29.8.12

Classe C baiana é responsável por 43,3% do consumo do estado


Com aproximadamente 1,547 milhão de unidades habitacionais, a classe C representa a metade dos domicílios da Bahia e é responsável por 43,3% do consumo do estado. É o que revela um levantamento realizado pela Pyxis Consumo, ferramenta de dimensionamento de mercado do IBOPE Inteligência.
O consumo deste grupo é concentrado em produtos como alimentação, medicamentos, higiene e vestuário. Entretanto, o maior percentual de compra é de aparelhos celulares, por causa da extensão e facilidade de acesso ao crédito e do tamanho de sua massa populacional. Segundo a pesquisa, as famílias deste grupo destinam 73,6% da sua renda monetária para a compra de serviços e produtos necessários para o uso familiar e os artigos consumidos são mais básicos em relação às classes A e B.
Apesar de apresentar três vezes mais domicílios do que a classe B, a classe C gera somente 35% da massa salarial da Bahia. Com cerca de 444 mil residências (14,4%), a classe B representa a maior massa monetária familiar do estado, sendo responsável por 39,5% do total da renda produzida.
Este grupo representa 32,7% dos gastos realizados pela população baiana e sua receita de compra dos produtos contemplados no levantamento tem participação de 49,4% de todo o estado. Gastos relacionados a eventos, cinema, livros e mensalidades escolares representam os principais serviços e produtos consumidos, o que mostra uma valorização da cultura e da educação.
Classes D e E
A Bahia tem um perfil de distribuição dos domicílios urbanos diferente da média nacional. As famílias nas classes D e E tem maior presença, com 1,031 milhão de unidades residenciais (33,5%). Com isso, a renda média familiar no estado está abaixo da média nacional: a renda familiar mensal no país está em torno de R$ 3.100 e, na Bahia, o valor médio estimado para este ano é de R$ 2.100.
Os domicílios destes grupos geram somente 5% da massa monetária salarial e representam 12,4% do consumo total feito no estado. Cerca de 33% dos gastos realizados pelas classes D e E são de origem não monetária. As famílias tem poder de compra que se restringe a produtos e serviços básicos, a exemplo do vestuário e, sobretudo, alimentação.
Como os ganhos não monetários (vale-alimentação, vale-refeição, vale-transporte e programas sociais oferecidos pelo governo) têm um peso relevante para este público, a participação da massa salarial das classes D e E no consumo da Bahia é próxima de 149%.
Classe A
Com aproximadamente 55 mil unidades habitacionais, a classe A representa somente 1,5% dos domicílios urbanos do estado. As famílias deste grupo geram 20,5% da massa monetária salarial da Bahia e destina 34% da renda para a aquisição de produtos e serviços contemplados pelo levantamento, podendo o restante ser gasto com viagens, habitação, serviços domésticos, entre outros>
Este grupo representa 11,6% do potencial de consumo baiano. Os produtos e serviços prioritários são artigos relacionados ao conforto e lazer e produtos básicos (higiene e alimentação).
R$ 62,4 bilhões
Segundo o levantamento da Pyxis Consumo, R$ 62,4 bilhões deverá ser o gasto das famílias baianas com a aquisição de produtos e serviços. Este valor é 21% superior ao montante consumido em 2011.
O gasto equivale a 4,7% do consumo nacional e representa aproximadamente 59,6% da renda monetária familiar do estado. Os produtos mais consumidos pelos baianos são veículos, gastos com alimentação e materiais de construção.
Fonte: http://economiabaiana.com.br/

Brasil busca passo decisivo em vacina contra Aids


Com tecnologia própria, o Brasil pode em breve dar uma contribuição significativa no combate à Aids no planeta. Desde 2002, um grupo de pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP tem obtido resultados concretos com experimentos em animais para finalmente desenvolver uma vacina contra a doença – a chamada HIVBr18. A fase final das pesquisas, que depende de testes em macacos e humanos, no entanto, ainda depende de vultuosos recursos financeiros.
A solução para este impasse financeiro pode estar em um edital do Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid) da Fapesp. Em breve, o órgão de fomento à pesquisa no estado de São Paulo decidirá se aprovará um financiamento de 4 milhões de reais por ano, durante 11 anos de pesquisa, quantia suficiente para fazer a pesquisa deslanchar.

