20.12.10


Pesquisa

Empresas investirão mais em 2011, diz FGV

Estudo mostra que 55% do empresariado aumentará seus aportes de investimento. Resultado é o maior da série histórica.

20/12/10
Fonte: veja.com.br


As previsões de investimento da indústria da transformação para 2011 estão otimistas, na análise da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que divulgou hoje a Sondagem de Investimentos da Indústria da Transformação. Segundo o levantamento, um recorte especial da Sondagem Conjuntural da Indústria da Transformação que consultou 829 empresas entre os meses de outubro e novembro, 55% das empresas programam investir mais em 2011 do que investiram em 2010. Este percentual, para esta resposta, é o mais alto da série histórica da pesquisa iniciada em 2005.

A fundação revelou ainda que a fatia de empresas pesquisadas que estimam diminuição do volume de investimentos, no mesmo período, foi de 15%, o mais baixo para esta resposta desde 2008 (13%). Na avaliação da fundação, o resultado da pesquisa divulgada hoje "pode ser comparado com o otimismo verificado nas previsões feitas em 2007 para o ano de 2008, período que a economia brasileira estava bastante aquecida", segundo comunicado da entidade.
A fundação informou que todas as categorias de uso estão otimistas com relação aos investimentos em 2011. O percentual de empresas que preveem investir mais no ano seguinte supera a verificada nos seis anos anteriores em todos os segmentos - exceto no de bens de capital, em que a proporção de empresas prevendo aumento do investimento em 2011 ante 2010 foi de 51%, a mais elevada nesta categoria de uso desde 2008 (63%).

Finanças

Impostos e educação pesam no bolso no 1º bimestre

Famílias precisam estar atentas à concentração de despesas com tributos, matrícula e material escolar no 1º bimestre

20/12/10
Fonte: veja.com.br

Basta janeiro chegar para que os brasileiros se deparem com uma amarga realidade. Após um final de ano com o orçamento ‘engordado’ por receitas extraordinárias – como o 13º salário, os ‘bônus’ dos que atuam no setor corporativo, etc –, o orçamento familiar tem de invariavelmente lidar com a concentração de despesas típicas do primeiro bimestre. Destacam-se tributos e gastos com educação (veja quadro).

Se os consumidores se descuidam, comprando presentes além da conta, por exemplo; correm o risco de ‘torrar’ boa parte do ganho extra de novembro e dezembro e se verem em dificuldade para pagar as faturas do ano que se inicia. Pior ainda se fazer dívidas com parcelas que vencem já no primeiro mês do ano. Para que ninguém tenha de se privar dos ‘prazeres’ do Natal e do Réveillon sem se arrepender depois, nada melhor que disciplina e planejamento.

gastos do inicio do ano



IPTU – Um dos principais gastos de começo de ano refere-se ao Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbano (IPTU). De acordo com o estudo “Evolução das Despesas com Habitação e Transporte Público nas Pesquisas de Orçamentos Familiares: Análise Preliminar, 2002-2009”, divulgado neste mês pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o IPTU figura como a despesa imobiliária que ocupa maior espaço na renda das famílias brasileiras.

O tributo municipal, cobrado pela posse de um imóvel, não é exclusivo dos donos de casas e apartamentos. Aqueles que pagam aluguel também são onerados, pois os proprietários repassam o custo às faturas. Com vencimento em fevereiro, o imposto pode ser quitado à vista ou em até dez vezes.

Uma alerta aos contribuintes é que o IPTU é ajustado em conformidade com os preços dos imóveis, que, sabidamente, estão disparando nas grandes cidades brasileiras, na esteira do próprio desenvolvimento econômico do país e das facilidades no mercado de crédito. Cálculo da Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio (Embraesp) para o metro quadrado de área útil das residências novas na região metropolitana de São Paulo aponta elevação de 23,5% neste ano sobre 2009. Na capital paulista, por exemplo, a alíquota do IPTU equivale, para casas e apartamentos, a 1% do seu valor de venda à vista. No caso de terrenos e propriedades construídas para utilização não residencial, a taxa é de 1,5%.

