18.3.12

Protecionismo pode comprometer América Latina, diz BID


Defesa pode atrapalhar metas regionais de crescimento, disse Hasan Tuluy.Desafio é aumentar produtividade para que esta seja 'a década da região'.

O vice-presidente do Banco Mundial para a América Latina, Hasan Tuluy, advertiu neste domingo (18) que o protecionismo pode comprometer as metas regionais de crescimento, mas enfatizou que o maior desafio é aumentar a produtividade para que esta seja "a década da América Latina".
A aplicação de medidas que restringem o comércio "afeta a todos, vemos isso também na Europa, na América do Norte", disse. "No longo prazo, colocará em perigo a habilidade de atingir alguns dos objetivos que a região tem", considerou.
Tuluy destacou que para manter taxas de crescimento robustas é necessário um aumento dos investimentos e do comércio, o que "em geral requer uma previsibilidade maior".
Nesse sentido, considerou que há muitas medidas que podem ser aplicadas - como uma política fiscal saudável ou o controle seletivo dos fluxos de capital que entram no país com taxas de juros baixas - antes de implementar restrições ao comércio, já que estas "afetam os consumidores, reduzem a previsibilidade dos produtores e investidores, e tendem a ser muito mais difíceis de reverter".
No entanto, para Tuluy, este "é um tema de curto prazo. O principal desafio é a cruzada ou a batalha da produtividade".
Tuluy, que previu um crescimento da região de 3,6% ou 3,7% este ano e um aumento do PIB de entre 4% e 4,3% em 2013, elogiou o desempenho da América Latina na última década, com um crescimento sólido e políticas macroeconômicas saudáveis e destacou que 73 milhões de pessoas saíram da pobreza.
Mas considerou que para que esta seja a "década da América Latina", o desafio para a região é o aumento da produtividade e da competitividade, sobretudo para enfrentar a concorrência do leste asiático.
Para Tuluy, os desafios são melhorar a infraestrutura e a logística, aumentar a inovação, a pesquisa e a qualidade da educação, e começar a pensar em uma segunda geração de reformas em previdência social.
"Se atacarmos esses temas, esta pode se tornar a década da América Latina, e os países latino-americanos poderão desempenhar papéis cada vez mais importantes na definição da agenda global", assegurou.
O alto funcionário destacou, por outro lado, a importância das associações entre nações para alcançar esses objetivos e considerou que a complementaridade entre os diferentes países da região "será uma vantagem, mais do que uma desvantagem" na hora de avançar juntos para o desenvolvimento.

Ensaio de bruxaria

 

