BRUXELAS, 13 Abr (Reuters) - As 20 principais economias do mundo devem concondar em aumentar os recursos do Fundo Monetário Internacional (FMI) entre US$ 400 bilhões e US$ 500 bilhões, em vez dos US$ 600 bilhões inicialmente planejados pelo FMI, disseram à agência de notícias Reuters autoridades do G20.
O dinheiro extra é para dar ao FMI mais poder para lutar contra a crise da dívida soberana, acionada por políticas instáveis em países da zona do euro como Grécia, Portugal e Irlanda.
Negociação
Os ministros das Finanças do G20 vão se reunir na próxima semana em Washington para discutir o pedido do FMI feito em janeiro por mais recursos, depois que a zona do euro aumentou o tamanho de seus próprios fundos de combate à crise em março em resposta à pressão do grupo.
A diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, disse na quinta-feira que o acordo poderia levar algum tempo, um sinal de que a reunião da semana que vem pode não ser a última palavra.
Mas Lagarde também disse que o FMI pode não precisar de tanto dinheiro quanto pensava apenas alguns meses atrás, na medida em que riscos econômicos e financeiros diminuíram e as necessidades de financiamento do credor mundial são menores agora.
"Eu diria que será algo entre US$ 400 bilhões e US$ 500 bilhões e isso depende muito de quanto as grandes economias mundiais e europeias, mas de fora da zona euro, vão comprometer", disse uma autoridade do G20.
Em janeiro, o FMI estimou que seriam necessários mais US$ 500 bilhões para empréstimos e outros US$ 100 bilhões para reservas, a fim de formar uma proteção adequada contra os riscos colocados pela crise da zona do euro.
Abaixo do previsto
"Sempre foi claro que os US$ 500 bilhões a US$ 600 bilhões... eram demais, não realistas", disse uma segunda autoridade do G20.
"Ficaremos felizes se conseguirmos o mesmo de outros países assim como os europeus estão dispostos a fornecer", disse a segunda autoridade.
Os países da zona do euro se comprometeram a fornecer 150 bilhões de euros (US$ 200 bilhões), enquanto outros países da União Europeia (UE) prometeram outros US$ 50 bilhões.
A primeira autoridade disse que a China e o Japão podem fornecer mais US$ 100 bilhões ou um pouco mais entre os dois países.
"Mas, nas economias em desenvolvimento, ainda há uma forte ideia de que os membros ricos, como a Alemanha, devem desempenhar um papel maior na correção dos problemas da região. Pode não haver acordo até o último minuto", disse uma terceira autoridade.
Os únicos países que não devem contribuir para o aumento dos recursos do FMI agora são os Estados Unidos e o Canadá.
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