Enquanto isso, a equipe já mantém um acordo firmado com o Instituto Butantã para realizar um teste piloto da vacina na colônia de macacos Rhesus do Instituto. O teste com os animais deve começar até o final de 2012, com os recursos que a equipe já recebe do Instituto para Investigação em Imunologia, um dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT). “Antes de fazermos teste com os macacos Rhesus, ninguém presta muita atenção. Mas se conseguirmos completar esta etapa, as chances de financiamento podem aumentar”, prevê com otimismo o professor Edecio Cunha Neto, um dos coordenadores do grupo.
No ritmo atual de investimento, os primeiros testes-piloto com macacos devem acabar até o final de 2013. Cunha Neto explica que a escassez de investimento privado está relacionada à dificuldade em se criar uma vacina que para um vírus que sofre um alto número de mutações. “O risco de se fazer um investimento milionário em vacinas contra Aids que acabam se mostrando ineficazes é enorme. Por isso, nenhuma empresa se arrisca e ficamos dependentes do apoio das agências de fomento públicas”, argumenta.
A AIDS, contudo, não é a única doença em que a prevenção através de medicamentos é negligenciada pelos laboratórios privados. Muitas doenças que acometem os brasileiros, como a malária, a esquistossomose e a doença de chagas não são consideradas economicamente interessantes para os laboratórios, já que atingem regiões pobres do planeta.
Nesse sentido, caso a linha de crédito do programa Cepid-Fapesp seja aprovada, o grupo de pesquisa a que Cunha Neto pertence trabalhará no desenvolvimento de vacinas inexistentes por meio da criação do Centro de Novas Vacinas (CeNOVA).
“Muito além de procurar a vacina para a Aids,  o projeto CeNOVA significa a capacidade do Brasil de fazer parte do pool dos poucos países que possuem a estrutura para desenvolver novas vacinas inovadoras”, conta Edecio. Com essa estrutura permanente, o professor defende que o País terá o potencial para estudar e combater uma eventual nova epidemia e “sem depender de ninguém”. As vacinas desenvolvidas pelo grupo combaterão oito doenças – HIV, Tuberculose, Dengue, malária, HPV, Febre Reumática, Leptospirose e a bactéria Pneumococo.
Segundo a OMS, atualmente, existem 34,2 milhões de pessoas com o HIV em todo o mundo, sendo que somente no ano passado cerca 2,5 milhões de pessoas foram infectadas.
Funcionamento da vacina
A prevenção do vírus HIV é de extrema complexidade devido ao alto número de mutações que o vírus constantemente sofre. É por essa razão que o próprio sistema imunológico humano não encontra formas de combater o vírus. A partir disso, a equipe identificou regiões do vírus que são conservadas e comuns a todos os tipos e mutações do vírus, para, assim, permitir a criação da vacina. “Sabe-se que o vírus do HIV possui de 20 a 35% de diferença entre um vírus e outro. Após determinarmos as regiões comuns, trabalhamos em ter respostas imunes dirigidas a muitas regiões conservadas do vírus. Assim, conseguimos assegurar que a vacina gere repostas imunes eficazes contra a grande maioria dos vírus que uma pessoa possa se expor”, diz Cunha Neto.
Em um grupo estudado pela equipe da FMUSP formado pessoas que jamais tomaram a vacina, foram detectados 18 tipos de fragmentos de DNA conservados do HIV (que não mudam). O grupo constatou que o sistema imunológico de 90% dos pacientes infectados pelo vírus já respondiam a esses fragmentos naturalmente (ou seja, detectavam os fragmentos e os combatiam); os outros 10%, no entanto, já se encontravam com o sistema imune debilitado demais para reagir.
Nos testes com animais feitos até agora, a HIVBr18 já foi capaz de induzir uma potente resposta imune, com características parecidas com as outras vacinas eficazes contra outros vírus. No entanto, como os testes só foram realizados em camundongos, normais ou geneticamente modificados, os dados ainda são considerados insuficientes.
“Nossa vacina foi capaz de combinar e potencializar a ação de duas células do sistema imunológico humano: a CD8 – que destrói as células infectadas pelo HIV – e a CD4 – que fortalece o sistema imune através da produção de anticorpos e potencializa o efeito das células CD8”, conta Edecio. “Isso é um avanço muito importante.”
Segundo ele, no estágio atual, a pesquisa não trabalha para a eliminação do vírus, mas sim para que o infectado pelo HIV não evolua para os sintomas da Aids. “Trabalhamos para que a pessoa não desenvolva a imunodeficiência e para que o vírus fique em taxas baixas no organismo, o que impede a sua transmissão”, explica.
De acordo com o professor, isso é possível porque a vacina HIVBr18, além de reforçar as células que combatem o vírus, também pode ser capaz de melhorar a resposta de “anticorpos neutralizantes”. Ou seja, anticorpos que recobrem as proteínas que permitem que o HIV penetre nas células, formando, dessa forma, uma espécie de barreira que impede o vírus de contaminar as células. Atualmente, esta etapa da pesquisa é desenvolvida em parceria com a médica Daniela Santoro Rosa, da Unifesp.
Próximos passos
Após os testes em macacos, ainda será necessário testar o medicamento em humanos, o que, se levado até as últimas etapas, custará algo em torno de 100 milhões de dólares. O risco é alto. “O último exemplo foi da vacina das Indústrias Merck, que fracassou no teste em humanos. Por isso, é preciso ter dados muito consistentes no estudo em animais para atrair o interesse de empresas que invistam nas etapas mais onerosas do desenvolvimento”, diz Cunha Neto.
Nos dez anos de pesquisas do grupo, já foi gasto cerca de 1 milhão de reais. A tecnologia obtida até o momento com o desenvolvimento da vacina já foi patenteada no Brasil e nos Estados Unidos e tem como co-inventores o professor Jorge Kalil e a doutora Simone Fonseca, além do próprio professor Edecio Cunha Neto, todos da FMUSP.
Fonte: http://www.cartacapital.com.br/saude/brasil-busca-passo-decisivo-em-vacina-contra-aids/

