29.8.12

Argentina aumenta salário mínimo em 25%

O novo salário mínimo será de 2.670 pesos já a partir de setembro e de 2.875 pesos em fevereiro de 2013

Bandeira da Argentina tremula em Buenos Aires

Buenos Aires - A Argentina fixou nesta terça-feira o novo salário mínimo em 2.875 pesos (US$ 619,60), o que representa um aumento de 25% com relação ao valor vigente desde agosto de 2011, informaram fontes oficiais.A atualização do mínimo foi estipulada em reunião mantida hoje por representantes de sindicatos, patronais e da administração de Cristina Kirchner.
O novo salário mínimo será de 2.670 pesos (US$ 575,40) já a partir de setembro e de 2.875 pesos (US$ 619,60) em fevereiro de 2013, informaram fontes oficiais.
Atualmente, o valor é de 2.300 pesos mensais (US$ 495,6).
'Estou muito contente por coroar este acordo', disse Cristina Kirchner após a reunião com empresários e sindicalistas, segundo publicou o site do Governo argentino.
http://exame.abril.com.br/economia/noticias/argentina-aumenta-salario-minimo-em-25] "


Espanha rejeita ajustes para conseguir intervenção do BCE


O ministro espanhol da Economia garantiu que o país vai cumprir seus objetivos orçamentários sem a intervenção do banco

Ministro da Economia espanhol, Luis de Guindos


Madri - O ministro de Economia espanhol, Luis de Guindos, afirmou nesta quarta-feira que "ninguém está negociando nenhum tipo de ajuste adicional" para conseguir que o Banco Central Europeu (BCE) intervenha no mercado de dívida e reduza assim o prêmio de risco daEspanha.

Em entrevista coletiva antes de uma reunião da equipe econômica do governante Partido Popular (PP), De Guindos declarou que "é muito importante levar em conta que a Espanha vai cumprir seus objetivos orçamentários independentemente da intervenção" do BCE.
Insistiu que "o compromisso do governo da Espanha com a consolidação fiscal é absoluto, é total" e isso é "o que deve ser levado em consideração por parte dos sócios europeus".
Em qualquer caso, ressaltou que o governo espanhol "não tomou nenhuma decisão" sobre o pedido do resgate e "está analisando as alternativas" possíveis até que não se defina qual será o marco concreto de atuação do BCE.
Em sua opinião, as medidas adotadas pelo organismo presidido por Mario Draghi têm que ser "efetivas" para relaxar os prêmios de risco de países como a Espanha.
Reconheceu, no entanto, que na reunião do Eurogrupo que será realizada em meados de setembro no Chipre "se estabelecerá o entrecruzado de condições para que essa intervenção aconteça".
Em referência às críticas publicadas hoje em jornais internacionais sobre a atuação do governo espanhol na crise econômica, De Guindos destacou que o Executivo "trabalha pelos interesses da Espanha e do euro".
O governo de Mariano Rajoy se comprometeu a diminuir o déficit da Espanha de 8,9% até 6,3% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, 4,5% em 2013 e até 2,8% em 2014.
De Guindos também falou sobre o pedido de 5,023 bilhões de euros de ajuda ao Estado espanhol que a Catalunha realizou para poder pagar sua dívida e ressaltou que a "condição fundamental" para receber esse montante é que cumpra o objetivo de déficit de 1,5% do PIB em 2012 estabelecido para as regiões autônomas espanholas.
Além da Catalunha, as regiões de Valência e Múrcia pediram também essa ajuda financeira ao governo espanhol para fazer frente a seus vencimentos de dívida.
De Guindos insistiu que a redução do déficit é o "elemento básico" para solucionar os problemas de liquidez das diferentes comunidades autônomas, já que de outro modo - assegurou - as dificuldades reaparecerão nos próximos meses.
O ministro espanhol lembrou que o pedido de apoio financeiro da Catalunha "estava perfeitamente previsto e dentro das projeções" do governo.
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8,50%
11 de julho
8%
Embora o possível corte seja quase uma unanimidade no mercado, restam dúvidas sobre o que pode acontecer a partir da próxima reunião, marcada para outubro. “A questão chave para monitorar é se a ata vai indicar que o Banco Central está se preparando para encerrar o ciclo de afrouxamento”, escreveram os economistas do Goldman Sachs em relatório.
Os economistas da Tendências Consultoria Integrada estão entre os que esperam que essa reunião marque o fim do ciclo de cortes. A expectativa é de que a taxa de juros volte a subir a partir de março de 2013, levando a Selic para 9,5% já em agosto do próximo ano.
Após a reunião que termina hoje, o Copom ainda terá mais dois encontros para mudar ou não a taxa básica de juros, um em outubro e outro em novembro. Já a ata da reunião, que pode sinalizar os próximos passos do colegiado, é divulgada sempre na quinta-feira da semana seguinte. Assim, a desse encontro está prevista para o dia 6 de setembro.