Para reanimar a economia brasileira não existe nada mais importante do que baixar a taxa de juros. É absolutamente natural o corte de 0,75 ponto da taxa básica, decidido na reunião do Copom na segunda semana do mês de março. O Banco Central está agindo prudentemente e com medidas corretas. A taxa real dos juros no Brasil continua sendo a maior do mundo. Seu nível é extremamente prejudicial do ponto de vista da eficiência do funcionamento do sistema econômico, adiando investimentos e inibindo exportações dos setores mais dinâmicos da indústria, graças à supervalorização do real. 
Haverá sempre quem faça críticas acenando com os riscos de uma recidiva da inflação (em 2013!), já que mesmo os mais céticos se convenceram de que em 2012 ela está se comportando como esperava o governo, na direção da meta de 4,5%. Existe um certo esforço de bruxaria nesses ensaios, pois as conclusões dependem do modelo de análise que os críticos estão usando, das relações que estão dentro desses modelos, da qualidade das estimativas e das convicções dos analistas. Dependem, também, da crença de que “o governo está morto”. 
A hipótese é que “tudo vai continuar como está”: o governo não vai agir, “já fez o que tinha de fazer” e vai esperar de braços cruzados a inflação voltar, ou seja, a própria hipótese nega a existência do governo. Só que o governo Dilma está vivo e mandando bem… O Banco Central está muito mais “antenado” com a realidade econômica mundial do que a maioria de seus críticos. Tem antecipado-se aos lances (alguns próximos do desespero) das autoridades monetárias dos países desenvolvidos, que tentam transferir para os parceiros emergentes os efeitos do sufoco financeiro que eles próprios criaram.
O governo brasileiro sabe que o problema europeu está longe de ser resolvido. E não tem ilusões sobre as consequências da criação dessa gigantesca liquidez nos Estados Unidos e na Europa, cujo objetivo é desvalorizar -suas moedas e melhorar a capacidade de ampliar suas exportações. É isso que move essa competição entre o dólar e o euro à qual, embora distante, não está alheia a China, porque sua moeda (o yuan) já está grudada na americana. Paí-ses emergentes como o Brasil, com instituições de melhor qualidade e que tenta se comportar de forma civilizada, são as maiores vítimas da contrapartida que é a supervalorização de suas moedas. No nosso caso, não podemos continuar subestimando os prejuízos causados por um real sobrevalorizado ao setor industrial, um desequilíbrio permanente que vem de longe.
Há outras causas para esse desequilíbrio, como a alta tributação, a infraestrutura mal resolvida, a burocracia e as taxas de juro abusivas, que todos conhecemos. O abandono mais recente de investimentos e o aumento das dificuldades para vencer a competição externa e no -próprio mercado interno têm como causa principal, no entanto, a competição dos Estados Unidos, Europa e a própria -China ao desvalorizarem suas moedas para explorar -mercados como o brasileiro. E lucrar com as oportunidades de arbitragem financeira que a supervalorização do real oferece.
Há análises aqui e no exterior (como a que inspirou o comentário da chanceler da Alemanha) que pretendem que a indústria brasileira não sabe ser competitiva, e, por isso, exige de seu governo medidas protecionistas. É natural que nosso setor industrial tenha problemas de competição, como qualquer outra indústria no mundo. Nós sabemos o que representa o “custo Brasil”, mas, na usina, a produtividade da Volkswagen do Brasil é tão eficiente quanto a da Volkswagen na Alemanha.
Merkel sabe que a infraestrutura alemã funciona bem, que seu sistema de assistência social é muito eficiente e que o entendimento com os sindicatos trabalhistas tornou possível manter os salários contidos em meio a crises. Com câmbio favorável desde a introdução do euro e índices de produtividade do trabalho crescentes, a Alemanha aumentou vigorosamente suas exportações, especialmente para os países da Zona do Euro, consolidando a posição dominante que tem hoje na -Comunidade -Econômica Europeia.
Não deixa de ser -interessante discutir esses índices de produtividade industrial. O que está em jogo, porém, são as condições -isonômicas que nenhum governo brasileiro deu, até agora, à sua indústria.

Esquerda radical francesa toma a Bastilha em apoio a Mélenchon


Mais de 100.000 pessoas participaram do comício, celebrado por ocasião do aniversário do levante da Comuna de Paris

Simpatizantes do candidato da Frente de Esquerda, Jean-Luc Mélenchon, se concentram na Praça da Bastilha, em Paris, para apoiá-lo 

Paris - Dezenas de milhares de pessoas lotaram neste domingo a Praça da Bastilha, emParis, para apoiar o candidato da esquerda radical Jean-Luc Mélenchon, que promete sacudir a próxima eleição presidencial subindo com força nas pesquisas de opinião.
Mélenchon é o candidato da Frente de Esquerda, coalizão que inclui o Partido Socialista, e emergiu como um fator importante à medida que o presidente conservador Nicolas Sarkozy encurta a distância com relação ao candidato socialista, François Hollande.
Os ataques virulentos de Mélenchon, um hábil orador, contra a elite no poder e as medidas de austeridade o fizeram ganhar muitos simpatizantes. As últimas pesquisas atribuem a ele 11% das intenções de voto, quatro pontos a mais do que no começo do ano, faltando apenas cinco semanas para o primeiro turno das eleições presidenciais, em 22 de abril.
Agitando bandeiras vermelhas da Frente de Esquerda, dezenas de milhares de simpatizantes marcharam por um trecho central de Paris até terminar na "tomada da Bastilha", símbolo por excelência da Revolução Francesa de 1789.
Segundo os organizadores, mais de 100.000 pessoas participaram do comício, celebrado por ocasião do aniversário do levante da Comuna de Paris, em 1871.
Em seu discurso, o candidato criticou a existência de uma "França desfigurada pelas desigualdades" e afirmou que "faremos desta eleição uma insurreição cívica".
"Estamos de volta, o povo das revoluções e das rebeliões na França. Somos a bandeira vermelha!", declarou, na Praça da Bastilha.
Em seu discurso, Mélenchon traçou as linhas de um programa que se propõe a taxar fortemente os ricos e as finanças, aumentar os gastos sociais e incrementar os direitos dos trabalhadores, incluindo um salário mínimo de 1.700 euros. 

