3.8.11

Empresários baianos são incentivados a exportar



Rodadas de negócios, serviços de consultoria e cursos focados nos procedimentos para começar a exportar fazem parte da programação do Encontro de Comércio Exterior Empresarial (Encomex Empresarial), maior evento nacional para o estímulo aos negócios no mercado externo. O evento foi aberto nesta quarta-feira (3) no Centro de Convenções da Bahia, em Salvador, e termina na quinta (4).

Realizado com apoio do governo estadual, o Encomex é direcionado a empresários baianos interessados em aproveitar o bom momento da economia e o crescimento expressivo das exportações do estado, que em junho vendeu US$ 1,5 bilhão em produtos para outros países.

O governador Jaques Wagner, presente na abertura do encontro, disse que a Bahia vive um momento excepcional, com várias indústrias se instalando no estado. De acordo com ele, é hora de aproveitar as medidas de incentivo oferecidas também a pequenos e médios empresários.

“Espero que os participantes aproveitem o evento para discutir e depois utilizar os programas e parcerias dos governos estadual e federal, para aumentar a participação no mercado externo”, afirmou Wagner.

Também estiveram presentes na abertura do Encomex, os secretários James Correia (Indústria, Comércio e Mineração) e Eva Chiavon (Casa Civil), além da secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exteriores, Tatiana Prazeres.

Política de desenvolvimento regional

As obras de infraestrutura, a exemplo da Ferrovia Oeste-Leste e do Porto Sul, foram citadas pelo governador Jaques Wagner como parte das ações do estado na busca pela ampliação da capacidade de exportação e da competitividade dos produtos baianos. Ele também destacou a importância das medidas lançadas esta semana pela presidente Dilma Rousseff inseridas no plano Brasil Maior.

“Já orientei a Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração a colocar a equipe para analisar as medidas anunciadas. Vamos conversar com os governadores do Nordeste e saber o que está faltando para que a gente possa fazer a tão sonhada política de desenvolvimento regional. Se quisermos fugir da guerra fiscal, altamente danosa à economia do país, é preciso desenvolver essa política”, enfatizou.

2.8.11

Bahia recebe fábrica da segunda maior empresa de alimentos e bebidas do mundo

A indústria de alimentos e bebidas PepsiCo, segunda maior empresa de alimentos e bebidas do mundo, escolheu a Bahia para ampliar a atuação no Nordeste. Nesta terça-feira (2), os executivos da empresa apresentaram a unidade de Feira de Santana ao governador Jaques Wagner e ao secretário da Indústria, Comércio e Mineração (Sicm), James Correia. A nova fábrica do grupo funcionará ainda este ano.


"O governo do Estado, na busca por aproximação e diálogo com a classe empresarial, conseguiu fazer com que a PepsiCo se instalasse aqui, e já com projeto de ampliação, com todo apoio e incentivo que o Estado vem dando", afirmou o secretário James Correia.

Na primeira fase, serão produzidos bebidas e pó à base de chocolate. Inicialmente, serão investidos R$ 30 milhões e gerados cerca de 400 novos empregos, entre diretos e indiretos. Na opinião do diretor de negócios no Norte-Nordeste da PepsiCo Brasil, Alexandre Wolff, a economia brasileira tem passado por um momento de crescimento e, tanto investimentos públicos quanto os privados têm contribuído para isso. “Isso tem gerado uma renda e consumo maiores por parte da população”, explica.

A unidade fabril em Feira de Santana é a terceira do grupo na região Nordeste ao lado da planta de água de coco, em Petrolina e, de snacks (aperitivos), em Suape, ambas em Pernambuco.

Wolff também informou que desde o início do ano, somente na área comercial, em Salvador, por meio das campanhas de marketing e de vendas, já foram contratadas 100 pessoas. “Devemos dobrar este número ainda este ano”, informou.

De acordo com a analista de RH da PepsiCo, Leila Santos, "sessenta pessoas já foram contratadas diretamente para a fábrica em Feira de Santana. A seleção tem sido realizada com o apoio do Senai, mas os interessados em fazer parte do quadro da empresa podem cadastrar o currículo no site (www.pepsico.com)".

Leila, que é de Salvador, foi contratada em dezembro do ano passado e está satisfeita com a nova experiência profissional. “Tem sido fantástico. Nunca tinha trabalhado na indústria de alimentos. Aprendemos boas práticas de fabricação e de armazenagem. Conhecer essas regras é fundamental para recrutar as pessoas”.

Estado trabalha para atrair novas indústrias

Das 11.767 vagas de trabalho com carteira assinada criadas na Bahia, no mês de junho deste ano, 1.764 foram geradas pela indústria. O setor, que atualmente ocupa a terceira posição na criação de oportunidades de trabalho, está em franca expansão no estado.

O governador Jaques Wagner explicou que a intenção do Estado é aproveitar o momento econômico que a Bahia e o Brasil vivem e fazer que novas indústrias se fixem no estado gerando emprego e renda. “Há um centro de logística privado sendo desenvolvido no entorno de Feira de Santana. A melhoria do aeroporto também está entre as nossas metas. A qualificação da nossa mão de obra é um outra medida importante para nos dar condições de recepcionar novas indústrias como fizemos com a Nestlé e agora com a Pepsico”.