Copom pode fazer novo corte na Selic hoje


Mercado espera que BC opte por uma redução de 0,50 ponto percentual na taxa básica de juros, para 7,50% ao ano
Notas de Real

São Paulo – O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central realiza hoje o segundo dia de reunião para definir os rumos da taxa básica de juros do Brasil. A decisão será divulgada a qualquer momento a partir das 18 horas.
O mercado acredita que a taxa, hoje em 8% ao ano, deve ter mais um corte. O boletim Focus, pesquisa semanal do BC sobre as expectativas do mercado para os principais indicadores econômicos, apontou em sua edição mais recente, divulgada na segunda-feira, que a Selic deve cair 0,50 ponto percentual, para 7,50%.
Os analistas do BTG Pactual estão entre os que esperam essa redução. “A convergência de visões acontece pela clareza com que o comitê assinalou suas intenções mais imediatas, usando novamente uma linguagem já utilizada em documentos anteriores, que indica que o ciclo de cortes deve continuar no mesmo ritmo”, afirmaram os analistas do BTG em relatório.
A Selic no ano
Data da reunião
Taxa definida
18 de janeiro
10,50%
7 de março
9,75%
18 de abril
9%
30 de maio
8,50%
11 de julho
8%
Embora o possível corte seja quase uma unanimidade no mercado, restam dúvidas sobre o que pode acontecer a partir da próxima reunião, marcada para outubro. “A questão chave para monitorar é se a ata vai indicar que o Banco Central está se preparando para encerrar o ciclo de afrouxamento”, escreveram os economistas do Goldman Sachs em relatório.
Os economistas da Tendências Consultoria Integrada estão entre os que esperam que essa reunião marque o fim do ciclo de cortes. A expectativa é de que a taxa de juros volte a subir a partir de março de 2013, levando a Selic para 9,5% já em agosto do próximo ano.
Após a reunião que termina hoje, o Copom ainda terá mais dois encontros para mudar ou não a taxa básica de juros, um em outubro e outro em novembro. Já a ata da reunião, que pode sinalizar os próximos passos do colegiado, é divulgada sempre na quinta-feira da semana seguinte. Assim, a desse encontro está prevista para o dia 6 de setembro.



28.8.12

Imposto de renda representa quase metade do preço de material escolar

CARGA TRIBUTÁRIA QUE INCIDE SOBRE O VALOR DE UMA CANETA CHEGA A 47,25%. PESQUISA FOI DIVULGADA PELA EMPRESA DE CONSULTORIA E AUDITORIA BDO BRAZIL.


Quase a metade do valor pago em alguns itens básicos de material escolar é composta pela carga tributária, segundo pesquisa divulgada pela empresa de consultoria e auditoria BDO Brazil nesta segunda-feira (13).
A lista é encabeçada pela caneta esferográfica, com alíquota de 47,25%, seguida pela régua, agenda escolar e fichário, cujos tributos representam 42,25% do valor de mercado.
Outros produtos como mochila e papel sulfite apresentam 37,25% e 32,25% de tributos, respectivamente. Itens como cola líquida e lápis vêm em seguida, com 27,25%.
ItemTributos
Caneta47,25%
Régua42,25%
Agenda escolar42,25%
Fichário42,25%
Mochila37,25%
Papel sulfite32,25%
Cola líquida27,25%
Lápis27,25%