16.3.12

Fundo europeu injeta 109 bilhões de euros em resgate à Grécia


BRUXELAS, 16 Mar (Reuters) - O fundo de resgate temporário da zona do euro, o Fundo Europeu de Estabilização Financeira (EFSF, na sigla em inglês), contribuirá com 109,1 bilhões de euros (142,60 bilhões de dólares) no segundo resgate grego, depois de cobrir os custos da troca da dívida grega, disse o presidente-executivo do EFSF, Klaus Regling.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) vai contribuir com outros 28 bilhões de euros, que serão pagará à Grécia ao longo de quatro anos, em vez dos três anos previstos no plano de financiamento da zona do euro.
O valor de 109,1 bilhões de euros inclui 48 bilhões de euros que o EFSF fornecerá na forma de seus próprios títulos para recapitalizar os bancos gregos ao longo das próximas semanas, disse Regling a várias agências internacionais de notícias.
"Isso significa que 61 bilhões de euros serão deixados para o programa normal de financiamento", disse ele em comentários para serem divulgados nesta sexta-feira.
Os números do EFSF não incluem os 30 bilhões de euros que a zona euro forneceu como incentivo aos investidores na reestruturação privada da dívida, nem os 5,5 bilhões de euros de reembolso de juros acumulados.
Regling disse ainda que o EFSF forneceu 26,6 bilhões de euros em incentivos aos detentores de dívida sob jurisdição da Grécia.
O EFSF, que tem uma capacidade de empréstimo total de 440 bilhões de euros, graças às garantias dos governos da zona do euro, emitiu notas de seis meses no valor de 4,6 bilhões de euros para pagar juros da dívida grega fora do total de 5,5 bilhões de euros.

Governo pretende desonerar folha de pagamento da indústria

Brasília - O governo pretende desonerar a folha de pagamento de setores da indústria, em especial dos exportadores, para frear o processo de desindustrialização, em curso, hoje, no país. De acordo com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o objetivo é reduzir o custo do trabalho, a exemplo do que tem sido feito em outros países, mas sem retirar direitos dos trabalhadores. 

“Nos outros países eles, estão reduzindo salários, direitos dos trabalhadores e etc. Não é isso que vamos fazer aqui, mas temos que reduzir o custo do trabalho. De que forma? Reduzindo os encargos, porque isso vai reduzir o custo da folha salarial dos setores indústrias”, disse ele, nesta quinta (15), em rápida entrevista à imprensa. 

Segundo Mantega, a proposta inicial é substituir o percentual de contribuição pago pelos empresários à previdência social, que é de 20% sobre o salário, por uma pequena alíquota sobre o faturamento total, a exemplo do que já é feito com setores como o de calçados em couro e confecções. 

Desde agosto do ano passado, quando o governo lançou o Programa Brasil Maior para dar maior competitividade às indústrias brasileiras, esses setroes passaram a pagar 1,5% sobre os lucros. E, como pelas regras do Brasil Maior, as receitas obtidas com exportações não entram no cálculo do faturamento total, as exportações ficarão isentas.

“O empresário deixa de pagar INSS [a contribuição ao Instituto Nacional de Seguridade Social] e paga uma pequena alíquota sobre o faturamento. Mas aquele que exporta, não paga nada. Então, é a desoneração completa da folha para o exportador brasileiro”, acrescentou.

O ministro explicou também que, pela proposta, os recursos que deixarão de entrar nos cofres da previdência serão subsidiados pelo Estado. “A União vai cobrir, evidentemente. Em compensação, como você vai expandir a atividade da indústria, ela vai contratar mais trabalhadores e isso vai gerar mais encargos. Portanto, vai compensar em outros tributos o que a gente deixa de arrecadar”, esclareceu. 

Mantega garantiu que os setores beneficiados terão que oferecer contrapartidas aos trabalhadores. “Não pode demitir. Não pode reduzir direitos dos trabalhadores”, resumiu. Para ele, a estratégia irá proporcionar que o Brasil continue gerando emprego. “Tudo isso é porque o Brasil, hoje, é um dos poucos países que tem pleno emprego. E nós queremos continuar assim. O Brasil é um dos países que mais vai empregar gente em 2012”, afirmou.

