Após assembleia realizada na terça (5), os acampados decidiram batizar o acampamento nacional com o nome de Hugo Chávez
06/03/2013
Nesta
quarta-feira (6), o Acampamento Nacional Sem Terra, o Acampamento Hugo
Chávez, soma-se à Marcha da Classe Trabalhadora em Brasília (DF). Com o
tema “Em defesa da cidadania, do desenvolvimento e da valorização do
trabalho”, a marcha também reivindica a reforma agrária e a soberania
alimentar no Brasil.
“A unidade entre os
trabalhadores camponeses e urbanos é fundamental nesta fase da luta por
reforma agrária. O acesso à terra é primordial para desenvolver um
modelo de agricultura em que a soberania alimentar seja princípio.
Negamos o agronegócio e o latifúndio que andam de mãos dadas, com sua
produção baseada no uso de venenos, no trabalho escravo”, diz Rosana
Fernandes, integrante da coordenação nacional do MST.
O
acampamento Hugo Chávez também protesta contra a judicialização do
processo de aquisição de terras. “O processo de aquisição de terras,
muitas vezes, acaba na mão de juízes que não aplicam a Constituição e a
Lei Complementar, que dispõe que o processo de desapropriação, deve
obedecer rito sumário e deve ter trâmite preferencial”, complementa
Fernandes.
No campo penal, dos mais de 1.600
casos de assassinatos de lideranças populares desde a redemocratização
até agora, somente 70 casos chegaram aos tribunais para julgamento. E
ainda assim a maioria deles foi inocentada. Foram raros os casos de
condenação.
Homenagem a Hugo Chávez
Após
assembleia realizada na terça (5), os acampados decidiram batizar o
acampamento nacional por Hugo Chávez, em homenagem ao presidente
venezuelano que faleceu vítima de um câncer.
O
Acampamento Nacional Hugo Chávez já é composto por 1000 pessoas. Ontem, a
ocupação foi realizada pelas mulheres camponesas, num terreno ao lado
do prédio do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária
(Incra).
A atividade faz parte da Jornada de
Lutas das Mulheres da Via Campesina, que ocorre anualmente no mês de
março, e tem como objetivo principal pressionar o governo federal para
realização da Reforma Agrária.
Fonte:http://www.brasildefato.com.br/node/12191
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