30.8.10

Economia brasileira tem condições de crescer 5,5% ao ano até 2014, diz Mantega

30-08-2010

Fonte: uol.com.br

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse hoje (30) que a economia brasileira tem condições de crescer a uma taxa média anual de 5,5% nos próximos quatro anos. Segundo ele, esse patamar pode ser atingido já em 2011.

Ao participar hoje (30), em São Paulo (SP), do 7º Fórum de Economia, promovido pela Escola de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV), Mantega disse acreditar que Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro tenha crescido de 0,5% a 1% no segundo trimestre do ano. O resultado será divulgado na sexta-feira (3).

De acordo com Mantega, o crescimento da economia brasileira é "sustentável", já que a inflação está sob controle e houve, nos últimos anos, um aumento do poder de compra de milhares de brasileiros que, ao alimentar o consumo interno, permitiram que o setor produtivo enfrentasse a última crise econômica mundial. Para o ministro, a taxa de inflação anual não deverá ultrapassar 5,2%, "o que, com um crescimento de 7%, é algo favorável".

Quanto às previsões de que o PIB cresça 7% este ano, Mantega destacou que, caso isso se confirme, será o melhor resultado dos últimos 24 anos. "Isso não é um resultado pontual, mas sim fruto de um processo. O Brasil alcançou um outro patamar de crescimento, que é qualitativo e sustentável", destacou. (Agência Brasil)

27.8.10

Sexta, 27 de agosto de 2010, 12h12

Fonte: terra.com.br

EMPRESAS

Blockbuster se prepara para falência, diz jornal

A Blockbuster está se preparando para abrir um pedido de falência, afirmou o Los Angeles Times nesta sexta-feira. Após dominar o mercado de locadoras por mais de uma década, a empresa não resistiu ao crescimento de empresas digitais, segundo o jornal. Executivos e acionistas majoritários da companhia se reuniram na última semana para discutirem a falência planejada, prevista para o meio de setembro.

A empresa perdeu um total de US$ 1,1 bilhão desde 2008, e estaria com sérios problemas para pagar os US$ 920 milhões que tem em débito. Segundo o Los Angeles Times, diretores da companhia foram à Hollywood se reunir com diversos estúdios para procurar auxílio. Uma porta-voz da companhia se recusou a comentar o caso, e ainda citou que "a recapitalização da empresa será em breve e teremos estrutura para crescimento a longo prazo".

Procurada, a empresa no Brasil não comentou a notícia.

Energia


27/08/2010,
Fonte: veja.abril.com.br

Norte Energia deve investir R$ 560 milhões em Belo Monte

Discussões com o BNDES sobre financiamento serão intensificadas a partir da próxima semana; entendimentos devem estar concluídos até o fim do ano

Belo Monte - Rio Xingu

Recursos para construção da usina virão do BNDES e dos acionistas da Norte Energia (Eduardo Knapp )

Os acionistas da Norte Energia S.A. – sociedade constituída para tocar o projeto da usina de Belo Monte – deverão investir 560 milhões de reais até dezembro para dar início às obras de construção da hidrelétrica no Rio Xingu (PA). O aporte inicial acertado entre os sócios é de 260 milhões de reais, mas o valor poderá ser acrescido em 300 milhões de reais se a licença para a construção do canteiro de obras sair antes do fim do ano.

Segundo o diretor-presidente da Norte Energia, Carlos Nascimento, as discussões com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) sobre o financiamento da obra serão intensificadas a partir da próxima semana. "Estamos agendando reuniões que devem acontecer na primeira semana de setembro. Nossa expectativa é que a configuração de todos os entendimentos esteja concluída até o final do ano. Agora, quanto aos contratos efetivos, isso vai demorar um pouquinho mais", afirmou Nascimento, que participou nesta quinta-feira de solenidade no Palácio do Planalto de assinatura do decreto de outorga e do contrato de concessão da usina.

Os recursos utilizados na construção da usina virão exclusivamente do financiamento do banco de fomento estatal e dos acionistas da Norte Energia, explica o executivo. "O aporte será feito pelos acionistas e somente do BNDES. Essa é a intenção e orientação dos acionistas que são nossos controladores", disse.

Nascimento disse ainda que, na próxima semana, a Norte Energia deve fechar a negociação com as construtoras que realizarão a obra da usina, a qual terá capacidade instalada de produção de energia de 11.233 megawatts (MW). Ele não quis confirmar quais serão as empresas responsáveis pelo empreendimento. "Existe um acordo complementar que precisa ser realizado e vamos começar a trabalhar nisso. Esperamos que, até quarta-feira, isso esteja concluído", disse Nascimento.

Andrade Gutierrez, Odebrecht e Camargo Corrêa devem participar da construção de Belo Monte, em conjunto com as construtoras que são sócias do empreendimento, conforme antecipado pela Agência Estado.

Apesar da presença de empresas privadas, a Norte Energia é controlada pelo governo. A Eletrobras e suas subsidiárias (Eletronorte e Chesf) controlam 49,98% da sociedade. Além disso, fundos de pensão das estatais estão na lista dos acionistas.


Sexta, 27 de agosto de 2010, 13h45

Fonte: terra.com.br


Europa está perto da recuperação, diz membro do BCE
ECONOMIA INTERNACIONAL

A Europa está perto de uma recuperação autossustentável, avaliou nesta sexta-feira Axel Weber, membro do conselho do Banco Central Europeu (BCE). Em entrevista à CNBC, Weber disse que agora é o momento de colocar a consolidação fiscal no topo da agenda política.

