15.4.12

Livre-comércio entre EUA e Colômbia começa em maio


Anúncio oficial do acordo será feito ainda neste domingo

O presidente colombiano, Juan Manuel Santos

Cartagena, Colômbia - Funcionários do governo dos Estados Unidos disseram neste domingo que o acordo de livre-comércio entre os EUA e a Colômbia está pronto para ser totalmente implementado e deverá entrar em vigor em maio deste ano, aumentando as perspectivas de exportação da indústria americana para o país sul-americano. "A Colômbia já aprovou as leis e regulamentações necessárias para que o acordo de livre-comércio entre em vigor", disse o representante de comércio dos EUA, Ron Kirk. "Esse foi um marco", afirmou.

O anúncio oficial do acordo de livre-comércio entre EUA e Colômbia será feito mais tarde neste domingo, após a conclusão da VI Cúpula das Américas, que ocorre em Cartagena, no Caribe colombiano, informa o Wall Street Journal.
Para completar o acordo, os colombianos tiveram que cumprir com várias medidas legislativas, muitas na área trabalhista. O Parlamento da Colômbia teve de adotar sessões extraordinárias para aprovar as medidas, para que o acordo fosse anunciado durante a vinda do presidente dos EUA, Barack Obama, a Cartagena. Entre essas medidas, dizem funcionários dos EUA, estão proteções especiais que a Colômbia precisa adotar para os trabalhadores nas minas e seus líderes sindicalistas. A Colômbia é o país da América Latina onde mais sindicalistas são assassinados.
O acordo entre a Colômbia e os EUA ficou pendente durante vários anos, até que a administração Obama enviou o acordo ao Congresso e o documento foi ratificado no fim do ano passado. O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, prevê que a entrada em vigor do acordo criará mais de 250 mil empregos na Colômbia e servirá como um motor para o crescimento econômico do seu país em 2012. Ele disse que com o acordo a Colômbia aumentará suas exportações em 6% e que os EUA ampliarão seus investimentos no país sul-americano. As informações são da Dow Jones.

Economia verde: preservar o planeta pode dar lucro


A caminho da rio+20, governos, empresas e pesquisadores debatem como fazer a guinada para um modelo que não esgote o meio ambiente e que seja economicamente atrativo