Fonte: BDO Brazil

27.8.12

Mercado volta a elevar projeção para a inflação em 2012, mostra Focus

Analistas do mercado financeiro elevaram pela sétima semana consecutiva suas projeções para a inflação em 2012, de acordo com o boletim semanal Focus, divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central.
A mediana das projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), resultado de consulta a mais de cem instituições financeiras, subiu de 5,15% para 5,19%. Para 2013, contudo, as apostas seguiram em 5,5% pela nona semana consecutiva. O IPCA é considerado o indicador oficial de inflação do país, porque é usado para balizar as metas de inflação perseguidas pelo Banco Central. Para 2012, o centro da meta é de 4,5%.
A mediana de médio prazo dos analistas Top 5 – os que mais acertam as previsões – passou de 5,15% para 5,20%.
A piora das projeções para 2012 vem após a divulgação do resultado do IPCA-15, prévia do índice oficial de inflação do país. De acordo com o IBGE, o IPCA-15 avançou para 0,39% em agosto, acima das projeções do mercado que oscilavam ao redor de 0,35%.
Os analistas também elevaram suas projeções para o IPCA em agosto, de 0,35% para 0,37%. Há quatro semanas, a mediana estava em 0,31%.
Apesar do aumento das previsões para o ano, a mediana das projeções para o IPCA em 12 meses registrou ligeiro recuo nesta semana, de 5,66% para 5,64%.
Corte nos juros
Analistas do mercado mantiveram suas estimativas para a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 7,25% ao fim de 2012, e reduziram, pela segunda semana, a previsão para a taxa de juros ao fim de 2013, de 8,38% para 8,25%, de acordo com o boletim Focus.
Eles também não alteraram sua expectativa para a Selic em agosto e esperam que na reunião desta semana o Copom reduz o juro em 0,50 ponto percentual, para 7,5%.
Mais agressivos, os analistas Top 5 – os que mais acertam as previsões – reduziram suas apostas para a Selic em 2012. A mediana de médio prazo desse grupo caiu de 7,25% para 7% ao fim deste ano. Para 2013, eles elevaram suas previsões de 8,63% para 8,88%.
Economia mais fraca
A mediana das projeções para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2012 no Focus cedeu de 1,75% para 1,73%. Há um mês, a projeção estava em 1,9%.
A aposta é mais moderada do que a previsão do Ministério da Fazenda, que na sexta-feira reduziu de 4,5% para 3%, a projeção para o crescimento do PIB neste ano.
Para 2013, a estimativa de expansão do PIB se manteve em 4% no Focus.
Os analistas também seguiram reduzindo suas expectativas para a produção industrial neste ano e agora esperam contração de 1,55% nessa atividade, ante queda de 1,2% estimada na semana passada. Para 2013, a expectativa passou de expansão de 4,4% para alta de 4,5%.
Câmbio e balança
Analistas do mercado financeiro não alteraram suas projeções para o câmbio ao fim de 2012 e de 2013. A mediana das expectativas para ambos os períodos se manteve em R$ 2,0.
Os analistas Top 5 – os que mais acertam as previsões – mantiveram sua projeção de R$ 2,04 para o câmbio ao fim deste ano, mas a reduziram para o fim de 2013, de R$ 2,15 para R$ 2,10. Ambas são medianas de médio prazo.
Também foi mantida a projeção para o saldo da balança comercial em 2012, em US$ 18 bilhões. Para 2013, houve pequeno ajuste para cima, de US$ 14,78 bilhões para US$ 15 bilhões.
A estimativa para o investimento estrangeiro direto (IED) neste ano ficou em US$ 55 bilhões, apesar de o IED de julho ter surpreendido. Para 2013, a projeção passou de US$ 60 bilhões para US$ 59 bilhões.
Na semana passada, o BC informou que o ingresso de investimentos estrangeiros no mês passado ficou em US$ 8,421 bilhões, o melhor resultado para julho na série histórica do BC, com início em janeiro de 2005.
É também a maior cifra desde dezembro de 2010 (US$ 15,374 bilhões). Na ocasião, o chefe do departamento econômico do BC, Túlio Maciel, afirmou que o resultado de julho surpreendeu e que a partir dele “há um viés para cima na nossa projeção do IED para o ano”. Pela estimativa atual, o BC espera ingresso de US$ 50 bilhões de IED neste ano, US$ 16,6 bilhões a menos do que no ano passado.
O boletim Focus também mostrou aumento na projeção de déficit em conta corrente, de US$ 58,63 bilhões para US$ 58,71 bilhões em 2012. Para 2013, a estimativa foi mantida em US$ 70 bilhões.
A estimativa para a dívida líquida do setor público passou de 35,27% do PIB para 35,25% do PIB em 2012 e, para 2013, se manteve em 34,0%.