IPVA – Assim como o IPTU, o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) é outra despesa que pesa sobre a contabilidade familiar todo início de ano. Cobrado pelos governos estaduais, suas alíquotas compreendem de 1% a 3% do valor do veículo. Com vencimento em janeiro, o proprietário – de carro, motocicleta, ônibus ou caminhão – deve estar atento às formas disponíveis de quitar o tributo, que podem lhe render diversos benefícios, como, por exemplo, descontos de até 3%. O pagamento pode ser à vista ou a prazo, com parcelamento em, no máximo, em três vezes.

Seguro obrigatório – Atrelada ao IPVA está a cobrança do seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre, o DPVAT. A quitação é obrigatoriamente realizada de forma conjunta com o pagamento do IPVA, ou da 1º parcela deste tributo. Os valores podem variar de 96,93 reais a 274,06 reais, dependendo do porte do veículo.

Educação – Por fim, além dos impostos, muitas famílias têm ainda de guardar recursos para arcar com gastos relativos à educação. Matrículas e aquisição de materiais escolares são despesas que têm prazo para acontecer: fevereiro. A explicação é que o mês coincide com o início das aulas na maioria dos estabelecimentos de ensino.

Não por acaso, ambos são importantes componentes a pesar no orçamento familiar neste período, bem como nos índices de inflação. Em fevereiro de 2010, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA), calculado pelo IBGE, apresentou alta de 0,78% sobre o mês anterior. O item 'educação', com elevação de 4,53%, foi o principal responsável por este desempenho (41% do IPCA ).

Os leitores precisam estar atentos, pois ambas as despesas variam significativamente conforme a escola e suas exigências. Para as matrículas, a palavra-chave é a negociação. Já na aquisição de materiais, a melhora estratégia é pesquisar, já que, de acordo como PROCON-SP, os preços dos produtos podem variar mais de 200% de uma estabelecimento comercial ao outro.

A maior parte dos gastos elencados pelo site de VEJA diferem de região para região. Com a finalidade de que os valores exatos sejam consultados, verifique as alíquotas específicas destes impostos nos sites dos governos de seu estado e município, respectivamente.

Carreira

Brasil entra na rota dos advogados estrangeiros

Cresce o interesse de jovens advogados de outros países em trabalhar no mercado brasileiro. A legislação austera, no entanto, não facilita essa viagem

20/12/10
Fonte: veja.com.br

jovens advogados

Escritórios nacionais recebem inúmeros pedidos de emprego de jovens advogados estrangeiros (Creatas Images)

“Recebemos e-mails de alunos de universidades como Columbia, nos EUA, ou Salamanca, na Espanha, mas não podemos aceitar. A legislação não permite trazer estudantes estrangeiros para estagiar aqui”, diz Roberto Quiroga

Houve um tempo em que muitos estudantes de direito do mundo sonhavam trabalhar em reconhecidos escritórios de advocacia dos Estados Unidos, como Skadden e Cleary Gottlieb Steen & Hamilton, responsáveis pelos bilionários contratos em Wall Street. Hoje, apesar de ainda importante, o mercado americano concorre com outros países a exercer atratividade aos futuros advogados. Escritórios da China, Índia, Rússia e Brasil ganharam fama mundial ao estruturarem, nos últimos anos, grandes fusões entre empresas de países emergentes, além de ofertas de ações históricas, como a da Petrobras, que captou 120 bilhões de reais em setembro. Segundo a Thomson Reuters, foram movimentados somente no país mais de 38 bilhões de dólares apenas em operações de fusões e aquisições nos primeiros nove meses de 2010.

Estas cifras têm despertado a atenção de jovens advogados interessados em desbravar mercados emergentes. No Brasil, a atratividade, que antes se restringia ao setor bancário ou de óleo e gás, agora se volta para a área jurídica. Concorrem para isso grandes investimentos que devem chegar ao país nos setores de infraestrutura e construção civil, que, logicamente, exigirão acompanhamento jurídico – principalmente em contratos, financiamento de projetos e fusões e aquisições. “As pessoas inteligentes percebem para onde o dinheiro está indo e tentam chegar lá primeiro. É uma questão de pegar a onda certa”, afirma a chinesa Charmaine Xiaomei Qin, responsável pela área de negócios asiáticos do escritório Souza, Cescon, Barrieu & Flesch, e que está no país desde junho de 2009. “A China se revelou o maior parceiro comercial do Brasil e certamente os projetos para a Copa do Mundo e as Olimpíadas irão estimular os acordos de comércio entre os dois países. E isso faz do Brasil um lugar de boas oportunidades”, diz Charmaine.

