São Paulo – O volume de empréstimos e financiamentos cresceu 1,2% de março para abril, atingindo R$ 2,1 trilhões, segundo nota divulgada hoje (25) pelo Banco Central. Segundo o BC, as operações de crédito tiveram expansão menos acentuada do que no mês anterior, “refletindo a moderação do nível de atividade e a postura mais cautelosa das instituições financeiras na concessão de novos recursos para as famílias”. Mas a autoridade monetária lembra que a evolução “ocorreu em contexto de expressivas reduções de taxas de juros e spreads bancários e de relativa estabilidade da inadimplência”. Em 12 meses, a expansão é de 18,1%. O crédito passou a corresponder a 49,6% do PIB, ante 49,4% no mês anterior e 45,5% em abril de 2011.
A taxa média de juros atingiu 35,3% ao ano, com redução de dois pontos percentuais no mês e de 4,5 pontos percentuais em relação a igual período de 2011. De acordo com o BC, os juros voltaram ao patamar do final de 2010. O spread bancário (diferença entre o custo de captação e a taxa cobrada dos clientes) recuou 1,5 ponto, para 26,5 – menor nível desde fevereiro do ano passado.
A taxa de juros para famílias recuou 2,3 pontos, para 42,1% ao ano, enquanto a das empresas recuou 1,4 ponto, para 26,3%. “No mesmo sentido, os spreads bancários assinaram reduções de 1,9 p.p. no crédito a pessoas físicas e 0,9 p.p. nas operações com pessoas jurídicas”, informa o Banco Central. O spread para pessoa física foi a 33,2 pontos e para pessoas jurídicas, para 17,5 pontos.
O crédito ao setor privado somou R$ 2,014 trbilhões, com alta de 1,2% no mês e de 17,7% em 12 meses. Na indústria, a expansão em abril foi de 1,3%, para R$ 426 bilhões, com destaque para os setores de produtos químicos, naval, energia e papel e celulose. Segundo o BC, o crédito habitacional "manteve ritmo acelerado de expansão", alcançando saldo de R$ 223 bilhões, com elevação de 2,3% no mês e de 42,9% em 12 meses, representando 5,3% do PIB.
No cheque especial, a taxa anual passou de 185,04%, em março, para 174,1%, no menor nível desde fevereiro de 2011 (167,35%).
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