8.7.11

Vulcabras/Azaleia pode deixar a Bahia e migrar para a Índia

Segundo matéria publicada no Correio da Bahia, a indústria de calçados Vulcabrás/Azaleia pode perder boa parte do que conseguiu nos últimos dez anos e ainda ameaça deixar a Bahia e migrar para Nova Délhi, capital da Índia -. A crise foi instalada na fábrica em Itapetinga (matriz), que só nos últimos sete meses demitiu 3 mil funcionários da região Centro-Sul do Estado, de acordo com cálculos da prefeitura da cidade.

Um do fator principal para a migração para a Índia é a mão de obra barata e a facilidade com que os calçados vindos da China têm em entrada para comercialização no Brasil. O salário de um operário é cerca de US$ 85, dez vezes menos que no Brasil. Se sair mesmo da Bahia, cerca de 18 mil pessoas ficarão sem emprego na matriz, em Itapetinga, além das outras 13 filiais, espalhadas em outras cidades baianas. O presidente da Vulcabrás, Milton Cardoso, em entrevista ao Correio falou que se as autoridades brasileiras não mudarem a política econômica, toda a indústria de calçados vai migrar para outros países, e completa: “E não seremos exceção”. Ele ainda lembrou que várias empresas brasileiras já atuam em países da Ásia e da América Central.

Cardoso e outros representantes do setor têm pressionado o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para que ele dê prioridade à indústria na desoneração da folha de pagamento e rigor na fiscalização de calçados vindos da China.

A Vulcabrás em meio à crise

Em novembro de 2010, o então gerente-geral da fábrica de Itapetinga, Lauro Saldanha, deixou o posto e mudou-se para a Índia, onde trabalha na implantação da nova planta da Vulcabras. O prefeito de Itapetinga, José Carlos Moura (PT) afirmou que o primeiro semestre de 2011 tem sido ruim para a empresa. Prova disso são as demissões e as férias coletivas. Cardoso explica que a unidade já ultrapassou o limite de estoque e que tem concedido férias coletivas frequentemente. Segundo ele, a unidade de Nova Délhi deve começar a funcionar nos próximos meses.

O presidente executivo do Sindicato da Indústria de Calçados e Componentes do Estado da Bahia (Sindicalçados-BA), Haroldo Ferreira, não quis falar sobre as demissões na Vulcabras, mas reconheceu que a Bahia e o Brasil têm deixado de ser atraentes para o setor.

Os prefeitos, vereadores e lideranças políticas da região realizaram uma audiência pública em junho para discutir alternativas de sensibilizar o empresariado e abrigar os trabalhadores já demitidos. O tema também tem tido destaque nas sessões das câmaras de vereadores dos municípios produtores na Bahia, como as filiais de Maiquinique, Itarantim, Itororó, Caatiba, Macarani, Potiraguá, Firmino Alves, Nova Canaã, Ibicuí, Iguaí e Itambé. As informações são do Correio da Bahia.


Fonte:

http://www.vitoriadaconquista.com.br/2011/07/01/vulcabrasazaleia-pode-deixar-a-bahia-e-migrar-para-a-india/



5.7.11

País teme entrada de dólar, mas está pronto para crise pior, diz BC

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, disse que a entrada muito rápida de dólares no Brasil é um "risco", mas o país está preparado para uma crise mundial pior.

Tombini fez a avaliação durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Ele fala aos senadores sobre os fundamentos e a forma de execução da política monetária brasileira.

Segundo ele, a entrada de dólares, que está causando queda no valor da moeda, é uma preocupação do governo. "Um fluxo de entrada muito veloz, quando reverter a situação da economia mundial, pode gerar riscos para a economia brasileira. É bom que não entre [dólar] muito rapidamente. Estamos vendo uma redução dos fluxos, mas isso tem de ser acompanhado."

Saiba quais são os efeitos da entrada de dólares no país

Os dólares entram no país quando uma empresa faz investimentos diretos ou quando investidores especulam. O dinheiro dos investimentos diretos é mais confiável, tende a permanecer. Os recursos dos especuladores saem muito rapidamente, quando há outros mercados mais vantajosos para lucros imediatos.

Dólar bate recordes de queda, e consultor diz o que investidor deve fazer


Segundo Tombini, no ano passado, a maior parte do fluxo vinha de investidores com caráter mais especulativo, o que estaria mudando neste ano. "Ao longo de 2011, até maio, houve uma inversão: registramos 60% de investimento estrangeiro direto e 40% de demais fluxos", afirmou.