Novo modelo de energia eólica

"Algumas pessoas dizem que a economia verde tem essa cor por causa do dólar", afirma, em tom de brincadeira, o embaixador André Aranha Corrêa do Lago. O negociador chefe do Brasil para a Rio+20 se permite zombar dos radicalismos, mas admite que o tema central da conferência da ONU, que ocorre entre 16 e 22 de junho no Rio, ainda carece de definições. Fora a referência óbvia às causas ambientais, o verde, nesse caso, representa o que não é “marrom”, como é chamado o modelo que domina a maior parte das atividades econômicas, em que o avanço de empresas e governos implica em um alto custo para a natureza e a qualidade de vida do homem. O modelo almejado é aquele em que o uso dos recursos do planeta se dá de forma sustentável, sem riscos a espécies e ecossistemas, mas também sem inviabilizar o avanço dos negócios e o bem-estar.
Contagem regressiva para a Rio+20
Como qualquer atividade econômica, que movimenta lucros e interesses, há preocupações com a nova ordem que pode emergir a partir de propostas e modelos discutidos em encontros como a Rio+20. O Rio de Janeiro, na posição de quem deve dar exemplos como sede da conferência, criou uma subsecretaria estadual para a economia verde, ligada à secretaria de Meio Ambiente. Pioneira na implementação do conceito em nível governamental no Brasil, a subsecretária Suzana Kahn, que foi vice presidente do Painel Intergovernamental de mudanças climáticas (IPCC) até 2014, prefere ver a questão com o pé no chão. “No fundo, a economia verde pode manter a situação atual de dominância dos ricos em relação aos pobres. Como nós não temos dinheiro suficiente para investir em tecnologia, acabaríamos tendo que importar os painéis solares e as turbinas eólicas fabricadas por eles”, exemplifica. Outra área sensível apontada por Suzana é a possibilidade de os países desenvolvidos usarem as novas regras economia verde para implementar barreiras comerciais protecionistas. “O que precisamos é criar salvaguardas para que isso não crie distorções”, alerta.
Desde já estão sendo discutidas formas de fazer com que, a partir da Rio+20, empresas, governos e entidades não governamentais possam estimular uma guinada em relação ao sistema de exploração dos recursos naturais de hoje. O ‘modus operandi’ da economia atual falhou, afirma Suzana, ao deixar de resolver os desafios impostos pelo meio ambiente, ao não se mostrar eficaz para dividir riqueza e ao deixar de promover melhor qualidade de vida para boa parte da população. A economia, até aqui, caminhou desprezando a limitação dos recursos naturais e criou problemas que vão além dos países, dos continentes, como problemas climáticos, desequilíbrios de abastecimento e elevação do risco de desastres naturais.
Para Suzana, esse é o quadro "não é sustentável". "Temos todos os motivos para nos prepararmos para um mundo sem petróleo, que é um recurso finito. Por isso, o Rio é um local ideal para se praticar o exercício da economia verde. Temos que aprender a saber migrar e ter um tipo economia que não dependa tanto desses recursos", explica.
Enquadrar a questão social na discussão é justamente a grande preocupação do Brasil em relação às implicações da economia verde. Uma das propostas brasileiras é a de acréscimo da expressão “inclusiva” ao termo, no documento final da Rio+20. "Em economia verde inclusiva, você teria os três pilares do desenvolvimento sustentável, que são o econômico, o ambiental e o social", afirma Corrêa do Lago. Para o embaixador, o maior obstáculo para as políticas do desenvolvimento sustentável é dificuldade de enquadrar o aspecto econômico. "É raro ver uma pessoa da área econômica se referindo a desenvolvimento sustentável", afirma Corrêa do Lago.
1,3 trilhão de dólares para reciclar o mundo
A grande virada da economia verde é convencer de que, apesar de requerer mais investimentos a curto prazo — assim como a maioria das iniciativas de sustentabilidade —, o sistema proposto se mostra lucrativo no longo prazo. Ou seja, do ponto de vista do relatório da Iniciativa para Economia Verde (GEI, sigla em Inglês), a economia marrom atual é menos rentável. A partir da perspectiva de lucro, atrai-se – ou, pelo menos, espera-se atrair – o empresário.
Melinda Kimble, vice-presidente do Fundo para as Nações Unidas, órgão especializado em arrecadar recursos para ajudar a financiar a ONU, afirma que essa é uma forma de engajar a iniciativa privada. "O setor privado não faz doações. Ele precisa de um retorno no investimento para mobilizar recursos. É por isso que precisamos da economia verde", explica.
De forma prática, o relatório da GEI aponta para dez setores chave para onde os recursos devem se encaminhar: edificações, florestas, turismo, água, gerenciamento de lixo, energia renovável, transportes, pesca, indústria e agricultura. O documento, que congrega ideias e avaliações sob o ponto de vista da economia verde, aponta a necessidade de investimento anual de 2% do PIB mundial, o que corresponde a aproximadamente 1,3 trilhão de dólares, nos patamares atuais.

Custo Brasil?


Sempre, no Brasil, quando são lançadas algumas medidas de estimulo econômico como fez recentemente o governo brasileiro, vem à tona a discussão a respeito do custo Brasil.

No início deste mês, o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) apresentou uma pesquisa que resultou em um livro: Progressividade da Tributação e Desoneração da Folha de Pagamentos – elementos para reflexão.

O livro é a segunda publicação fruto da parceria entre o Ipea, o Sindifisco Nacional (Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal) e o Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos). A primeira obra resultado da cooperação foi a cartilha A Progressividade na Tributação Brasileira: por maior justiça tributária e fiscal.