Fonte: http://www.valor.com.br/brasil/2804198/mercado-volta-elevar-projecao-para-inflacao-em-2012-mostra-focus

13.8.12

PIB tímido faz governo repensar estratégia de estímulo à economia

Presidente Dilma prepara pacote de medidas com concessão de rodovias e ferrovias que pode indicar uma mudança sensível na gestão econômica do país, dizem analistas.



 
Dilma tenta frear redução na previsão do PIB
Preocupada com o fraco desempenho da economia brasileira neste ano, a presidente Dilma Rousseff prepara mais um pacote de medidas para tentar reverter tal quadro. A primeira etapa desse novo plano deve ser anunciada ainda nesta semana, incluindo concessões de rodovias e ferrovias ao setor privado.
Desta vez, porém, os projetos em discussão podem indicar uma mudança sensível na gestão econômica do país, segundo analistas ouvidos pela BBC Brasil. As ações buscam baixar os custos de produzir no Brasil e ampliar o papel da iniciativa privada na economia.
O governo, dizem eles, parece ter se convencido de que a principal estratégia adotada desde o governo Luiz Inácio Lula da Silva para promover o crescimento deixou de surtir efeitos.
Segundo esses analistas, a alta do consumo interno que alimentou grande parte do êxito econômico dos últimos anos – facilitada tanto pelo aumento do crédito quanto pela elevação da renda entre os mais pobres – não é mais capaz de sustentar taxas de crescimento satisfatórias.
Ao aumentar o espaço para a iniciativa privada e esforçar-se para baratear os custos de produção, afirmam, o governo ampliaria seu leque de estratégias, o que permitiria uma retomada a longo prazo da economia.
Com as ações, Dilma quer evitar novas reduções na projeção de crescimento do PIB deste ano. O governo já baixou sua previsão de crescimento de 4,5% para 3%, enquanto analistas consultados pelo Banco Central estimam que o PIB crescerá apenas 1,81%, segundo o último boletim Focus divulgado nesta segunda-feira.
Nas próximas semanas, grandes empresários devem ser convidados a Brasília para assistir ao anúncio da primeira parte do pacote econômico. Entre as medidas em discussão estão novas desonerações para a indústria, a redução das tarifas de energia e privatizações de rodovias, ferrovias, portos e aeroportos.
O grau dos estímulos, porém, dependerá da disposição do governo em reduzir o superavit primário – a economia para abater a dívida pública. A meta do superavit em 2012 é de 3,1% do PIB, mas o governo considera reduzi-la para aumentar os gastos ou promover novas desonerações.
Também será levada em conta a perda na arrecadação com o Plano Brasil Maior, recentemente aprovado no Congresso e que reduziu alíquotas para vários setores industriais.
Diagnóstico atrasado
Para Silvia Matos, professora do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getúlio Vargas, "o governo parece estar convencido de que o problema (da economia) é mais estrutural".
"O diagnóstico é correto, mas demorou", afirma à BBC Brasil.
Segundo Matos, os últimos incentivos à indústria concedidos por Dilma – como a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para montadoras de veículos – não foram suficientes para erguer o setor.
Nem mesmo a recente desvalorização do real (que barateou produtos brasileiros no exterior) e a progressiva redução na taxa básica de juros (que baixa custos de empréstimos no país) surtiram grandes efeitos por enquanto.
De acordo com a CNI (Confederação Nacional da Indústria), apesar de uma pequena melhora nos indicadores industriais em junho, o primeiro semestre foi "perdido" para a maioria do setor. Dos 19 segmentos monitorados, 11 tiveram queda no uso da capacidade instalada, o que indica o esfriamento da atividade industrial.
A professora do Ibre diz que a tendência já era verificada em 2011. Para ela, os fracos resultados se devem principalmente aos altos custos de produção no Brasil, que encarecem os produtos nacionais. Entre os principais fatores para as despesas elevadas estão o alto preço da energia, infraestrutura falha e mão-de-obra mais cara que em outros países emergentes.
Dilma tem sinalizado que pretende baixar o preço da energia para as indústrias. Com a extinção de algumas taxas por meio de Medida Provisória, calcula-se que os custos possam cair até 10%.
Se houver menos impostos, Dilma estará em melhor posição para exigir que as concessionárias baixem os preços da energia na renegociação de contratos que expiram a partir de 2015. A despeito da pressão de federações industriais, a presidente pode decidir renovar os contratos com as atuais concessionárias.
Reduções ainda mais expressivas na eletricidade dependeriam de negociação com os governadores, já que um dos principais impostos que incidem sobre a energia, o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), é definido pelos Estados.
Investimentos
Matos cita ainda como agravantes para a má situação da indústria a crise mundial, que reduz a demanda por manufaturas, e o endividamento da população brasileira, que diminui o consumo.
Segundo a professora, o governo poderia reduzir o superavit em cerca de meio ponto percentual, desde que o gasto extra seja em investimentos.
O governo teria ainda de baixar os custos de produção, dando mais espaço à iniciativa privada, diz Matos.
A estratégia está contemplada nas discussões sobre uma nova rodada de privatizações. Em fevereiro, o governo concedeu três dos maiores aeroportos do país (Guarulhos, Viracopos e Brasília) a empresas privadas. Agora, cogita-se privatizar alguns dos principais portos do país.
"O governo percebeu que as concessões são o caminho para impulsionar os investimentos", diz Felipe Salto, economista da consultoria Tendências.
Segundo ele, as privatizações também ajudariam a reforçar o caixa do governo.
Por outro lado, o economista se diz preocupado com uma possível nova rodada de desonerações para a indústria. "Na ausência de mudanças estruturais, podem até gerar demanda e crescimento de curto prazo, mas também provocam maior inflação", ele afirma.
A solução, diz ele, é aumentar as despesas com investimentos, ampliando também as condições de oferta da indústria.
As desonerações, segundo Salto, ainda prejudicariam o equilíbrio fiscal e afetariam as expectativas do mercado sobre a manutenção das regras do jogo.
Para o economista, as greves dos servidores públicos federais por maiores salários impõem outro risco às contas públicas.
Segundo Silvia Matos, do Ibre, o governo precisa criar mecanismos de controle para os gastos com servidores e com a Previdência, que vêm crescendo "de forma preocupante".
"Há que definir regras para os reajustes, senão o governo ficará refém do funcionalismo público."