Pagamento com cartões pode contribuir para arrecadação


Estudo apontou que cada 10% de crescimento no uso do cartão pode aumentar em R$ 1,7 bilhão valor arrecadado

Cartão de crédito bandeira Visa

São Paulo – Um estudo encomendado pela Visa do Brasil para a Tendências Consultoria Integrada apontou que uso do cartão de crédito e débito pode injetar mais dinheiro na economia. Segundo a pesquisa, a cada 10% de aumento no uso de cartões, a arrecadação de impostos pode aumentar em 1,74 bilhão de reais.
Esse incremento, segundo o estudo, acontece de duas maneiras. Primeiro, com as operações mais formalizadas que as feitas em papel moeda, a possibilidade de evasão de divisas acaba reduzida. Além disso, apontou o estudo, o uso de cartões pode refletir no aumento das vendas do comércio, também contribuindo para uma maior arrecadação.
O estudo buscou revelar o impacto positivo que o uso de cartões pode causar na economia brasileira. Outra conclusão foi sobre a formalização de negócios, que é incentivada para atender consumidores que adotam o pagamento do plástico.
“A aceitação de cartões implica a existência de registros formais e organizados da transação, bem como uma movimentação bancária, o que está associado a uma maior formalização da economia e a inibição de práticas para burlar o pagamento de tributos”, concluiu a pesquisa.

Renda familiar e emprego fazem vendas de supermercados subir 5,8% em 2012


Bruno Bocchini
Repórter da Agência Brasil
São Paulo – O baixo desemprego e o reajuste na renda familiar foram os principais fatores que fizeram com que as vendas nos supermercados atingissem alta de 5,8%. A avaliação é do superintendente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Tiaraju Pires.
“Baixo desemprego, reajuste da renda familiar, que tem crescido acima da inflação, e o próprio salário mínimo, que teve reajuste em janeiro em torno de 14%, impactaram bastante. É dinheiro que entrou em circulação nesse primeiro semestre e que veio, uma grande parte, para o setor de alimentos em supermercados”, disse.
As vendas do setor supermercadista apresentam alta de 5,8% no acumulado de janeiro até julho de 2012, na comparação com o mesmo período de 2011. Em julho, houve recuo de 0,09% em relação ao mesmo mês do ano de 2011 e, em comparação com junho deste ano, foi registrada queda de 0,51%. Os dados, divulgados hoje (28), estão deflacionados.
Julho foi o primeiro mês do ano com variação negativa em relação ao ano passado. O último mês com variação negativa registrada foi abril de 2010. “A nossa avaliação é que [o resultado de julho] é uma situação pontual. A gente tem um cenário ainda extremamente favorável de renda média e nível de emprego e o consumo se mantendo mesmo com esse cenário”, disse o superintendente da Abras
A projeção da entidade é que o setor encerre o ano com alta de 5% nas vendas.
Edição: Fábio Massalli
Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-08-28/renda-familiar-e-emprego-fazem-vendas-de-supermercados-subir-58-em-2012