Uma das primeiras constatações abordada pelo estudo demonstra que em 2009 os 10% mais pobres gastaram 32% de sua renda em tributos diretos e indiretos, enquanto os 10% mais ricos gastaram 21%. Para começar a compreender essa disparidade, a pesquisa destaca que o Brasil tem uma estrutura tributária muito complexa, com muitos tributos incidentes sobre a mesma base. O problema é especialmente relevante no caso dos tributos indiretos sobre bens e serviços. Enquanto a maior parte dos países tem um ou dois tributos indiretos, o Brasil tem seis, com grande diversidade de legislações, que estão em permanente alteração.
Por exemplo, somente na esfera federal são quatro tributos e três regimes tributários diferentes. O ICMS, de competência estadual, apresenta 27 diferentes legislações, com enorme variedade de alíquotas e critérios de apuração. No caso da tributação do lucro das empresas, há dois tributos distintos: o imposto de renda (IR) e a contribuição social sobre o lucro líquido (CSLL).
No que diz respeito aos tributos sobre a folha de salários resulta não apenas da contribuição previdenciária e do FGTS, mas também do financiamento de programas que não tem qualquer relação com o salário dos(as) trabalhadores(as), como as ações do Sistema “S” e a educação básica (financiada pela contribuição para o salário educação).
Entretanto, não quer dizer, que a carga tributária, expressada através da relação entre o volume de recursos, que o Estado extrai da sociedade para financiar as atividades que se encontraram sob sua responsabilidade, e o produto ou a renda nacional de um determinado país. Essas atividades, entretanto, são diversas e podem envolver desde as tarefas vinculadas às funções básicas do Estado – primordialmente financiadas por tributos – às decorrentes de seu papel de avalista ou administrador de determinados contratos – como o da Previdência Social, por exemplo – ou ainda de mobilizador de recursos para viabilizar atividades consideradas relevantes do ponto de vista econômico e social. Na realidade a carga tributária brasileira é injusta e regressiva e extremamente complicada para, inclusive, criar artifícios para a sonegação.
As realidades tributárias estão espalhadas pelo Brasil afora. O IPTU (Imposto Predial Territorial Urbano) de maneira geral, as favelas e casas de pessoas de menor renda, pagam, proporcionalmente, impostos maior do que as mansões. Outro aspecto injusto, ou estranho é o IPVA (Imposto sobre Veículos Automotores), quem têm automóveis, por exemplo, pagam tributos, os proprietários de avião, helicópteros, lanchas, iates, não pagam. E mesmo o IR (Imposto de Renda), que poderia ser muito mais progressivo, na medida em que a alíquota maior é 27%. Já tivemos, por exemplo, durante o regime militar alíquotas bem maiores e progressivas.
Neste sentido, é mais do que urgente uma reforma tributária, não para reduzir impostos, mas sim, desenvolver regras claras, para inclusive tornar a sonegação quase nula e que na somatória da carga tributária, o tributo direto seja muito maior do que o tributo indireto.
Segundo a pesquisa, uma reforma tributária, justa, progressiva e desburocratizada, pode criar condições para que, nos próximos vinte anos, o PIB cresça cerca de 0,5 pontos percentuais ao ano a mais do que cresceria na ausência da Reforma. Ou seja, se sem a Reforma a tendência fosse de crescimento de 5% ao ano, com a reforma esta taxa subiria para 5,5% ao ano.
A tendência é que: com o aumento do crescimento ganham todos: trabalhadores, empresas, Estados e Municípios e a própria União, que, mesmo assumindo o custo da reforma, no final da transição estará com uma situação fiscal mais sólida que no início.

Elevar crescimento da produtividade é desafio da indústria brasileira, afirma presidente do BNDES