Fonte:http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19772

A paz é o momento de se preparar para a guerra


Os próximos dois anos serão decisivos para a viabilização do crescimento sustentado brasileiro. E não serão anos fáceis.
Dilma Rousseff terá que enfrentar interesses poderosos ao mexer nos juros e câmbio. Terá o desafio de reerguer uma indústria combalida. Não haverá o benefício de taxas de crescimento robustas. E ainda se terá pela frente o tsunami monetário.
Por tudo isso, a prudência não recomenda excesso de auto-suficiência, muito menos no campo político.
Uma das características da gestora Dilma sempre foi o de mirar o objetivo final e tratar sem dogmatismo as ações necessárias para se chegar lá. E não perder tempo com aquilo que não fosse fundamental para o se alcançar o resultado final.
Deveria aplicar os mesmos princípios agora, juntando à sua visão estratégica o componente político.
Nesse exato momento, o Executivo pouco depende do Congresso. Já conseguiu o relevante, a aprovação da DRU (Desvinculação das Receitas da União). A presidente nada em popularidade, o Congresso em desgaste. Apesar do desempenho pífio do PIB, no ano passado, o desemprego é baixo.
Mas a política obedece muito mais às regras da teoria do caos do que às ações programadas. Daqui a um ano, o cenário econômico poderá ser o seguinte:
* economia estagnada, enfrentando o tsunami monetário;
* base política fragmentada;
* velha mídia partindo para o terceiro tempo da guerra;
* uma multidão de políticos ressentidos, achando ter chegado o momento da forra.
Dilma entra na nova batalha com a energia de um grande comandante. Esses momentos são cruciais para montar as estratégias para quando a guerra começar.
O pragmatismo político de FHC e de Lula são boas lições a serem seguidas.


15.3.12

Bradesco lidera ranking de reclamações no Procon-SP em 2011

B2W, do Submarino e da Americanas.com, aparece em segundo lugar. É a 1ª vez que um banco lidera o ranking, que é elaborado desde 1998.


Posição no Ranking
Empresa
Número de Reclamações
1
Bradesco
1723
2
B2W
1574
3
Itaú-Unibanco
1383
4
LG Eletronics
1164
5
TIM
937
6
Telefônica OI
835
7
Eletropaulo
806
8
Metropolitana
801
9
Carrefour
746
10
Panamericano
716

O banco Bradesco liderou o ranking de reclamações fundamentadas de 2011, divulgado pela Fundação Procon de São Paulo, ligada à Secretaria estadual da Justiça e Defesa da Cidadania, nesta quinta-feira (15), Dia Mundial do Consumidor. Segundo a entidade, foram 1.723 reclamações contra a instituição bancária no ano passado.
É a primeira vez que um banco lidera o ranking, que é elaborado desde 1998. Nos últimos cinco anos, a Telefônica vinha liderando a lista do Procon.
Os dados fazem parte do Cadastro de Reclamações Fundamentadas, divulgado anualmente pelo Procon paulista. São consideradas apenas as queixas abertas por meio de um processo administrativo após não ter ocorrido acordo inicial com a empresa.
"Esse ranking serve de parâmetro para a sociedade, para os consumidores. Auxilia os consumidores no seu processo de escolha. Para as empresas, que identifiquem e possam aperfeiçoar os seus procedimentos, os seus canais de atendimento e demonstra quais são as empresas que mais atendem e as que menos atendem os consumidores", diz Paulo Arthur Góes, diretor-executivo do Procon-SP.
Na lista do Procon, a empresa de comércio eletrônico B2W – que compreende a Americanas.com, Submarino e Shoptime – aparece em segundo lugar, com 1574 reclamações,  seguida por mais um banco, o Itaú Unibanco, com 1383. Confira no site do Procon o ranking completo das empresas mais reclamadas.
A Telefônica recuou para a sexta posição, com 835 reclamações. Outras duas empresas de telecomunicações – TIM e Oi – aparecem na lista, em 5º e 7º lugares, respectivamente. O Bradesco subiu da terceira posição, em 2010, para o topo da lista em 2011.
Em todo o ano de 2011, o total de atendimento para consultas, orientações e queixas no Procon foi de 727.229, alta de 15% sobre o registrado em 2010.
Do total de atendimentos, 589.535 foram consultas e orientações. Os demais correspondem a 137.694 encaminhamentos, pelo Procon, de uma carta ao fornecedor – a Carta de Informação Preliminar (CIP). Nessa fase, considerada preliminar pela fundação, 76% dos casos foram solucionados (104.293). Os 33.401 restantes (4,59% do total) transformaram-se em reclamações fundamentadas, explica o Procon, que são demandas de consumidores que não foram solucionadas em fase preliminar, sendo necessária a abertura de processo na Justiça. Dessas 33.401 reclamações, 48% foram atendidas e 52%, não atendidas.
O ranking do Procon contém apenas reclamações fundamentadas. No total, foram 3.639 empresas reclamadas.
Por área, entre as 33.401 reclamações fundamentadas em 2011, o setor de produtos liderou a lista, com 12.480 ou 37% do total. Em segundo lugar ficaram assuntos financeiros, com 9.225 ou 28%, seguido de serviços essenciais (5.714 ou 17%), serviços privados (4.111 ou 12%), saúde (1.082 ou 3%), habitação (764 ou 2%) e alimentos (25 ou 0,1%).
Ranking em tempo real
Além da lista das “dez mais”, o Procon também lançou um ranking on-line indicando, em tempo real, as 30 empresas que mais estão gerando reclamações e apontando os índices de solução desses casos. O ranking está disponível no site do Procon.