Consumo de energia cresce 1,4% em julho e Nordeste registra maior expansão


Paulo Virgilio
Repórter da Agência Brasil
O consumo nacional de eletricidade registrou crescimento de 1,4% em julho, na comparação com o mesmo mês de 2011. O total da energia consumida chegou a 35,9 mil gigawatts-hora (GWh).
Os números estão na Resenha Mensal do Mercado de Energia Elétrica, divulgada hoje (29) pela Empresa de Pesquisa Energética.
Segundo a publicação, o aumento do consumo foi puxado principalmente pelo segmento de comércio e serviços, com 6,6%.
O consumo residencial apresentou crescimento modesto, de 1,7%, enquanto a indústria registrou queda pelo segundo mês consecutivo e ficou em 1,6%.
A Resenha Mensal destaca a expansão do consumo de energia elétrica no Nordeste. A região, que desde o início do ano cresceu 5,8%, superou o desempenho nacional no mesmo período, que foi de 3,8%.
A expansão do consumo de energia na Região Nordeste foi maior também em todos os três segmentos. O industrial cresceu 1,2%, o residencial 6,2% e o comercial 9,1%. No conjunto do país, os índices foram, respectivamente, de 0,9%, 4,6% e 7,3%.

Edição: Beto Coura

Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-08-29/consumo-de-energia-cresce-14-em-julho-e-nordeste-registra-maior-expansao

Crescer o investimento


O Brasil precisa voltar a crescer 5% ao ano. Para sustentar esse crescimento já a partir de 2013 terá de aumentar a capacidade produtiva e recuperar o investimento de 25% do PIB que deixamos escapar nos últimos anos. Alcançar esse nível de investimento vai depender fundamentalmente de ações de governo.
O setor privado brasileiro continua a investir mais de 25% de sua renda líquida (PIB, menos impostos) e não mudou nada nos últimos 30 anos. Quem investia e deixou de fazê-lo foi o governo, a União principalmente. Os governos estaduais e municipais melhoraram a poupança após a vigência da Lei de Responsabilidade Fiscal.
O PIB brasileiro cresceu à taxa anual de 7,5% (1948-1980) porque a carga tributária bruta era de 24%, e o investimento público era de 4% a 5%. Por que crescemos nos últimos 30 anos à média anual de 2,8%? A principal razão é que, com uma carga tributária bruta de 35% do PIB, o investimento público se reduziu a 2%!
O governo federal se prepara agora para acelerar o crescimento, mediante investimentos da ordem de 100 bilhões de reais em projetos de infraestrutura, com taxas de retorno capazes de atrair o que há de melhor e mais confiável na engenharia nacional. Nos próximos cinco anos, esses empreendedores vão elevar os investimentos sem sobrecarregar o orçamento federal (no qual não cabe o que já está lá dentro), fazendo crescer a renda e o consumo imediatamente e a capacidade produtiva futura – a produtividade total da economia – quando executados.
Não há dúvida de que o governo da presidenta Dilma está a trilhar o caminho certo, ao trazer a cooperação das empresas privadas para investir não apenas no setor estratégico da energia como também na importantíssima tarefa de desatar os nós da logística, colocando em concorrência os programas de concessões em rodovias, ferrovias e hidrovias e na ampliação das instalações portuárias marítimas ou fluviais.
Para o País crescer realmente é preciso multiplicar os estímulos à participação dos investimentos privados e ampliar os públicos, sem permitir o aumento das despesas de custeio.
A presidenta lida com um sério problema de tentativa de fortes reajustes na remuneração do funcionalismo público, que já recebeu benefícios extraordinários. Sua renda cresceu, nos últimos seis ou sete anos, o dobro do que cresceu o PIB. Tudo bem que o servidor público exerça funções importantes, mas ele precisa entender que há um limite e que a greve coloca a população contra as suas reivindicações. Ele parece não acreditar que a greve possa ter custos, como advertiu o ex-presidente Lula, e pode levar à suspensão do recebimento dos salários.
O governo terá de balancear isso, diante do fato de que, de um lado, estão os 196 milhões de cidadãos brasileiros e, de outro, os 600 mil ou 700 mil funcionários cujos líderes se portam como representantes de uma categoria especial, “exigindo” do governo aquilo que não pode conceder. Se ceder, vai perder o objetivo a que se propôs de voltar a investir nos projetos decisivos para a retomada do crescimento da economia.
O momento exige uma grande responsabilidade do governo, que deve manter o equilíbrio de suas contas para não pressionar a elevação das taxas de juro pelo aumento do déficit fiscal, principalmente. Se desejarmos crescer sem perder a estabilidade, não será possível transigir com as reivindicações abusivas do funcionalismo sindical. Chegou a hora de mostrar com clareza que eles são servidores, não senhores do público.
A presidenta tem razão quando diz que “não se pode brincar com as finanças públicas”. Os 196 milhões de cidadãos brasileiros “excluídos” desses benefícios devem apoiar fortemente, pela palavra e pela ação, a disposição do governo de resistir.
Fonte: http://www.cartacapital.com.br/economia/crescer-o-investimento/

