4.12.11

Alemanha quer nacionalizar Commerzbank, afirma revista

País vai reativar fundo de resgate bancário para adquirir ações adicionais do banco se a instituição financeira não elevar capital suficiente até o próximo verão

Frankfurt - O governo da Alemanha está preparando planos para uma potencial nacionalização do Commerzbank AG, no caso de o banco não conseguir levantar o capital adicional necessário, divulgou a revista alemã Der Spiegel neste domingo, citando fontes do governo.

A Alemanha vai reativar seu fundo de resgate bancário, SoFFin, para adquirir ações adicionais do Commerzbank se o banco não elevar capital suficiente até o próximo verão, de acordo com a matéria.
A Alemanha já assumiu uma participação de 25% no Commerzbank para mantê-lo de pé durante a crise financeira após a aquisição do Dresdner Bank.
Um porta-voz do Commerzbank não quis comentar o assunto. Os porta-vozes dos Ministério das Finanças e da chancelaria alemães não estavam imediatamente disponíveis. As informações são da Dow Jones. 

fonte: http://exame.abril.com.br/economia/mundo/noticias/alemanha-quer-nacionalizar-commerzbank-diz-revista

 

3.12.11

Redução de IPI e IOF ainda não atraem consumidor

Um dia após o governo anunciar medidas de incentivo à economia, lojistas e concessionários de veículos estavam animados com a novidade. Mas compras e negócios mesmo eram poucos.
O teste para a eficácia das ações será hoje --primeiro sábado do mês e com os trabalhadores com dinheiro na mão da primeira parcela do 13º salário.
Para produtos da linha branca, a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) foi de 10 pontos para lava-roupas e 5 pontos para geladeiras. Fogões e tanquinhos ficam isentos até março de 2012, quando vence a medida do governo.
Para estimular a venda de veículos, o governo reduziu meio ponto percentual sobre o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) --de 3% para 2,5%. O imposto incide sobre os financiamentos dos carros, que no Brasil correspondem a 60% das vendas.
"[O IPI] É um argumento a mais para o vendedor abordar o cliente. A verdade é que as vendas do varejo vinham desacelerando e essas medidas podem dar um fôlego pontual para o Natal", disse Cesar Felizoni, coordenador do Provar.
O presidente do Sincodiv (sindicato dos concessionários e distribuidores de São Paulo), Octavio Leite Vallejo, afirmou que o governo "se adiantou às possibilidades de queda ou estagnação do segmento que mais emprega".
No Estado de São Paulo são 2.112 revendas de veículos autorizadas pelas montadoras. Só na cidade de São Paulo são 559 lojas. "Ainda não sentimos aumento nas procuras e nas vendas com a redução do IOF. Mas isso vai acontecer aos poucos", disse Vallejo.
"A redução do IOF é, por si só, mais eficaz que a redução de juros e suficiente para manter a procura por veículos a níveis adequados", disse o presidente da Fenabrave (federação da distribuição de veículos), Sérgio Reze.
Dados divulgados ontem pela federação apontam que, até novembro, a venda de automóveis e comerciais leves cresceu 4,34% no ano. "Esperamos crescer 0,5% acima do PIB", disse. Ao todo, foram 3,096 milhões de unidades emplacadas no período.
**SHOPPINGS*
A Folha percorreu ontem os shoppings Bourbon (zona oeste), Center Norte (zona norte), Aricanduva (zona leste) e Anália Franco (zona leste) para conferir a receptividade às medidas.
Nas redes de varejo como Casas Bahia, Magazine Luiza, Carrefour, Extra, Ponto Frio e Fast Shop, os preços de produtos da linha branca ficaram até 10% mais baratos.
O movimento era maior nas lojas da periferia do que nas da região nobre da cidade. "[O incentivo fiscal] É uma preocupação saudável do governo de se antecipar e não esperar como fez em 2008", disse Altamiro Carvalho, da Fecomercio-SP. 