"Agora nós vamos colocar diariamente, a disposição dos consumidores do estado de São Paulo, um novo serviço, que é um ranking online de atendimentos do Procon. O cadastro que é divulgado anualmente refe-se a uma parte pequena de todos os atendimentos realizados pelo Procon. (...) Isso vai permitir ao consumidor informações mais atuais, para que ele possa pautar melhor suas escolhas", disse Góes.
Outro lado
O G1 entrou em contato com as empresas citadas no ranking e aguarda posicionamento.
Líder deste ano, o Bradesco disse, por meio de nota, que a posição "reflete a incorporação, pela primeira vez, dos apontamentos referentes ao Banco Ibi. Os processos do Ibi já foram integrados e já começam a receber o mesmo tratamento dado aos processos do Bradesco, no sentido de serem alinhados aos padrões de qualidade e agilidade do banco”.
Em nota, a B2W disse que trabalhou "intensamente" para resolver as questões que afetaram seus clientes no ano passado. "Essas ações resultaram na redução de 27,9% na quantidade de reclamações no segundo semestre de 2011 comparado com o primeiro do mesmo ano, e em 71,6% quando comparado o primeiro bimestre de 2012 com igual período de 2011, conforme dados divulgados pelo Sindec."
O Itaú Unibanco informou, por meio de nota, que, mesmo com a redução de 19% no volume de demandas, não está satisfeito a posição no ranking. "Continuaremos investindo esforços para aprimorar serviços e reduzir falhas, em velocidade maior que a expansão do setor bancário", afirmou. "O Itaú Unibanco está focado em reduzir reclamações e aumentar a satisfação dos clientes", acrescentou.
A TIM informou que empresa "vem desenvolvendo ações preventivas para reduzir as demandas dos clientes". A operadora acrescentou que analisará os números do Procon e "atuará para a melhoria contínua dos seus serviços".
Por meio de nota, a Oi disse que assumiu compromisso com o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) de interação colaborativa e que tem investido em melhorias de processos e ampliação de rede para assegurar a qualidade no atendimento e na prestação dos serviços.
A Eletropaulo destacou a queda na colocação como "resultado dos investimentos da empresa e foco na satisfação dos clientes". "Estamos trabalhando fortemente para sair do ranking”, afirmou, em nota, Teresa Vernaglia, diretora Comercial da AES Eletropaulo.
O Panamericano, também incluído no ranking, informou, em nota, que "está atuando na revisão e melhoria de todos os seus processos internos para melhor atender o consumidor".