Quando entram muitos dólares, pelo excesso de oferta, a cotação da moeda cai. O dólar comercial fechou ontem em baixa de 0,26%, a R$ 1,554 na venda. É a menor cotação desde 19 de janeiro de 1999. Foi a sexta queda seguida do dólar. No ano, a desvalorização já chega a 6,72%.

O dólar baixo é bom para os consumidores, que compram produtos importados mais baratos, e para quem vai viajar. Mas é ruim para a indústria brasileira, que enfrenta uma concorrência maior dentro do país e nas exportações (o produto brasileiro fica mais caro, pois consumidores precisam gastar mais dólares para comprar nossas mercadorias).

Brasil está preparado para enfrentar piora na crise global, diz BC

Apesar da preocupação com o fluxo exagerado de dinheiro, ele também pode ser positivo. O presidente do BC disse que o país está pronto para eventual piora na situação de mercados estrangeiros, justamente porque tem boas reservas internacionais (dólar em caixa).

"A economia brasileira está preparada para um cenário mais adverso na economia global, com a quantidade de reservas internacionais. Temos liquidez e moedas estrangeiraws e reais para eventualidade de aprofundamento da crise internacional, caso venha a ocorrer", afirmou.

Internamente, Tombini avalia que a situação de crédito e endividamento estão melhorando. Segundo ele, hoje há mais "moderação" na concessão de empréstimos, principalmente para veículos.

"A evolução do mercado de crédito se dá hoje em bases mais prudentes do que no ano passqado, em consequência das medidas adotadas pelo governo", disse. O governo adotou medidas para reduzir a oferta do crédito, a fim de evitar inadimplência.

Segundo ele, a inadimplência entre 15 e 90 dias está se reduzindo e isso indica uma redução futura da inadimplência mais grave, que é a de 90 dias. "A inadimplência acima de 90 dias deve se estabilizar e começar a cair."

O presidente do BC também afirmou que "a inflação começa a ceder e converge para meta de longo prazo".

4.7.11

Turista pode pedir devolução de impostos no exterior


Os brasileiros nunca gastaram tanto dinheiro no exterior como agora. Nem mesmo medidas do governo, como o aumento do IOF (Impostos sobre Operações Financeiras) sobre gastos com cartão de crédito lá fora, têm conseguido frear essa tendência.

Mas o que poucos viajantes sabem é que existe a possibilidade de reaver parte dos impostos pagos nas compras de produtos feitas em outros países.

A operação, porém, não é das mais simples e pode demandar alguns bons minutos, que podem virar horas durante as férias de meio do ano, quando é verão no hemisfério norte e os aeroportos ficam lotados.

O tributo que pode ser devolvido é o Imposto sobre o Valor Agregado (IVA). Nos Estados Unidos, a taxa é conhecida como "sales tax". Já na Europa e em outros países da América do Sul, como a Argentina, um dos principais destinos dos brasileiros, chama-se VAT.

Para o advogado Edson Pinto, especialista em tributos, a restituição é justa, pois o imposto recolhido pelo governo é dirigido aos benefícios do cidadão residente no país, e não para o turista que está temporariamente no local.

“É importante ressaltar que a isenção não costuma ser aplicada a despesas com serviços [hospedagem, restaurantes, locadoras de automóveis] ou produtos comprados via internet”, diz Pinto.

O Canadá, no entanto, é uma exceção à regra, permitindo o reembolso em despesas com hospedagem, segundo o advogado.

Como conseguir o imposto de volta

Na Europa, a maior empresa que intermedeia a devolução desses impostos é a Global Blue (ex- Global Refund). Há também a Premier Tax Free

A alíquota a ser devolvida pode variar de país para país e de acordo com o tipo de produto comprado. A Global Blue possui uma calculadora que indica o valor que será devolvido.

Cada local tem suas próprias normas para a devolução, mas, normalmente, o procedimento é parecido.

O primeiro passo é identificar a loja que trabalha com esse sistema. Na Europa, por exemplo, elas costumam ter um adesivo de "tax free" na vitrine.

Ao fazer a compra, apresente o passaporte e informe ao vendedor que você pedirá a devolução do imposto. Mas atenção: cada país tem um valor mínimo

por compra para que seja possível pedir a devolução.

A nota fiscal que o turista recebe é diferente, com campos que devem ser preenchidos, e será carimbada na loja. Ele também vai receber um formulário e um envelope que devem ser entregues no aeroporto.

Normalmente, há um prazo limite de três meses para que a pessoa deixe o país a partir da data da compra.