Redução de IPI é reivindicação antiga da indústria de eletrodomésticos

As medidas anunciadas pelo governo para estimular o consumo no Brasil foram motivo de comemoração para a indústria de eletroeletrônicos. “A decisão é muito apropriada. No momento em que houve uma desaceleração econômica, o governo mostrou que tem se mantido muito atento e tomou providência”, disse Lourival Kiçula, presidente da Eletros, associação que representa o setor.
Dentre as medidas que entraram em vigor ontem, está a redução de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para produtos de linha branca, como geladeiras, fogões e máquinas de lavar. Segundo Kiçula, essa é uma reivindicação antiga do setor. “Faz tempo que temos discutido com o governo que IPI de 20% para uma lavadora é uma alíquota muito elevada.”
Há pelo menos dois anos os fabricantes negociam uma redução permanente do IPI para produtos como geladeira e máquina de lavar. Os itens de linha branca chegaram a ter a alíquota reduzida em 2009, quando o setor sofria com os efeitos da crise financeira internacional, mas voltaram a ter o imposto elevado após sinais de recuperação nas vendas.
“O IPI para a linha branca da forma como tem sido cobrado está errado. Os produtos de linha branca são itens essenciais para a vida das pessoas de menor poder aquisitivo e por isso deveriam ter imposto reduzido de modo permanente”, afirmou Benjamin Sicsul, vice-presidente de novos negócios da Samsung. “Uma máquina de lavar, hoje em dia, não é luxo, é uma necessidade para a dona de casa que trabalha fora e ainda tem que cuidar das tarefas domésticas.”
Sicsul acredita que a redução do IPI vai impulsionar as vendas desses produtos. “Assim como aconteceu quando o governo cortou o imposto em meio à crise, esperamos grande aumento do consumo. Existe um impacto direto porque reduz o preço final para os consumidores”, afirmou. O executivo espera que a redução do IPI se torne permanente – a medida anunciada pelo governo valerá até março de 2012.
Para Armando Valle, vice-presidente de relações institucionais e de sustentabilidade da Whirlpool, uma eventual prorrogação da medida estaria condicionada às necessidades de arrecadação federal e outras decisões de política econômica. “Seria ideal, mas a gente entende que tem todo um problema de arrecadação ao longo do ano”, afirmou Valle.
Para ele, a redução do IPI anunciada ontem é uma “boa medida”. “A intenção do governo é entrar o ano com a economia acelerando. Ou poderia começar 2012 desacelerando”, disse. Segundo Valle, embora o setor não esteja vivendo uma crise, o mercado de linha branca tem sofrido desaceleração nos últimos meses, acompanhando o desempenho da economia brasileira.
“O setor sentiu o impacto, mas ainda assim a previsão era fechar o ano com crescimento de 5%, um número razoável, embora não igual ao desempenho de 2010”, afirmou. Além de impulsionar as vendas, o executivo afirma que as medidas dão confiança para a Whirlpool realizar seus investimentos previstos para o Brasil no ano que vem.
Ele acredita que além de contribuir para elevar as vendas de linha branca, as medidas também incentivam o varejo e outros setores produtivos da economia. “Isso gera um grande movimento, que é bom para tudo que está dentro das lojas, já que o consumidor compra também outros produtos”, disse. “Essa é uma das maiores cadeias produtivas, junto com veículos, e tem poder de trazer impacto para diversos setores.”
A Electrolux disse, em nota, estar otimista com a redução de IPI e espera um “crescimento significativo do setor de linha branca já neste final de ano”. A empresa estima que a demanda pelos produtos cresça mais de 25% enquanto a medida estiver em vigor, considerando um avanço de 3% a 4% do PIB brasileiro. “A atual perspectiva da economia brasileira só tem a contribuir para que nossos investimentos cresçam.”