O banco Bradesco liderou o ranking de reclamações fundamentadas de 2011, divulgado pela Fundação Procon de São Paulo, ligada à Secretaria estadual da Justiça e Defesa da Cidadania, nesta quinta-feira (15), Dia Mundial do Consumidor. Segundo a entidade, foram 1.723 reclamações contra a instituição bancária no ano passado.
É a primeira vez que um banco lidera o ranking, que é elaborado desde 1998. Nos últimos cinco anos, a Telefônica vinha liderando a lista do Procon.
Os dados fazem parte do Cadastro de Reclamações Fundamentadas, divulgado anualmente pelo Procon paulista. São consideradas apenas as queixas abertas por meio de um processo administrativo após não ter ocorrido acordo inicial com a empresa.
"Esse ranking serve de parâmetro para a sociedade, para os consumidores. Auxilia os consumidores no seu processo de escolha. Para as empresas, que identifiquem e possam aperfeiçoar os seus procedimentos, os seus canais de atendimento e demonstra quais são as empresas que mais atendem e as que menos atendem os consumidores", diz Paulo Arthur Góes, diretor-executivo do Procon-SP.
Na lista do Procon, a empresa de comércio eletrônico B2W – que compreende a Americanas.com, Submarino e Shoptime – aparece em segundo lugar, com 1574 reclamações,  seguida por mais um banco, o Itaú Unibanco, com 1383. Confira no site do Procon o ranking completo das empresas mais reclamadas.
A Telefônica recuou para a sexta posição, com 835 reclamações. Outras duas empresas de telecomunicações – TIM e Oi – aparecem na lista, em 5º e 7º lugares, respectivamente. O Bradesco subiu da terceira posição, em 2010, para o topo da lista em 2011.
Em todo o ano de 2011, o total de atendimento para consultas, orientações e queixas no Procon foi de 727.229, alta de 15% sobre o registrado em 2010.
Do total de atendimentos, 589.535 foram consultas e orientações. Os demais correspondem a 137.694 encaminhamentos, pelo Procon, de uma carta ao fornecedor – a Carta de Informação Preliminar (CIP). Nessa fase, considerada preliminar pela fundação, 76% dos casos foram solucionados (104.293). Os 33.401 restantes (4,59% do total) transformaram-se em reclamações fundamentadas, explica o Procon, que são demandas de consumidores que não foram solucionadas em fase preliminar, sendo necessária a abertura de processo na Justiça. Dessas 33.401 reclamações, 48% foram atendidas e 52%, não atendidas.
O ranking do Procon contém apenas reclamações fundamentadas. No total, foram 3.639 empresas reclamadas.
Por área, entre as 33.401 reclamações fundamentadas em 2011, o setor de produtos liderou a lista, com 12.480 ou 37% do total. Em segundo lugar ficaram assuntos financeiros, com 9.225 ou 28%, seguido de serviços essenciais (5.714 ou 17%), serviços privados (4.111 ou 12%), saúde (1.082 ou 3%), habitação (764 ou 2%) e alimentos (25 ou 0,1%).
Ranking em tempo real
Além da lista das “dez mais”, o Procon também lançou um ranking on-line indicando, em tempo real, as 30 empresas que mais estão gerando reclamações e apontando os índices de solução desses casos. O ranking está disponível no site do Procon.

"Agora nós vamos colocar diariamente, a disposição dos consumidores do estado de São Paulo, um novo serviço, que é um ranking online de atendimentos do Procon. O cadastro que é divulgado anualmente refe-se a uma parte pequena de todos os atendimentos realizados pelo Procon. (...) Isso vai permitir ao consumidor informações mais atuais, para que ele possa pautar melhor suas escolhas", disse Góes.
Outro lado
O G1 entrou em contato com as empresas citadas no ranking e aguarda posicionamento.
Líder deste ano, o Bradesco disse, por meio de nota, que a posição "reflete a incorporação, pela primeira vez, dos apontamentos referentes ao Banco Ibi. Os processos do Ibi já foram integrados e já começam a receber o mesmo tratamento dado aos processos do Bradesco, no sentido de serem alinhados aos padrões de qualidade e agilidade do banco”.
Em nota, a B2W disse que trabalhou "intensamente" para resolver as questões que afetaram seus clientes no ano passado. "Essas ações resultaram na redução de 27,9% na quantidade de reclamações no segundo semestre de 2011 comparado com o primeiro do mesmo ano, e em 71,6% quando comparado o primeiro bimestre de 2012 com igual período de 2011, conforme dados divulgados pelo Sindec."
O Itaú Unibanco informou, por meio de nota, que, mesmo com a redução de 19% no volume de demandas, não está satisfeito a posição no ranking. "Continuaremos investindo esforços para aprimorar serviços e reduzir falhas, em velocidade maior que a expansão do setor bancário", afirmou. "O Itaú Unibanco está focado em reduzir reclamações e aumentar a satisfação dos clientes", acrescentou.
A TIM informou que empresa "vem desenvolvendo ações preventivas para reduzir as demandas dos clientes". A operadora acrescentou que analisará os números do Procon e "atuará para a melhoria contínua dos seus serviços".
Por meio de nota, a Oi disse que assumiu compromisso com o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) de interação colaborativa e que tem investido em melhorias de processos e ampliação de rede para assegurar a qualidade no atendimento e na prestação dos serviços.
A Eletropaulo destacou a queda na colocação como "resultado dos investimentos da empresa e foco na satisfação dos clientes". "Estamos trabalhando fortemente para sair do ranking”, afirmou, em nota, Teresa Vernaglia, diretora Comercial da AES Eletropaulo.
O Panamericano, também incluído no ranking, informou, em nota, que "está atuando na revisão e melhoria de todos os seus processos internos para melhor atender o consumidor".