5.8.11

Jaguarari terá fábrica de beneficiamento de babosa

O município de Jaguarari, localizado no Território de Identidade Piemonte Norte do Itapicuru, entre as cidades de Senhor do Bonfim e Juazeiro, ganhará em outubro deste ano uma indústria para processar a Aloe Vera, planta conhecida popularmente como babosa e que contém em suas folhas um tipo de gel utilizado pela indústria farmacêutica, alimentícia e cosmética.

O anúncio da nova fábrica foi feito ao secretário estadual da Agricultura, Eduardo Salles, pela diretora da empresa Jung Consult do Brasil Produtos Naturais, Soraya Oliveira Jung, e o assessor administrativo, Dirceu Vieira Saturnino, durante café da manhã organizado pelo prefeito de Jaguarari, Antonio Nascimento, na terça-feira (2), no município. O investimento é da ordem de R$ 400 mil e vai gerar cerca de 80 postos de trabalho.

Salles disse que a nova indústria e o fortalecimento da cultura da babosa será uma importante opção para a agricultura familiar do município e do Distrito de Irrigação de Ponto Novo, distante 140 quilômetros de Jaguarari. Segundo Dirceu Vieira, que coordena a implantação da indústria, a ideia não está descartada, mas os agricultores terão que passar por treinamentos e capacitação.

A implantação da indústria de babosa será apresentada também aos secretários estaduais de Infraestrutura, Otto Alencar, e da Indústria, Comércio e Mineração, James Correia, durante audiências que serão solicitadas por Eduardo Salles para discutir a demanda de energia da indústria e o incentivo fiscal do governo, por meio do programa Desenvolve.

Produção

A empresa Jung Consult, com base em Santana Catarina, está instalada em Jaguarari há nove anos, produzindo babosa numa área plantada de 82 hectares. A produção atual é de 72 toneladas/mês, mas como afirma Dirceu Vieira, deverá chegar a 230 toneladas.

Atualmente, a unidade de Jaguarari produz a folha e a transporta para Santana Catarina, onde é beneficiada e transformada em extrato concentrado, vendido para a indústria alimentícia (bebidas e suplementos alimentares), de cosméticos e farmacêutica. A partir de outubro o beneficiamento passará a ser feito em Jaguarari.

3.8.11

IBGE: Índice de Preços ao Produtor cai 0,66% em junho

O Índice de Preços ao Produtor (IPP), divulgado hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), caiu 0,66% em junho deste ano, na comparação com maio. A taxa de maio foi revisada de -0,55% para -0,46%. Em 2011, o IPP acumula alta de 0,55%. No acumulado em 12 meses, a variação do indicador é de 4,89%.

Fonte:Agência Estado

CNDL prevê alta de 7,5% na inadimplência, em 2011

Após dois anos consecutivos de redução, a taxa de inadimplência dovarejo deve subir 7,5% em 2011, na perspectiva do presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), Roque Pellizzaro Júnior. De acordo com a Confederação, a inadimplência recuou 1,85% em 2010 na comparação com o ano anterior. Em 2009, a taxa ficou 14,9% menor em relação a 2008.

Mesmo com a perspectiva de aumento do calote, a avaliação de Pellizzaro é a de que 2011 se encerrará com um cenário melhor do que o verificado nos primeiros meses do ano. Um ponto que deverá ajudar, segundo o presidente da CNDL, é o fato de os consumidores estarem limpando seu nome. A estimativa é a de um crescimento de 8% do número de pessoas que quitam suas dívidas em atraso e saem do cadastro do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) até dezembro. "A inadimplência deve ficar um pouco acima do ideal, mas posso dizer que já apagamos a luz amarela", afirmou. Para as vendas, a CNDL prevê um crescimento de 6,5% em 2011 sobre o ano passado.

Pellizzaro salientou que a medição da CNDL sobre a inadimplência é diferente da apresentada pelo Banco Central. "O comércio sente antes os problemas, pega o início da cadeia. Para o BC, a inadimplência parou de crescer. Aqui, não", comparou. Avaliar só a inadimplência seria uma notícia "horrível", disse.
Fonte:
Agência Estado