No escritório TozziniFreire que viabilizou a instalação da fábrica da Hyundai em Piracicaba (SP), e-mails de estudantes de direito coreanos interessados em conhecer o mercado brasileiro começaram a chegar depois que a operação foi divulgada em uma publicação jurídica internacional. “Eles não querem necessariamente conhecer a legislação brasileira, e sim o ‘modus operandi’ do mercado jurídico do país”, afirma Shin Kim, sócia do escritório e responsável pelos negócios que envolvem a Ásia. Como resultado, uma recém-formada advogada coreana deverá chegar ao Brasil no próximo ano para um período de aprendizado.

Ao contrário dos Estados Unidos, onde estrangeiros podem fazer o ‘bar exam’ – uma espécie de exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para atuar no mercado americano –, o Brasil tem uma legislação mais fechada. A compatibilidade de diplomas ocorre apenas com Portugal, e ainda assim os advogados lusitanos precisam fazer o exame da OAB para conseguirem trabalhar. “Como não podem atuar legalmente no Brasil, acabam participando mais da revisão de contratos”, afirma Moira Huggard-Caine, sócia do TozziniFreire.

A exigência impõe barreiras à chegada de novos talentos e frustra sonhos de estudantes interessados no mercado brasileiro. No escritório Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr. e Quiroga – responsável, em 2010, por operações como a capitalização da Petrobras e a compra das Lojas Maia pelo Magazine Luiza –, os sócios constantemente declinam pedidos. “Recebemos e-mails de alunos de universidades como Columbia, nos EUA, ou Salamanca, na Espanha, mas não podemos aceitar. A legislação não permite trazer estudantes estrangeiros para estagiar aqui”, afirma o sócio Roberto Quiroga.

A vantagem do idioma e da compatibilidade de diplomas com Portugal favoreceu o advogado Duarte Schmidt Lino, do escritório português PLMJ. Lino veio ao Brasil por meio de um programa de intercâmbio entre o seu escritório e o TozziniFreire, por um período de cinco meses, para trabalhar na área de óleo e gás. Impressionado com a escala das negociações que ocorrem no país, contrastante com a da Europa, Lino não esconde o desejo de voltar. “Há um dinamismo impressionante acontecendo no país e isso é entusiasmante. Até alguns anos atrás, a idéia de vir trabalhar no Brasil não era tão atraente” afirma o advogado, para quem a burocracia da legislação brasileira não foi motivo de frustração durante seu período no país.

Mercado fechado – Trabalhar no Brasil não é tarefa fácil para advogados estrangeiros. Por questões regulatórias e pelos investimentos que os escritórios nacionais têm de fazer nestes profissionais, acaba compensando, financeiramente, trabalhar com as centenas de jovens advogados que são colocados anualmente no mercado brasileiro – mesmo que eles não tenham a vivência e a cultura de outra nação. “O visto de trabalho também é um problema. Pois, ao trazer um estrangeiro para o Brasil, o escritório deve arcar com toda essa parte burocrática”, afirma o sócio de um escritório brasileiro.

Outro indício da austeridade deste setor no Brasil é a difícil entrada de grandes escritórios de advocacia estrangeiros, que também estão interessados nas milionárias negociações do mercado doméstico. A legislação não permite que tais escritórios se estabeleçam no país, e nem que seus advogados atuem em nosso mercado. Por isso, eles têm buscado, de forma agressiva, constituir sociedades com escritórios nacionais – abocanhando profissionais das principais bancas por salários interessantes. As entradas mais recentes foram a dos escritórios americanos Mayer Brown (em parceria com o Tauil & Chequer), DLA Piper (associado ao Campos Mello) e o Linklaters (em sociedade com o Lafosse Advogados).