Kelly Oliveira e Yara Aquino
Repórteres da Agência Brasil
Brasília - O Brasil tem o desafio de crescer a produtividade da sua economia para aumentar a competitividade e distribuir melhor os ganhos. A afirmação é do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, no evento que apresentou hoje (13) o Programa de Apoio à Competitividade da Indústria Brasileira, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que conta com financiamento do banco.
“A produtividade precisa aumentar a níveis mais próximos a 4% ao ano. Não podemos continuar crescendo a 2%”, disse Coutinho. Segundo ele, o aumento da produtividade é necessário para o Brasil sustentar “um desenvolvimento virtuoso”, com distribuição dos ganhos em aumento de salários, lucros e investimento. “Precisaremos aumentar o tamanho da força de trabalho industrial do país, com mudança do seu perfil e aumento da produtividade”, destacou.
O Programa de Apoio à Competitividade da Indústria Brasileira pretender ampliar a atuação do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) nas áreas de inovação tecnológica e educação profissional para a indústria. Para a expansão, o Senai vai utilizar 81 unidades móveis que levarão cursos de qualificação onde existe demanda industrial por mão de obra preparada e não há unidades fixas da instituição.
Serão, ainda, construídos 53 centros de formação profissional, reformadas 250 escolas e instalados 23 institutos de inovação e 38 de tecnologia. O investimento total na ampliação é R$ 1,9 bilhão, do quais R$ 1,5 bilhão é financiado pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e R$ 400 milhões de recursos próprios.
No evento de apresentação do programa, o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, explicou que a intenção é ampliar a qualificação profissional e estimular a inovação na busca de aumentar a competitividade da indústria brasileira para enfrentar a concorrência externa.
“A atividade industrial impulsiona os ganhos de produtividade das demais áreas da economia e estimula a demanda, o emprego e as exportações. É por esse motivo que a indústria deve estar no centro da estratégia de crescimento do país”, disse Andrade.
O presidente da CNI destacou o empenho do governo em “reduzir os juros cobrados de consumidores e empresas, equilibrar o câmbio”. Para Andrade, essas medidas do governo são necessárias para o “crescimento econômico mais robusto e igualitário”.
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, disse que está sendo celebrada a convergência de fundamentos e princípios entre o setor empresarial brasileira e o governo. “Vamos colocar o Brasil entre as maiores potências do mundo”, enfatizou.

13.4.12

G20 pode aumentar recursos do FMI em US$ 400 bi a US$ 500 bi


BRUXELAS, 13 Abr (Reuters) - As 20 principais economias do mundo devem concondar em aumentar os recursos do Fundo Monetário Internacional (FMI) entre US$ 400 bilhões e US$ 500 bilhões, em vez dos US$ 600 bilhões inicialmente planejados pelo FMI, disseram à agência de notícias Reuters autoridades do G20. 
O dinheiro extra é para dar ao FMI mais poder para lutar contra a crise da dívida soberana, acionada por políticas instáveis em países da zona do euro como Grécia, Portugal e Irlanda.  

Negociação

Os ministros das Finanças do G20 vão se reunir na próxima semana em Washington para discutir o pedido do FMI feito em janeiro por mais recursos, depois que a zona do euro aumentou o tamanho de seus próprios fundos de combate à crise em março em resposta à pressão do grupo. 
A diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, disse na quinta-feira que o acordo poderia levar algum tempo, um sinal de que a reunião da semana que vem pode não ser a última palavra.  
Mas Lagarde também disse que o FMI pode não precisar de tanto dinheiro quanto pensava apenas alguns meses atrás, na medida em que riscos econômicos e financeiros diminuíram e as necessidades de financiamento do credor mundial são menores agora.    
"Eu diria que será algo entre US$ 400 bilhões e US$ 500 bilhões e isso depende muito de quanto as grandes economias mundiais e europeias, mas de fora da zona euro, vão comprometer", disse uma autoridade do G20.  
Em janeiro, o FMI estimou que seriam necessários mais US$ 500 bilhões para empréstimos e outros US$ 100 bilhões para reservas, a fim de formar uma proteção adequada contra os riscos colocados pela crise da zona do euro.     

Abaixo do previsto

"Sempre foi claro que os US$ 500 bilhões a US$ 600 bilhões... eram demais, não realistas", disse uma segunda autoridade do G20.  
"Ficaremos felizes se conseguirmos o mesmo de outros países assim como os europeus estão dispostos a fornecer", disse a segunda autoridade.  
Os países da zona do euro se comprometeram a fornecer 150 bilhões de euros (US$ 200 bilhões), enquanto outros países da União Europeia (UE) prometeram outros US$ 50 bilhões.
A primeira autoridade disse que a China e o Japão podem fornecer mais US$ 100 bilhões ou um pouco mais entre os dois países.
"Mas, nas economias em desenvolvimento, ainda há uma forte ideia de que os membros ricos, como a Alemanha, devem desempenhar um papel maior na correção dos problemas da região. Pode não haver acordo até o último minuto", disse uma terceira autoridade.  
Os únicos países que não devem contribuir para o aumento dos recursos do FMI agora são os Estados Unidos e o Canadá.  