Ex-presidente da Comissão Europeia diz que Eurozona nasceu defeituosa

A Eurozona foi defeituosa desde a sua criação e os esforços para superar a crise atual foram poucos e chegaram tarde demais, avalia Jacques Delors, um dos arquitetos da moeda única europeia. Em entrevista publicada neste sábado pelo jornal britânico "The Daily Telegraph", o ex-presidente da Comissão Europeia entre 1985 e 1995 considera que os erros cometidos quando o euro entrou em operação, em 1999, levaram à atual crise.
Para Delors, de 86 anos, os políticos que lançaram a moeda única optaram por não levar em conta as debilidades e desequilíbrios nas economias dos países-membros. "Os ministros de finanças não queriam enxergar nada de ruim", revela o ex-presidente, para quem a culpa pela atual crise deve ser compartilhada por todos os países europeus. Em particular, Delors considera que a Alemanha insistiu para que o Banco Central Europeu (BCE) não apoiasse os membros altamente endividados pelo temor de pressionar a inflação. Os problemas do euro começaram por uma "combinação de obstinação pela ideia germânica de controle monetário e a ausência de uma clara visão dos outros países", acrescenta.
Delors especifica que o Reino Unido não compartilha o peso do problema, mas está igualmente "envergonhado", assim como todos os europeus, pela crise financeira. Para o político, inclusive a Alemanha terá dificuldades para encontrar uma solução. "Os mercados são os mercados. Agora estão transbordados pela incerteza", justifica.
O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, reuniu-se nesta sexta-feira em Paris com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, para abordar a crise da dívida e planos para reorganizar a Eurozona. Segundo a imprensa, Cameron queria tratar com Sarkozy uma possível reorganização da zona do euro, podendo implicar em maior cooperação entre os 17 países do euro, o que pode afetar a influência do Reino Unido na UE.
No Reino Unido, que não faz parte do euro, há uma crescente preocupação pelo impacto da crise na economia. O presidente do Banco da Inglaterra, Mervyn King, pediu recentemente às instituições bancárias do país que reforcem o capital diante do aprofundamento da crise na eurozona, pois esta representa a "principal ameaça" para o Reino Unido.

Fonte: http://economia.ig.com.br/criseeconomica/expresidente-da-comissao-europeia-diz-que-eurozona-nasceu-defeit/n1597394696352.html


Ex-presidente da Comissão Europeia diz que Eurozona nasceu defeituosa

A Eurozona foi defeituosa desde a sua criação e os esforços para superar a crise atual foram poucos e chegaram tarde demais, avalia Jacques Delors, um dos arquitetos da moeda única europeia. Em entrevista publicada neste sábado pelo jornal britânico "The Daily Telegraph", o ex-presidente da Comissão Europeia entre 1985 e 1995 considera que os erros cometidos quando o euro entrou em operação, em 1999, levaram à atual crise.
Para Delors, de 86 anos, os políticos que lançaram a moeda única optaram por não levar em conta as debilidades e desequilíbrios nas economias dos países-membros. "Os ministros de finanças não queriam enxergar nada de ruim", revela o ex-presidente, para quem a culpa pela atual crise deve ser compartilhada por todos os países europeus. Em particular, Delors considera que a Alemanha insistiu para que o Banco Central Europeu (BCE) não apoiasse os membros altamente endividados pelo temor de pressionar a inflação. Os problemas do euro começaram por uma "combinação de obstinação pela ideia germânica de controle monetário e a ausência de uma clara visão dos outros países", acrescenta.
Delors especifica que o Reino Unido não compartilha o peso do problema, mas está igualmente "envergonhado", assim como todos os europeus, pela crise financeira. Para o político, inclusive a Alemanha terá dificuldades para encontrar uma solução. "Os mercados são os mercados. Agora estão transbordados pela incerteza", justifica.
O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, reuniu-se nesta sexta-feira em Paris com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, para abordar a crise da dívida e planos para reorganizar a Eurozona. Segundo a imprensa, Cameron queria tratar com Sarkozy uma possível reorganização da zona do euro, podendo implicar em maior cooperação entre os 17 países do euro, o que pode afetar a influência do Reino Unido na UE.
No Reino Unido, que não faz parte do euro, há uma crescente preocupação pelo impacto da crise na economia. O presidente do Banco da Inglaterra, Mervyn King, pediu recentemente às instituições bancárias do país que reforcem o capital diante do aprofundamento da crise na eurozona, pois esta representa a "principal ameaça" para o Reino Unido. 