Emprego na indústria cai pelo quarto mês seguido


Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro – O nível de emprego na indústria voltou a apresentar queda em junho, com variação negativa de 0,2% em relação a maio e de 1,8% na comparação com o mês de junho de 2011.
De acordo com os números da Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário, divulgados nesta sexta-feira 10 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), junho foi o quarto mês consecutivo em que o emprego no setor registrou resultado negativo, o que acumula perda de 1,2% no período.
No confronto com igual mês do ano anterior, a taxa de junho foi a nona a apresentar resultado negativo e a mais intensa desde dezembro de 2009, quando a queda foi de 2,4%. A trajetória descendente também foi observada no índice acumulado dos últimos 12 meses, com um recuo de 0,6% em junho.
De acordo com o IBGE, o número de trabalhadores empregados na indústria apresentou queda em junho em 12 dos 14 setores pesquisados, na comparação com o mesmo mês de 2011.
O maior impacto foi a queda de 3,5% no nível de emprego industrial no estado de São Paulo, onde o pessoal ocupado caiu 16,9% no setor de metalurgia básica, 14,7% nas indústrias de produtos de metal e 10,2% no de máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de telecomunicações.
Os estados do Paraná, com 1,8%, e de Minas Gerais, com 0,3%, foram os que deram contribuição positiva em junho para o nível de emprego industrial do país, tendo como base a comparação com o mês de maio.
Segundo o IBGE, os destaques foram o aumento de 38,1% no pessoal ocupado no ramo de máquinas e aparelhos eletroeletrônicos da indústria paranaense, e de 8,6% nas indústrias extrativas e 6,8% em produtos de metal, no caso de Minas Gerais.
O número de horas pagas aos trabalhadores da indústria registrou em junho uma variação negativa de 0,3% em relação a maio, descontadas as influências sazonais. De acordo com o IBGE, foi a quarta taxa negativa consecutiva do ano. No confronto com junho de 2011, o número de horas pagas caiu 2,6%.
O valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria avançou 2,5% ante maio, após registrar taxas negativas por três meses consecutivos, período em que a queda acumulou 3,4%.
No confronto com junho de 2011, o valor da folha de pagamento real cresceu 3,7%, no trigésimo resultado positivo seguido nesse tipo de comparação. Aumentos no valor da folha de pagamento em diversos setores industriais dos estados de São Paulo, Minas Gerais e do Paraná foram os que exerceram, segundo a pesquisa do IBGE, maior influência sobre o resultado nacional.
Fonte: http://www.cartacapital.com.br/economia/emprego-na-industria-cai-pelo-quarto-mes-seguido/