Burocracia no aeroporto

Mas é no aeroporto, na hora de deixar o país, que a burocracia atrapalha e pode cansar o turista. O indicado é que a pessoa chegue com mais antecedência que o normal exigido para realizar a operação.

É importante se informar sobre como proceder antes de fazer o check-in. Isso porque, em alguns países, é necessário mostrar os bens comprados. Por isso, se o turista despachar a mala antes de fazer isso, ele corre o risco de ficar sem o reembolso.

Depois de passar pelo controle da alfândega local e munido de todos os formulários preenchidos e carimbados, o turista pode tentar conseguir a devolução em dinheiro vivo.

Em geral, na Europa, é a casa de câmbio Travellex o único local onde o turista pode conseguir o dinheiro, muitas vezes com algum deságio.

Se quiser receber no cartão de crédito, a documentação deve ser enviada pelo correio. Para isso, a pessoa deve pegar o envelope selado que foi dado na loja e depositar em uma caixa dos correios no próprio aeroporto.

Se optar por enviar depois de voltar ao país de origem, o turista terá de arcar com o valor da postagem.


FONTE: http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/redacao/2011/07/04/turista-pode-pedir-devolucao-de-impostos-no-exterior.jhtm


28.6.11

Petróleo fecha no menor nível em quatro meses em Nova York

Contrato com vencimento em agosto fechou a US$ 90,61.
Dúvidas sobre demanda atingiram mercado nesta segunda.


Dúvidas sobre a existência de demanda suficiente para a oferta mundial de petróleo voltaram a assolar o mercado nesta segunda-feira (27) e estimularam a queda do barril. O recuo somente não foi maior porque o enfraquecimento do dólar deu suporte aos preços.

Em Nova York, o contrato do WTI com vencimento em agosto, principal referência para a commodity, teve queda de US$ 0,55, para fechar em US$ 90,61, seu menor nível desde 18 de fevereiro. O ativo para setembro caiu US$ 0,54 para US$ 91,17.

Já em Londres, o Brent para agosto subiu US$ 0,87 e encerrou o dia a US$ 105,99; o vencimento de setembro ganhou US$ 0,61, para US$ 105,92.

Os investidores ainda assimilam a decisão da Agência Internacional de Energia (AIE), divulgada na quinta-feira passada, de liberar ao mercado 60 milhões de barris de sua reserva emergencial de petróleo.

A intenção da AIE é compensar o recuo na oferta mundial de barris por conta dos conflitos políticos na Líbia. As turbulências no país e o temor de extensão da crise aos vizinhos árabes provocaram forte pressão de alta sobre o preço do barril neste ano.

O mercado questiona, entretanto, se há demanda suficiente para fazer frente à oferta expandida de petróleo.

O Departamento de Comércio dos EUA deu força hoje às expectativas mais pessimistas dos investidores. O órgão reportou que os gastos dos consumidores americanos, os que mais demandam petróleo no mundo, ficaram estáveis em maio. Este é o pior resultado para o indicador desde setembro de 2009.

A crise da dívida soberana grega também continua a atrair as atenções do mercado, que aguardam para esta semana a votação pelo Parlamento do país de um novo pacote de austeridade, no valor de US$ 40 bilhões.

FONTE: http://g1.globo.com/economia/noticia/2011/06/petroleo-fecha-a-us-9061-em-ny-menor-nivel-em-quatro-meses.html


27.6.11

Gasto de brasileiros no exterior sobe 45% até maio e bate recorde

Em maio, gastos no exterior somam US$ 1,66 bi, valor mais alto para o mês.
Aumento do emprego e da renda, junto com dólar baixo, estimulam viagens.


Os gastos de turistas brasileiros no exterior somaram US$ 8,33 bilhões de janeiro a maio deste ano, informou nesta segunda-feira (27) o Banco Central.

Com isso, avançaram 45% frente ao mesmo período do ano passado (US$ 5,72 bilhões) e bateram novo recorde histórico para este período. A série histórica do BC tem início em 1947.

Somente em maio, as despesas realizadas por brasileiros no exterior somaram US$ 1,66 bilhão, valor que também representa novo recorde histórico para este mês.

A elevação dos gastos de turistas brasileiros no exterior é favorecida pelo crescimento do emprego e da renda no Brasil e, também, pelo dólar desvalorizado - fator que barateia as passagens e hotéis cotados na moeda norte-americana. Em todo ano passado, o valor gasto, de US$ 16,4 bilhões, também foi o maior da história.