Economias mais desenvolvidas não podem tutelar vizinhos, diz Dilma

Em discurso a líderes de 32 países da América Latina e Caribe, a presidente Dilma Rousseff afirmou, nesta sexta-feira (2), que a integração da região não deve beneficiar apenas alguns países, com as economias mais desenvolvidas.
Ao invés disso, pregou uma relação que promova o que chamou de "crescimento solidário", durante reunião de lançamento da Cúpula da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac), na Venezuela.
"Essas economias mais desenvolvidas da nossa região não podem nem absorver, nem subordinar, nem tampouco tutelar seus vizinhos, como nós estamos vendo acontecer em partes até então bastante civilizadas, ou assim ditas civilizadas do mundo", declarou a presidente.
Dilma e líderes de países vizinhos na cerimônia de abertura da III Cúpula de Chefes de Estado e de Governo da América Latina e do Caribe (Calc) (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR) 
Dilma e líderes de países vizinhos na cerimônia de abertura da III Cúpula de Chefes de Estado e de Governo da América Latina e do Caribe (Calc) (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)
Ao comentar a crise internacional que afeta principalmente os países europeus que integram a zona do euro, ela defendeu que o Brasil e seus vizinhos tenham a "consciência que precisam um dos outros".
"Temos de avançar no processo de fortalecimento, de criação mesmo de um novo projeto de crecimento solidário, no qual a prosperidade de uns produz também a prosperidade de todos", afirmou.
Segundo dados do Ministério das Relações Exteriores, o comércio do Brasil com os países da América do Sul, América Central, México e Caribe cresceu quatro vezes entre 2002 e 2010. No ano passado, as exportações e importações somaram US$ 78 bilhões. Até setembro deste ano, chegaram a US$ 69 bilhões.
Dilma mencionou como vantagem a relação de "paz" entre os países do novo fórum. "Temos de nos vangloriar disso, porque de fato somos uma zona de paz. Uma zona livre de armas de destruição em massa. Uma região e uma zona que cultiva a via do entendimento e do consenso e que não se deixa tentar por soluções impositivas, de um país sobre o outro".
A presidente anunciou ainda que a Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), sediada em Foz do Iguaçu (PR), será aberta a países de toda a região latino-americana e caribenha. Criada no ano passado, a instituição matriculou até então brasileiros, argentinos, uruguais e paraguaios.
Ao final do discurso, a presidente reproduziu paródia feita pelo colega Hugo Chávez sobre como foi e deve ser a relação entre os latino-americanos usando obra do colombiano Gabriel Garcia Márquez. "Não teremos outros cem anos de solidão, teremos cem anos de integração".
A presidente permanece na capital venezuelana até este sábado, onde participa da segunda reunião conjunta da III Cúpula da América Latina e do Caribe sobre Integração e Desenvolvimento (Calc).

Fonte: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2011/12/economias-mais-desenvolvidas-nao-podem-tutelar-vizinhos-diz-dilma.html

