação diferente dos demais.

No caso brasileiro atual, a dívida total (interna e externa) da União representa 45% do PIB. Já a dívida global do setor público das 3 esferas de governo representa 60% do PIB. Finalmente, a DLSP representa algo em torno de 36% do PIB. Como se pode perceber os números soam variados e pretendem atender aos diferentes paladares dos interessados. A polêmica mais recente envolvendo um artigo de economia que servia de base para aplicação de medidas ortodoxas de austeridade fiscal em países pelo mundo afora serve de exemplo. Ali, os autores manipularam dados e erraram na fórmula para forçar um resultado “científico” de que países onde a dívida pública representasse mais de 90% do PIB estariam fadados à estagnação. Ainda que nossos 60% estejam longe disso, o fato é que o Japão cresceu mais de 2% ao longo do ano passado e tem um índice equivalente a 220%. Ou então, o caso de diversos países do espaço europeu que ultrapassaram esse limite e nem por isso deixarão de crescer nos próximos anos.

Não há dúvida de que o conceito de dívida pública é importante para se avaliar o desempenho atual e futuro de um país, em termos econômicos. Porém, é necessário incorporar outros elementos de análise para que sejam apresentadas conclusões definitivas a respeito de rumos a tomar ou então para que sejam aceitos cenários com tanta certeza, como pretendem os economistas de planilha. O fato é que, no mundo contemporâneo, os Estados não conseguem implementar suas políticas econômicas sem lançarem mão do recurso do endividamento público. A questão é saber bem avaliar o “como” e o “quanto” fazer nesse processo.

Paulo Kliass é Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental, carreira do governo federal e doutor em Economia pela Universidade de Paris 10
 

Para o bem-estar, dinheiro nunca é demais, diz pesquisa

Estudo dos pesquisadores Betsey Stevenson e Justin Wolfers indica que não há um ponto a partir do qual maior renda não signifique mais bem-estar

 

mulher segura balões
Se houver um ponto de saciedade, a partir do qual mais renda não signifique mais bem estar, esse ponto ainda não foi alcançado, segundo os pesquisadores
São Paulo – Um estudo dos pesquisadores Betsey Stevenson e Justin Wolfers publicado em abril mostra que dinheiro e bem-estar teriam, sim, uma relação direta – e não haveria um patamar a partir do qual essa relação cessaria.

A conclusão dos pesquisadores da Universidade de Michigan foi que a relação entre o bem-estar e a renda não diminui com o aumento da renda e, se houver um ponto de saciedade, a partir do qual mais renda não signifique mais bem estar, esse ponto ainda não foi alcançado. Stevenson e Wolfers fizeram comparações entre países ricos e pobres e pessoas ricas e pobres independentemente do país.
O resultado vai contra a ideia de muitos estudiosos de que, uma vez que as necessidades básicas forem atingidas, o aumento da renda não está mais associado ao aumento do bem-estar. Essa é a ideia do Paradoxo de Easterlin, resultado de uma pesquisa apresentada pelo economista Richard Easterlin em 1974. A pesquisa indica justamente que, a partir de um certo ponto, o aumento da renda não eleva o bem-estar.
Easterlin falou sobre a pesquisa de Stevenson e Wolfers ao Market Watch. Para ele, ao comparar as pessoas em um ponto no tempo, aquelas com renda mais alta são geralmente mais felizes, mas não se pode generalizar a partir daquele momento para a relação ao longo do tempo.
Pesquisas
Outra pesquisa foi abalada em abril – mas de forma bem mais dura. Pesquisadores da Universidade de Massachussets encontraram erros no estudo "Crescimento em uma época de endividamento", dos economistas Carmen Reinhart e Kenneth Rogoff. O estudo trata dos efeitos negativos do endividamento no crescimento dos países e foi muito citado durante a Grande Depressão.
O economista Paul Krugman, colunista do New York Times, foi um dos que repercutiu o ocorrido. “Muitos de nós nunca acreditamos nisso (...). Mas mesmo eu nunca havia sonhado que grande parte dos supostos resultados refletiam nada mais do que matemática ruim”, escreveu.

http://exame.abril.com.br/economia/noticias/para-o-bem-estar-dinheiro-nunca-e-demais-diz-pesquisa 

Alimentos voltam a subir menos e inflação pelo IPC-S recua, diz FGV

Índice recuou a 0,52% na última semana de abril.
Destaques vão para comportamento do item hortaliças e legumes.

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) recuou levemente  para 0,52% na última semana de abril - queda de 0,02 ponto percentual sobre a taxa de 0,54% da semana anterior, divulgou nesta quinta-feira (2) a Fundação Getulio Vargas (FGV).