Fonte: AGECOM

BNDES apoiará política industrial com R$ 6,7 bi

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou hoje que vai apoiar as medidas de aumento da competitividade de setores industriais mais ameaçados pelo câmbio valorizado por meio de R$ 6,7 bilhões em crédito, como parte da nova etapa do programa BNDES Revitaliza. A taxa fixa de juros das operações do programa, que terá dotação orçamentária de R$ 6,7 bilhões até 31 de dezembro de 2012, será de 9%.

Essa linha será estendida agora do setor de autopeças para os de bens de capital, têxtil e confecção, calçados e artefatos de couro, software, prestação de serviços de tecnologia da informação, pedras ornamentais, beneficiamento de madeira, beneficiamento de couro, móveis de madeira, frutas in natura e processadas e cerâmicas, informou o BNDES.

As novas medidas também farão o BNDES voltar a atuar no crédito para capital de giro em condições mais competitivas, a exemplo do que fez após a crise de 2008, mas com uma ação restrita a micro e pequenas empresas. O banco ampliará o orçamento do programa BNDES Progeren dos atuais R$ 3,4 bilhões para R$ 10,4 bilhões, com taxas de juros de 10% a 13% ao ano, até dezembro de 2012. O prazo total do financiamento também será aumentado de 24 meses para até 36 meses (com 12 meses de carência). O prazo de vigência será até 31 de dezembro de 2012.

O programa também atenderá empresas médias dos setores de autopeças, móveis e artefatos de madeira, bens de capital, produtos têxteis, confecções, artigos de vestuário e acessórios, instrumentos e materiais para uso médico e odontológico e artigos ópticos, equipamentos de informática e periféricos, material eletrônico e de comunicações, brinquedos e jogos recreativos. Nas regiões Norte e Nordeste, empresas médias de todos os setores também estão habilitadas para a linha de capital de giro.

Entre as principais medidas do programa Brasil Maior, a nova política industrial do governo, está a prorrogação do Programa de Sustentação do Investimento (PSI) por mais um ano, agora até o final de 2012. O orçamento autorizado do programa já é de R$ 75 bilhões, parte dele subsidiado pelo Tesouro Nacional. Além do financiamento à aquisição de bens de capital, exportação, inovação e veículos comerciais (ônibus e caminhões), o PSI também contemplará agora os segmentos de partes e componentes, equipamentos de tecnologia da informação de tecnologia nacional, ônibus híbridos.

O banco de fomento também vai criar o programa BNDES Qualificação no âmbito da nova política industrial, com R$ 3,5 bilhões para financiar programas de treinamento técnico de mão de obra até 30 de abril de 2013. A taxa dessa linha será a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP, de 6% ao ano), mais 0,9%, acrescida da taxa de risco do tomador, informou o BNDES.

Como o estímulo ao investimento privado em pesquisa e desenvolvimento foi considerado uma prioridade da nova política industrial, o BNDES incrementará suas linhas para inovação, incluindo o instrumento de limite de crédito pré-aprovado para empresas inovadoras e o crédito de R$ 2 bilhões para a carteira de projetos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

Na atuação setorial, o BNDES criará ou renovará programas especiais para os setores de petróleo e gás, produtos farmacêuticos, softwares, indústria aeronáutica e cadeia plástica.

Fonte: Agência Estado

Pacote para indústria pode reverter problemas com exportação, diz CNI

Os empresário estão confiantes de que a nova política industrial brasileira poderá ajudar a reverter parte das dificuldades hoje vividas pelo setor de exportação, afirma Flávio Castelo Branco, economista da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A presidente Dilma Rousseff apresenta nesta terça-feira (2) um pacote de incentivos para a indústria. O objetivo é melhorar a competitividade e compensar perdas com o dólar baixo. Nessa situação, os produtos brasileiros ficam mais caros no exterior, e as exportações caem.

O economista da CNI destaca a preocupação da entidade com o encolhimento da participação brasileira no mercado internacional, ocupando apenas o 20º lugar entre os maiores exportadores. Somente em 2010, cita Castelo Branco, 16% das exportadoras pararam de vender no exterior.

"Temos uma grande expectativa porque a reversão desse quadro de adversidades e perda de espaço poderá dar maior musculatura à indústria de transformação brasileira, aumentar a competitividade com redução de custos e melhor qualidade para enfrentar concorrentes que avançam, como os asiáticos", completou ele.


As propostas da CNI para Dilma


A CNI, que participou das discussões da nova política industrial com os elaboradores governamentais, não arrisca nenhuma medida em particular para a divulgação de hoje.

Castelo Branco, no entanto, lista uma série de propostas apresentadas ao governo, grande parte associadas a custos sistêmicos como problemas de logísticas, custo de capital (juros elevados), a questão da educação com falta de mão-de-obra qualificada, o câmbio valorizado, inovação, medidas de defesa comercial contra a invasão chinesa, por exemplo.