Zona do euro poderá ter década perdida, diz Lagarde

A diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, disse nesta sexta-feira (2) que a zona do euro poderá ter uma década perdida caso não seja tomada uma ação rápida e coletiva para combater a crise da dívida que atinge os países do bloco.
A francesa, que assumiu o comando do FMI este ano,  esteve na sede paulista da Rede Globo nesta sexta, em São Paulo, e falou a uma plateia de convidados.
A entrevista da diretora do FMI vai ao ar na Globo News, no programa Globo News Painel, neste sábado (3), às 23h.
A passagem por São Paulo faz parte de visita que a dirigente iniciou na segunda-feira (28) a países da América Latina. Na quinta-feira (1), Lagarde foi recebida pela presidente Dilma Rousseff e pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Na visão de Lagarde, a demora para se chegar a uma solução para resolver a crise da dívida que atinge os países europeus é parte do processo democrático, "que precisa envolver todas as partes em todos os passos".
Mas, segundo a dirigente do fundo, a Europa já sofre forte pressão dos mercados, para quem, na avaliação de Lagarde, “não faz diferença emprestar à Grécia ou à Alemanha".
“Se não houver uma solução rápida e abrangente e coletiva, logo a zona do euro -  e não só sou eu a dizer isso, posso ter sido a primeira - corre o risco de ter uma década perdida. (...) a avaliação do mercado é de que a zona do euro é uma zona econômica também, não faz diferença emprestar à Grécia e à Alemanha", disse.
‘Não vimos a crise se formando’
Lagarde disse que, assim como “praticamente todos” os órgãos internacionais do mundo, o FMI falhou em prever a crise de 2008, cujo marco inicial foi a quebra do banco de investimentos Lehman Brothers.
“Nós, assim como muitos outros, falhamos em reconhecer a crise precocemente. Não me conforta o fato de que praticamente todos não anteciparam, apenas um ou outro economista no mundo. (...) Nós não vimos a crise que estava se formando”, disse a diretora.
Lagarde destacou pontos positivos da postura do FMI no reconhecimento, ainda que tardio, da crise.

“Fomos honestos o suficiente para reconhecer, e buscamos pessoas que têm a tendência a criticar para que dissessem a nós o que fizemos de errado, pedimos que nos apontassem por que não vimos a crise chegar. Fizemos um relatório que ‘levantou a pele’ do FMI e o levamos a público, nos arriscamos. Muitos outros não fizeram isso”.
A diretora disse que o objetivo do FMI é ser eficiente, mesmo que de forma mais discreta.
"Eu estou muito feliz que o FMI esteja no meio disso, mas de forma efetiva, não necessariamente de uma forma visível", disse Lagarde.
Risco de contágio é concreto
Lagarde destacou a posição atuante do FMI no combate à crise citando os exemplos de Itália, Portugal e Grécia, que atualmente estão sob programas do Fundo.
“Dois desses três (países) estão procedendo conforme o plano; o caso da Grécia é muito mais complicado do que pensávamos inicialmente. O risco de contágio (para outros países europeus) que todos temiam agora é uma coisa concreta”. Para Lagarde, a dificuldade que países como a Alemanha têm enfrentado nos leilões de títulos é uma evidência de como a crise se estendeu.
Brasil melhor que outros
Sobre a situação do Brasil na crise, Lagarde elogiou as políticas tomadas pela presidente Dilma Rousseff e pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, e citou o alto volume das reservas brasileiras como um dos pontos fortes do país contra a crise.
“Não acho que qualquer país possa ficar imune se a crise crescer e não for tratada, mas acredito que o Brasil está em situação melhor do que outros”, na opinião de Lagarde, o país já enfrentou uma crise de forma bem-sucedida e está habilitado a resistir a choques.
Questionada sobre se os líderes europeus não deveriam se preocupar mais em resolver a crise da dívida imediata do que em discutir como evitar que o problema volte a ocorrer no futuro, Lagarde disse acreditar que é importante tratar das três questões.
“Não se pode concentrar energia em um dos pontos. Concordo que a dívida deva ser a prioridade, mas depende também do que se faz em termos de consolidação fiscal e estimulo à economia (...). E também medidas que permitam o crescimento, porque sem crescimento é muito difícil resolver a dívida”, afirmou.
Países no FMI
Questionada sobre as críticas que recebe de que o FMI é considerado um órgão de liderança majoritariamente europeia, Lagarde disse que, como dirigente do fundo, é o que define como "animal do FMI". "Somos uma espécie única", brincou a diretora, bem-humorada.
"Eu me levanto todo dia e penso nisso, quando vejo as 177 bandeiras no hall do FMI, que tenho que trabalhar por todos eles”, afirmou. "O conselho do FMI, no entanto, representa seus respectivos países, e temos todos os interesses representados", afirmou.

Fonte:.globo.com/economia/noticia/2011/12/zona-do-euro-podera-ter-decada-perdida-diz-lagarde.html