A elevação de gastos no exterior tem ocorrido nos últimos meses apesar de o governo ter aumentado a alíquota do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) para gastos com cartões de crédito lá fora de 2,38% para 6,38%. A medida foi anunciada no fim de março, com validade de 28 de abril em diante.

Com a medida, os dados do BC mostram uma desaceleração nos gastos com cartões de crédito no exterior. Em abril deste ano, os gastos com cartões no exterior somaram US$ 1,17 bilhão, ou 61% do valor total de despesas (US$ 1,94 bilhão). Já em maio, com os efeitos do IOF maior, as despesas feitas via cartões somaram US$ 909 milhões - ou 55% do valor total de US$ 1,66 bilhão

"As viagens internacionais continuam em nível elevado. O brasileiro continua viajando, mas agora está pagando as despesas internacionais mais em 'cash', do que em cartão de crédito", declarou Túlio Maciel, chefe do Departamento Econômico do Banco Central.

http://g1.globo.com/economia/noticia/2011/06/gasto-de-brasileiros-no-exterior-sobe-45-ate-maio-e-bate-recorde.html

FONTE:

16.6.11

Senado dos Estados Unidos vota por encerrar subsídio ao etanol

O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta quinta-feira uma emenda que propõe o fim do crédito fiscal de US$ 0,45 por galão de etanol, assim como a eliminação da tarifa de US$ 0,54 por galão sobre o etanol importado.

A emenda para acabar com os incentivos ao etanol passou por 73 votos a 27, mas será incluída em um projeto de lei que enfrentará dificuldades para ser aprovado no Senado.

A Casa Branca afirmou ser contra a "revogação imediata" do incentivo federal para o etanol.

O fim da tarifa ao etanol é uma antiga reivindicação da indústria brasileira, que vê a medida como uma oportunidade de ampliar suas exportações, embora atualmente as usinas tenham dificuldade de abastecer até mesmo o mercado interno, mais atraente do que as vendas externas.

Na terça-feira, uma proposta legislativa para eliminar os créditos tributários ao etanol nos Estados Unidos, assim como a tarifa, não foi aprovada no Senado norte-americano, o que eliminaria uma ajuda ao setor de US$ 6 bilhões por ano.

Ao mesmo tempo, a Câmara dos EUA votou (283 a 128 votos) nesta quinta-feira para impedir o Departamento de Agricultura de financiar a construção de tanques e misturadores de etanol em postos de combustíveis.

A indústria busca o financiamento para poder vender gasolina com uma maior mistura do biocombustível.

Entenda a disputa Brasil-EUA envolvendo o etanol

A disputa sobre o etanol envolve os dois maiores produtores do produto: os Estados Unidos (líderes) e o Brasil (segundo colocado).


O etanol brasileiro paga uma taxa extra de US$ 0,54 (R$ 0,87) por galão (o equivalente a US$ 0,143 por litro) para entrar no mercado americano, além da tarifa regular de importação de 2,5% sobre valor do produto.

O setor privado no Brasil afirma que essa cobrança é uma forma mascarada de proteger o etanol americano contra a concorrência do brasileiro.

(Reportagem de Tom Doggett)

FONTE:

http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/reuters/2011/06/16/senado-dos-estados-unidos-vota-por-encerrar-subsidio-ao-etanol.jhtm


15.6.11

Movimento assina acordo e greve continua


A Assembleia Geral dos professores da UESB ocorrida nesta terça, 14, no campus de Itapetinga, aprovou a assinatura do Acordo da Campanha Salarial e o Termo de Compromisso nas condições apresentadas nas últimas reuniões. A greve, entretanto, deve continuar até a próxima sexta, 17, quando acontecerá um novo encontro da categoria ou até que a pauta interna se esgote.
Veja aqui o Acordo da Campanha Salarial e o Termo de Compromisso.
Os professores entenderam que um possível encerramento da greve só deve acontecer quando as questões da pauta geral estiverem encaminhadas. Com isso, o movimento vai pressionar a administração da Universidade no sentido de agendar uma reunião para discutir o estabelecimento de uma Agenda de Compromisso sobre a pauta interna. A categoria vai manter a exigência da divulgação da Ata de Compromisso assinada com o governo, bem como dos relatórios elaborados pela Auditoria Geral do Estado e do Tribunal de Contas do Estado (TCE) sobre a UESB. Os professores aprovaram apoio a ocupação da reitoria promovida pelos estudantes desde o meio-dia desta terça e estarão se integrando ao movimento pela permanência estudantil, conclusão das obras, acessibilidade e as demais questões da pauta interna.
Fonte: Site da ADUSB