Calote com cheque cresce pelo 2º mês seguido em março

Quase 2 milhões de folhas voltaram por causa da falta de fundos, segundo a Serasa



O calote com cheque cresceu pelo 2º mês consecutivo em março e atingiu 2,19% de todos os documentos emitidos no mês, segundo balanço da Serasa Experian divulgado nesta sexta-feira (13).

Somente em março, 1,7 milhão de cheques foram devolvidos por falta de fundos. Por outro lado, 78,4 milhões de documentos foram compensados normalmente.

Em dezembro do ano passado, o calote com cheque ficou em 1,99%. Em janeiro, caiu para 1,93%, mas voltou a subir em fevereiro para 2% do total e agora está em 2,19%. Em março do ano passado, 2,13% dos documentos emitidos voltaram – o que representou 1,8 milhão de cheques.

As razões para a alta da inadimplência com cheques foram, principalmente, o pagamento de impostos. Segundo os economistas da Serasa, “o terceiro mês do ano é caracterizado por fortes pressões sobre o orçamento familiar, provocadas por despesas como pagamento de parcelas do IPVA [imposto do carro], do material escolar e os gastos com férias e Carnaval”.

A inadimplência em geral que vem crescendo desde o começo de 2011 também contribuiu para a alta do calote com cheque, segundo a entidade.

Trimestre

Entre janeiro e março deste ano, 4,7 milhões de cheques emitidos pelos brasileiros foram devolvidos por causa da falta de fundos –  2,04% do total. Por outro lado, 230,6 milhões de documentos foram compensados.

No mesmo período de 2011, 4,8 milhões de cheques voltaram (1,89% do total) e 255,1 milhões foram compensados normalmente.


Estados

Os consumidores do Estado de São Paulo são os que pagam mais em dia com cheque, já que apenas 1,51% dos documentos emitidos entre janeiro e março voltaram por falta de fundos. Na segunda colocação aparece o Rio de Janeiro (1,68%) e, em terceiro, Santa Catarina.

No outro extremo, os consumidores de Roraima foram os mais indisciplinados no uso do cheque no primeiro trimestre: 15,81% dos documentos preenchidos voltaram por falta de grana na conta. Acre e Amapá completam a lista dos três Estados que mais deram calote com cheque.


Fonte:http://noticias.r7.com/economia/noticias/calote-com-cheque-cresce-pelo-3-mes-seguido-em-marco-20120413.html?question=0

PIB da China tem menor crescimento em quase três anos


PEQUIM, 13 Abr (Reuters) - A economia da China cresceu no ritmo mais lento em quase três anos nos três primeiros meses de 2012, e a leitura abaixo do esperado provocou entre os investidores a preocupação de que a desaceleração ainda não tenha chegado ao fim depois de cinco trimestres seguidos de enfraquecimento e que mais ações de política serão necessárias para interromper essa tendência.
O crescimento do PIB desacelerou para 8,1% no primeiro trimestre na comparação com o mesmo período de 2011, depois de ter alcançado 8,9% nos três meses anteriores, informou nesta sexta-feira o Escritório Nacional de Estatística.
Economistas consultados pela Reuters previam um crescimento de 8,3%.
Os dados do PIB são o destaque entre uma série de indicadores publicados nesta sexta-feira. Entre eles, a produção industrial da China subiu 11,9% em março ante o ano anterior, acima da previsão de 11,5%.
Por sua vez, as vendas no varejo avançaram 15,2% no mês passado na comparação com o mesmo período de 2011, contra previsão de 15%. Já o investimento em ativos fixos trimestral, um dos principais motores da economia da China, subiu 20,9%.
Eles ficaram amplamente em linha com as expectativas conservadoras de investidores que mostraram-se cada vez mais preocupados nas últimas semanas de que a fraqueza do ciclo econômico da China se estenderia para o segundo trimestre do ano, conforme enfrenta dificuldades para escapar da sua pior desaceleração sequencial desde a crise financeira de 2008/09.
"O que está claro é que a economia ainda está desacelerando e o setor imobiliário está deflacionando", disse o economista do Société Générale, Yao Wei.