"Estamos perto de uma recuperação autossustentável na Europa e não há muita preocupação de uma nova recessão, mas o desempenho ainda será um pouco fraco à frente", afirmou Weber, durante participação no encontro de banqueiros centrais.

A economia da Alemanha cresceu 2,2% no segundo trimestre, ritmo mais forte em cerca de duas décadas, e ampliou as expectativas sobre a zona do euro.

"O quarto trimestre e o terceiro trimestre terão números menores que esses (do segundo trimestre), mas o crescimento vai continuar e a recuperação está a caminho", concluiu o conselheiro do BCE.

27/08/2010, 11:32
Fonte: veja.abril.com.br

Petrobras:

Governo define preço do barril da capitalização a US$ 8,50, diz jornal

De acordo com reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, o valor está exatamente entre os valores mínimo e máximo sugeridos pelas consultorias contratadas pela Petrobras e ANP

Alavancagem da Petrobras no 2º trimestre atinge 34% e reforça urgência da capitalização

O governo federal chegou a um consenso pelo valor do barril da cessão onerosa da Petrobras. Na área de Franco, que será cedida pela União à estatal dentro do processo de capitalização, o preço do barril ficou em US$ 8,50.

A informação foi divulgada nesta sexta-feira, pelo jornal O Estado de S. Paulo. De acordo com a reportagem, o valor está no meio termo do que foi sugerido pelas consultorias contratadas pela Petrobras e pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).

A primeira (De Golyer & Mc Naughton), escolhida pela Petrobras, teria sido muito conservadora, ao sugerir que o valor deveria ficar entre US$ 5 e US$ 6. Já a segunda (Gaffney, Cline & Associates), contratada pela ANP, teria superestimado o volume das reservas, em torno de 6 bilhões de barris.

Na reunião ocorrida na última quinta-feira, o governo federal teria avaliado os dois laudos, reduzido o tamanho das reservas da área para 4,5 bilhões de barris e ajustado o valor para US$ 8,50.

A reportagem de O Estado de S. Paulo não informa quando o governo federal pretende divulgar oficialmente o preço do barril e esclarece que ainda pode haver uma mudança no valor do barril, caso haja alguma argumentação extraordinária nos próximos dias.

No início da noite da última quinta, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, negou que o governo tenha definido o preço do barril de petróleo da cessão onerosa para a Petrobras em US$ 8,50. De acordo com sua assessoria de imprensa, qualquer informação nesse sentido "é pura especulação".


Sexta, 27 de agosto de 2010, 13h55


Fonte: terra.com.br



TECNOLOGIA

Infineon e Intel poderiam fechar acordo neste fim de semana

A fabricante de processadores Intel e a Infineon devem anunciar um acordo sobre o futuro dos negócios sem fio da empresa alemã neste fim de semana, de acordo com informações de três pessoas próximas à transação. O acordo provavelmente ocorrerá nos próximos dois dias, disseram as fontes nesta sexta-feira, acrescentando que as negociações estão próximas do desfecho com alguns detalhes pendentes.

Não ficou claro se o acordo envolveria a venda da unidade inteira, gerando mais de 1 bilhão de euros (cerca de US$ 1,27 bilhão), ou somente uma participação no negócio. As duas empresas preferiram não comentar o assunto.

Sediada em Neubiberg, perto de Munique, a Infineon havia informado este mês que está em negociações avançadas com interessados no futuro da unidade de chips móveis, cuja receita no ano fiscal 2008/2009 ficou em 917 milhões de euros e corresponde agora a 30% da receita total do grupo.

O negócio ficou no vermelho durante anos, mas o presidente-executivo da Infineon, Peter Bauer, que assumiu a empresa em 2008, conseguiu reverter as operações.

A companhia é a quinta colocada na indústria de dispositivos de memória, bem atrás das gigantes Qualcomm, Texas Instruments e Broadcom, e fornece chips para fabricantes como Nokia, LG e Apple.

Ter acesso aos processadores móveis da Infineon ajudaria a Intel a crescer no mercado de smartphones.

Sexta, 27 de agosto de 2010, 13h49


Fonte: terra.com.br

ENERGIA

Decreto autoriza a exploração de Belo Monte por Norte Energia

O Diário Oficial da União publica nesta sexta-feira o decreto que autoriza concessão à empresa Norte Energia S.A. para explorar o potencial hidráulico na Usina de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará, por um prazo de 35 anos. A previsão é que a usina comece a operar em 2015.

A concessão para a construção e operação da Usina Hidrelétrica Belo Monte, no município de Vitória do Xingu, foi objeto de leilão no dia 20 de abril deste ano. A Norte Energia firmará contratos de comercialização da energia produzida em Belo Monte com as concessionárias de distribuição, num total de R$ 62 bilhões.

A Norte Energia é composta por 18 empresas, entre estatais, privadas, empreiteiras, fundos de pensão, fundo de investimento e consumidores livres.

Para explorar o potencial hidrelétrico, a concessionária recolherá à União, como pagamento pelo Uso do Bem Público (UBP), o valor anual de R$ 16,6 milhões, além de cerca de R$ 200 milhões que serão pagos à União, ao estado do Pará e aos municípios impactados, referentes à compensação financeira pela utilização de recursos hídricos.