A chegada imponente assustou os escritórios brasileiros sobretudo pelo temor de que, para ganhar mercado, os estrangeiros apliquem taxas inferiores àquelas praticadas no mercado nacional. “Eles fizeram isso na Espanha e isso gerou uma redução grande no número de escritórios nacionais”, relembra um advogado associado a um escritório com sede em São Paulo. Em outros casos, como o do escritório americano Milbank, a chegada no mercado não se deu por meio de associação, e sim pela abertura de uma filial no país apenas com advogados brasileiros. Tais bancas poderão ser, inclusive, uma nova opção de entrada para jovens advogados estrangeiros dispostos a migrar para os trópicos.

Consumo

Lula pede cautela aos brasileiros na hora das compras

Presidente alerta para que os brasileiros não passem 2011 pagando dívidas de 2010

Consumidores lotam as lojas da Rua 25 de Março, em São Paulo, para as compras de Natal

Consumidores lotam as lojas da Rua 25 de Março, em São Paulo, para as compras de Natal (Sebastião Moreira/EFE)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu hoje aos brasileiros cautela nas compras de final de ano. No seu programa semanal de rádio 'Café com o Presidente', Lula exaltou os números da Pesquisa Mensal de Emprego, divulgada na semana passada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e que mostra a menor taxa de desemprego do País nos últimos oito anos, de 5,7%. Para Lula, os dados mostram que o país está em padrão de "pleno emprego".

Apesar de comemorar os dados do IBGE, o presidente pediu que as pessoas comprem, "mas com muita responsabilidade para não se endividar, porque o mês de janeiro é sempre muito pesado, por isso é importante não perder o senso de responsabilidade nas nossas compras". E complementou: "Comprar, fazer a dívida necessária, mas sabendo que a gente precisa ter um 2011 tranquilo, portanto, não vamos passar 2011 apertado, apenas pagando o que a gente gastou em 2010. Vamos gastar o suficiente para não atropelar a esperança e o futuro de todos nós."

No programa 'Café com o Presidente', Lula enviou ainda a seguinte mensagem de Natal: "É importante a gente cuidar muito da família, ou seja, que a gente tenha um Natal em perfeita harmonia com a família, que a gente junte os pais, os filhos, os parentes para que a gente possa fazer uma confraternização muito forte. E a base da sociedade, na minha opinião, é a família. Se a família estiver bem, o resto vai bem."

17.12.10

Conjuntura

Confiança da indústria tem menor nível desde julho de 2009

17/12/10
Fonte: veja.com.br


Em sintonia com o desempenho da produção industrial, que apresentou leve recuo em novembro, as expectativas do empresariado do setor seguem cada vez menos otimistas, de acordo com sondagem divulgada nesta sexta-feira pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Em uma escala de zero a 100 pontos, em que valores acima de 50 pontos indicam otimismo, a perspectiva de evolução da demanda em dezembro para os próximos seis meses caiu para 55,2 pontos, ante os 57 pontos registrados em novembro. Da mesma forma, os planos para compras de matérias-primas recuaram de 54,4 pontos em novembro para 53,6 pontos em dezembro. Ambos os indicadores, apesar de ainda positivos, caíram ao menor patamar desde julho de 2009.

Já em relação às exportações, o indicador de expectativa apresentou leve melhora de 47,7 pontos em novembro para 48,3 em dezembro. Ainda assim, a estimativa do empresariado é de queda no volume embarcado nos próximos seis meses, uma vez que a variável persiste abaixo da linha divisória de 50 pontos. A Sondagem Industrial foi realizada entre os dias 29 de novembro e 15 de dezembro com 1.626 empresas, sendo 914 pequenas, 481 médias e 231 grandes.

Construção civil - A confiança dos empresários do setor da construção civil cresceu em novembro, pelo décimo mês consecutivo, segundo informou a CNI. O indicador do nível de atividade do setor situou-se em 53 pontos, superando os 50 pontos registrados no mês anterior. A expansão, de acordo com os técnicos da CNI, ocorreu de forma mais intensa entre as grandes empresas, com o indicador batendo na marca dos 56 pontos. As pequenas empresas apresentaram indicador de 50,5 pontos - ou seja, praticamente não houve crescimento.

De olho na Europa, dólar tem terceira alta seguida

Moeda terminou o dia vendida a R$ 1,715, com ganho de 0,76%.
Na semana, cotação da divisa ficou estável.