A questão da desoneração do investimento é prioridade, diz o economista. Mas ele não garante, por exemplo, que finalmente a desoneração da folha de pagamentos das empresas estará entre as medidas que serão anunciadas.

Expectativas


A CNI destaca também a expectativa quanto a real implementação da nova política industrial. Isso porque, a última anunciada pelo governo Lula, foi por água abaixo com a crise financeira de 2008.

"Um dos desafios do programa que o governo anuncia nesta terça-feira é, justamente, a implementação eficaz", cita Castelo Branco. "Esperamos que parte dessas propostas sejam contempladas com mecanismos e instrumentos efetivos para alterar esse quadro de crescente dificuldades da indústria brasileira em colocar produtos no exterior", citou.

Ele dá como exemplo o resultado de julho apontando desempenho positivo na balança comercial pelo alto preço das commodities, ante redução dos manufaturados. "O que se vê é o abandono do mercado internacional por indústrias de transformação", complementou.

Fonte:

Câmara dos EUA aprova aumento da dívida pública para evitar calote

A Câmara de Representantes dos Estados Unidos aprovou o projeto que autoriza o governo americano a elevar o teto da dívida pública, evitando um calote. Agora o projeto tem de ser votado no Senado, onde o governo de Barack Obama tem maioria. A votação no Senado deve ocorrer nesta terça.

O projeto na Câmara teve 269 votos a favor e 161 contra.

O novo projeto eleva o teto da dívida, atualmente em US$ 14,3 trilhões, em US$ 2,1 trilhões, permitindo, assim, que o governo tome novos empréstimos e continue financiando sua dívida até, pelo menos, 2013.

O governo começaria a ter dificuldade de honrar parte de sua dívida, sem elevação desse limite para novos empréstimos, a partir desta terça-feira.

A elevação do teto da dívida em US$ 2,1 trilhões garante que o limite não deverá aumentar de novo até 2013, para evitar novas lutas bipartidárias no lance final da campanha pelas eleições de 2012 e não prejudicar a recuperação econômica.

O acordo impõe imediatamente um corte do deficit no valor de US$ 1 trilhão.

Um novo comitê bipartidário no Congresso se encarregará de apresentar, antes do Dia de Ação de Graças, no final de novembro, um plano complementar que reduza o deficit em US$ 1,5 trilhão adicionais durante os próximos dez anos.

Este corte tem como base a economia de mais de US$ 900 bilhões ao longo de uma década em despesas domésticas não imprescindíveis - dividido entre programas civis e de Defesa e que não afetará a Seguridade Social.

Fonte:

1.8.11

Mercadante prevê Natal do tablet e promete produto mais barato

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Mercadante calcula que os tablets poderão custar até 40% menos
Mercadante calcula que os tablets poderão custar até 40% menos

A partir de setembro devem chegar ao mercado brasileiro os primeiros tablets já fabricados no país, com 20% de componentes nacionais, e mais baratos do que os encontrados à venda atualmente. A previsão é do ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, um dos responsáveis no governo pela inclusão da indústria do tablet no Processo Produtivo Básico e na Lei do Bem (Lei nº 11.196), que reduz a zero as alíquotas pagas para o Programa de Integração Social e para a Contribuição para oFinanciamento da Seguridade Social (PIS/Cofins).

Mercadante calcula que os tablets poderão custar até 40% menos se os descontos dados pelo governo federal e por alguns estados para incentivar aprodução local chegarem ao consumidor. “No Natal vai ter muito tabletbarato e em todas as opções para o consumidor. Acho que nós vamos ter um belo momento na indústria da computação no país”, disse Mercadante.

Nove empresas já se inscreveram para produzir tablets no Brasil com incentivo fiscal (Samsung, Positivo, Motorola, Envision, AIOX, Semp Toshiba, LG, MXT e Sanmina-SCI) e mais seis estão com pedido em análise técnica (Itautec, Foxconn, Teikon Tecnologia, Compalead, Ilha Service e Leadership).

Segundo o ministro, o Brasil é o sétimo mercado para computadores e pode ser ainda mais atraente com a inclusão digital na educação. “Queremos levar [o tablet] para a escola pública e fazer como outros países já estão fazendo. Taiwan já acabou com o livro didático, só tem livro na biblioteca. O aluno lê toda a bibliografia por meio do tablet que também é um caderno eletrônico. A Coreia, em dois anos, não terá livro didático. É o próximo passo do nosso projeto”, disse Mercadante que semana passada esteve no Uruguai onde todos os alunos da rede pública têm um microcomputador portátil e todas as escolas têm acesso à internet.

FGV: IPC-S registra deflação de 0,04% em julho

A deflação perdeu força no Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S). O indicador mostrou taxa negativa de 0,04% até a quadrissemana encerrada em 31 de julho, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV). A queda foi mais fraca do que a do IPC-S de até 30 de junho (-0,18%) e menos intensa do que a do IPC-S imediatamente anterior, de até 22 de julho (-0,11%). A taxa ficou dentro das previsões dos analistas consultados pela Agência Estado (de -0,03% a -0,10%) e acima da mediana das expectativas (-0,07%).