Fonte: http://economia.ig.com.br/2012-08-13/pib-timido-faz-governo-repensar-estrategia-de-estimulo-a-economia.html

16.7.12

Brasil cai do 2º para o 8º lugar em ranking de otimismo dos empresários

61% dos empresários do país estão otimistas com relação à economia local.
Maior nível de otimismo foi registrado no Peru, de 96%.

O Brasil recuou da 2ª para a 8ª posição no ranking mundial de otimismo dos empresários, segundo levantamento divulgado nesta segunda-feira (16) pela consultoria Grant Thornton International. No primeiro trimestre, 86% dos empresários estavam otimistas com relação à economia local. No trimestre seguinte, essa proporção recuou para 61%.
Segundo a Grant Thornton, a piora no otimismo dos brasileiros é resultado de uma maior cautela com a crise europeia e seu impacto no cenário mundial. Apesar da queda acentuada, o Brasil permanece bem acima da média mundial, de 23%. O estudo é feito com 11.500 empresas em 40 economias.
Na América Latina, o nível de otimismo caiu em relação ao último trimestre, de 73% para 53%. O otimismo dos empresários dos países do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) ficou estável em 41%.
Entre os países pesquisados, o maior nível de empresários otimistas foi verificado no Peru (96%), seguido por Chile e Filipinas (90%), Geórgia (83%), Canadá (70%), Índia (67%) e África do Sul (63%). Apesar de uma leve melhora, o país mais pessimista continua sendo a Espanha (-66%), seguido pela Grécia (-58%), Holanda (-46%) e Japão (-41%).
“O destaque positivo foi da Bélgica, onde o nível de otimismo no segundo trimestre aumentou 64 pontos percentuais para 28%, ante a perspectiva negativa dos primeiros três meses do ano (-26%). O mesmo ocorreu na Suíça com uma elevação de 38 p.p do nível de otimismo, passando de -22% para 16%”, diz a consultoria em nota.

Fonte: http://g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2012/07/brasil-cai-do-2-para-o-8-lugar-em-ranking-de-otimismo-dos-empresarios.html