17/12/10
fonte: g1.com.br

O dólar registrou a terceira alta seguida ante o real nesta sexta-feira (17), afastando-se do nível de R$ 1,70, reação a ajustes de posições no mercado futuro, em meio a temores com uma crise de dívida na Europa. A moeda norte-americana subiu 0,76%, e fechou a R$ 1,715 na venda. Na semana, a cotação ficou estável, enquanto que em dezembro registra apenas oscilação positiva de 0,06%.

"Os estrangeiros têm diminuído a posição vendida (em dólar) nos últimos dias, o que reflete alguma cautela desses investidores em manter uma exposição como essa muito elevada", afirmou Alfreado Barbuti, economista da BGC Liquidez.

De acordo com dados da BM&FBovespa, os investidores não-residentes sustentavam na véspera cerca de US$ 11 bilhões em posições vendidas nos mercados de dólar futuro e cupom cambial (DDI), uma redução de US$ 2 bilhões em quatro dias. Os bancos, por outro lado, mantinham exposição líquida comprada em torno de US$ 8,5 bilhões, também mostrando redução na comparação com o início da semana.

Na prática, posições vendidas expressam apostas na desvalorização do dólar.

"Esses ajustes tanto de estrangeiros quanto de bancos deve servir como mais um elemento de volatilidade, principalmente com a aproximação do final do ano", completou Barbuti.

O mercado seguia atento aos desdobramentos da crise de dívida na Europa. No mais recente revés à zona do euro, a Irlanda teve sua nota de crédito rebaixada em cinco degraus pela Moody's, com a agência de classificação de risco alertando que mais cortes poderão ocorrer caso Dublin não tenha êxito na estabilização de suas finanças.

Europa
Para o operador de uma corretora em São Paulo, que pediu anonimato, o mercado de câmbio doméstico deve continuar atrelado aos indicadores externos, principalmente aos problemas na Europa.

"Além disso, o final de ano está aí e já tem muito investidor saindo de cena. Isso pode sim aumentar a volatilidade, ainda mais que dezembro é naturalmente um período de saídas de recursos, por conta da remessa de lucros", afirmou.

Desemprego recua em novembro e bate novo recorde

17/12/10
Fonte: r7.com.br


Taxa de 5,7% no mês passado foi a menor da série do IBGE, iniciada em 2002

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,7% em novembro, cravando novo recorde: é a menor da série iniciada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 2002. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (17).

Em outubro a taxa de desemprego no país estava em 6,1% e a de novembro de 2009, em 7,4%. A população desocupada atingiu 1,35 milhão, menor número desde 2002, apresentando queda (-5,9%) em relação a outubro e também frente a novembro do ano passado (de 20,7%, ou 354 mil pessoas desocupadas a menos).

A população ocupada, por sua vez, ficou em 22,4 milhões - estável em relação a outubro, mas 3,7% (ou mais 795 mil postos de trabalho) maior que no ano passado.

O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado ficou em 10,4 milhões em novembro de 2010 - estável na análise mensal, mas 8,7% acima do registrado na comparação anual (um acréscimo de 839 mil postos de trabalho com carteira assinada).

O rendimento médio real dos trabalhadores ficou em R$ 1.516,70, 0,8% menor na comparação mensal, mas 5,7% acima do registrado em novembro do ano passado.


Na comparação com novembro de 2009, cinco grupos de atividade tiveram destaque na abertura de vagas: comércio, reparação de veículos automotores e de objetos pessoais e domésticos e comércio a varejo de combustíveis; serviços prestados a empresas, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira; educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social; e outros serviços. Já o segmento de serviços domésticos teve diminuição de vagas.


Nesta quinta-feira o Ministério do Trabalho divulgou os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), que mostraram que a economia brasileira criou 138.247 empregos com carteira assinada no mês passado.

No acumulado do ano (entre janeiro e novembro), no entanto, foram abertos 2,5 milhões de postos de trabalho formais, número considerado recorde para o período - com esse resultado, o Brasil alcançou já em novembro a meta para 2010 como um todo.

Com o dado de novembro, o Brasil registra a criação de 15.069.090 vagas um mês antes do final do mandato de oito anos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


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