Com o resultado, o indicador acumula alta de 2,60% no ano e de 6,17% nos últimos 12 meses.
Foi registrada queda em seis das oitos classes de despesa componentes do índice. Assim como na prévia anterior, a principal contribuição partiu do grupo alimentação (1,13% para 0,95%).
Destaques vão para comportamento do item hortaliças e legumes, cuja taxa passou de 9,77% para 5,48%, diz a FGV.
As demais quedas nas taxas ocorreram em transportes (0,24% para 0,13%), comunicação (-0,04% para -0,35%), habitação (0,50% para 0,47%), educação, leitura e recreação (-0,40% para -0,49%) e despesas diversas (0,24% para 0,23%).

A FGV destaca o comportamento dos seguintes itens, respectivamente, para cada um dos grupos: etanol (0,58% para 0,05%), tarifa de telefone residencial (-0,91% para -1,48%), tarifa de eletricidade residencial (0,14% para -0,29%), passagem aérea (-10,89% para -13,01%) e clínica veterinária (1,03% para 0,71%), respectivamente.
As altas foram registradas em saúde e cuidados pessoais (0,79% para 1,26%) e vestuário (0,56% para 0,82%). Os destaques são medicamentos em geral (1,43% para 2,68%) e roupas (0,78% para 1,00%), respectivamente.

http://g1.globo.com/economia/noticia/2013/05/inflacao-medida-pelo-ipc-s-recua-na-ultima-semana-de-abril-diz-fgv.html

Resultado negativo da Previdência mais que dobra e atinge R$ 5 bi em março

A Previdência registrou um resultado negativo de R$ 5 bilhões em março de 2013, 165,9% a mais do que no mesmo mês em 2012 e 42,8% a mais do que a necessidade de financiamento registrada em fevereiro. Em março, foram arrecadados R$ 22,7 bilhões e gastos R$ 27,7 bilhões.
Segundo a Previdência, o saldo negativo foi o resultado, principalmente, do aumento de despesas geradas pelo reajuste do salário mínimo em janeiro (de R$ 622 para R$ 678) e de pagamentos de benefícios por incapacidade – responsável pelo gasto de R$ 1,1 bilhão.
No setor urbano, houve saldo positivo de R$ 478,7 milhões, resultado da arrecadação de R$ 22,2 bilhões e despesas de R$ 21,7 bilhões. No rural, a arrecadação chegou a R$ 483,5 milhões e os gastos a R$ 6 bilhões – 3,6% a mais do que em março de 2012. Esse deficit, segundo o Ministério da Previdência Social (MPS), foi o que teve impacto negativo sobre o saldo do mês.
Em relação aos benefícios, foram pagos mais de 30,1 milhões – dos quais 25,3 milhões foram previdenciários. Os acidentários foram 833,4 mil e os assistenciais, pouco mais de 4 milhões. O valor médio dos benefícios pagos em março foi R$ 869,32, menor do que os R$ 901,39 pagos em fevereiro. A média paga aos segurados, entre janeiro e março, foi R$ 904,05.
(Com Agência Brasil)

Maior renda declarada no IR foi de R$ 30 milhões, aponta Receita

Declarante mais jovem tem cinco meses; mais velho nasceu em 1872.
3,4 milhões deixaram para entregar declaração no último dia. 

 

A maior renda declarada no Imposto de Renda foi de R$ 30 milhões, segundo dados da Receita Federal referentes aos documentos recebidos até as 17h30 do dia 30 de abril, último dia do prazo para entrega. Entre os declarantes que usaram o tablet ou smartphone para declarar, a maior renda foi de R$ 3 milhões.
O contribuinte mais novo a declarar o IR deste ano tem cinco meses: nascem em 8 de novembro de 2012. Já a declaração com contribuinte mais antigo se refere a um idoso nascido em 1872 – o documento, no entanto, é uma declaração de espólio, já que ele não está mais vivo. A média de idade dos declarantes é de 47 anos.
Entre os contribuintes que entregaram o IR, 58,7% são homens e 41,3% mulheres. Segundo o fisco, o declarante com maior número de dependentes registrou 24.
De acordo com a Receita, 52% das declarações têm imposto a restituir, 19% têm imposto a pagar e os outros 29% não possuem saldo (nem restituição nem pagamento a fazer). Cerca de 60% das declarações são simplificadas.
Entre aqueles que declararam por meios móveis, 55% têm imposto a restituir, 8% têm imposto a pagar e 37% não têm saldo. Além disso, 65,5% desses contribuintes são homens (34,5% mulheres) e a média de idade é de 33 anos.
Ao todo, a Receita Federal recebeu 26.034.621 declarações do Imposto de Renda 2013, segundo balanço divulgado na madrugada de quarta-feira (1º). Destas, 3,4 milhões foram entregues no último dia.
O prazo para entrega do documento terminou às 23h59 desta terça-feira (30). Quem perdeu o prazo está sujeito a uma multa por atraso – cujo valor mínimo é de R$ 165,74. (clique aqui e saiba o que fazer se você perdeu o prazo). A entrega dos "atrasados" pode ser feita a partir desta quinta (2).