6.10.10

04/10/2010 07h00 - Atualizado em 04/10/2010 09h38

Inflação em São Paulo acelera na 4ª semana de setembro, mostra Fipe

Variação de preços de alimentos e de vestuário contribuiu para resultado.
Na última prévia, IPC-Fipe havia ficado em 0,35%.

06/10/2010

Fonte: g1.com.br

A inflação na cidade de São Paulo, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), acelerou para 0,53% na quarta semana de setembro. Na última apuração, havia sido de 0,35%.

No mês de agosto, o índice havia ficado em 0,17%. Os preços do grupo habitação haviam subido 0,27% em agosto, aceleraram para 0,31% na terceira semana de setembro e fecharam o mês com alta de 0,34%.

No grupo alimentação, os preços passaram de uma deflação de 0,15% em agosto para uma alta de 1% na terceira prévia de setembro e de 1,57% no encerramento do mês. O grupo transportes havia registrado alta de 0,35% em agosto, deflação de 0,06% na terceira semana do mês passado e deflação de 0,02% no último levantamento.

No grupo despesas pessoais, os preços subiram 0,08% em agosto, desaceleraram 0,08% na terceira prévia de setembro e fecharam o mês com alta de 0,19%.

O grupo saúde teve alta de 0,46% em agosto; desacelerou para 0,23% na terceira semana de setembro e para 0,19% no encerramento do mês. Em vestuário, os preços haviam subido 0,24% em agosto, aceleraram para 0,44% na terceira pesquisa de setembro e para 0,54% no fechamento do mês. Finalmente, em educação os preços subiram 0,06% em agosto; 0,02% na terceira prévia de setembro e, de novo, 0,06% no último levantamento.

Inflação para terceira idade perde força no 3º trimestre, diz FGV

IPC-3i desacelerou para 0,05%, mas acumula alta de 4,25% em 12 meses.
Recuo nos preços de alimentos contribuiu para resultado.

06/10/2010
Fonte: g1.com.br

O Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade (IPC-3i) desacelerou para 0,05% no terceiro trimestre, após marcar 0,92% nos três meses anteriores. Em 12 meses, o índice acumula alta de 4,25%.

Contribuíram para essa perda de força do ritmo de alta os preços dos grupos alimentação, que saiu de alta de 0,01% para declínio de 1,27%, e vestuário, que deixou uma elevação de 3,58% para baixa de 0,87%.

Com ritmo de alta mais moderado entre o segundo e terceiro trimestre, apareceram habitação (1,38% para 0,85%), despesas diversas (1,12% para 0,33%), saúde e cuidados pessoais (2,12% para 1,05%) e educação, leitura e recreação (0,74% para 0,05%).

Transportes destoaram, ao partir de recuo de 0,62% entre abril e junho para incremento de 0,33% nos três meses até setembro. Essa inversão foi relacionada ao item álcool combustível, que registrou um ritmo de queda menos marcado (-18,20% para -7,73%).

Em 12 meses, o IPC-3i, que mede a variação da cesta de consumo de famílias

5.10.10

Faturamento da indústria cai em agosto, mas alta no ano é recorde

De janeiro a agosto, faturamento sobe 11,5%, o maior nível desde 2005.
Emprego e horas trabalhadas avançam em agosto e são recordes no ano.

05/10/2010

Fonte: g1.com.br


Mês de agosto foi marcado por 'sinais ambíguos', segundo a CNI.

O faturamento da indústria recuou 0,3% em agosto deste ano, na comparação com julho, segundo dados divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Entretanto, no acumulado dos oito primeiros meses deste ano, o indicador mostrou forte expansão de 11,5%, novo recorde da série histórica que começa em 2005. Também é a primeira vez, para este período, que a expansão do faturamento fica acima de 10%.

"Mesmo com a queda em agosto, o faturamento continua sendo a variável que mostra o maior crescimento na comparação com o período pré-crise: 4,1% superior ao nível de setembro de 2008", informou a entidade. Uma vez que a queda do faturamento não foi acompanhada pelo recuo do emprego e das horas trabalhadas na produção, a CNI avaliou que o mês de agosto foi marcado por "sinais ambíguos" quanto à trajetória da indústria.

Emprego industrial
De acordo com a CNI, o emprego industrial continou crescendo no mês de agosto, quando avançou 0,8% frente ao mês anterior. Esse é o 13º mês consecutivo de expansão deste indicador. A entidade observou que o número de vagas fechadas com a crise financeira internacional, que atingiu o país no fim de 2009 e primeiro semestre de 2009, já foi restabelecido, uma vez que o nível de emprego de agosto ficou 1,7% maior do que o registrado no período pré-crise. No acumulado deste ano, a elevação foi de 5,1%, o maior valor desde 2005.

Produção
Já as horas trabalhadas, indicador relacionado com o nível de produção da indústria, também registraram crescimento em agosto, quando houve uma expansão de 0,5% contra julho deste ano. "Com esse patamar, o indicador se aproxima do nível pré-crise, ficando 1,7% inferior ao patamar de setembro de 2008", informou a CNI. De janeiro a agosto de 2010, o indicador acumula uma expansão de 8,1% - também novo recorde histórico.

Uso do parque fabril
O nível de uso do parque da indústria (conhecida como utilização da capacidade instalada) somou 82,3% em agosto deste ano, informou a CNI, com queda de 0,2 ponto percentual frente a julho deste ano (82,5%). Esse é o quarto mês seguido de queda deste indicador, que ficou 0,9 ponto percentual abaixo do patamar pré-crise, informou a entidade. Esse indicador é acompanhado com atenção pelo mercado financeiro, uma vez que seu crescimento contínuo pode indicar pressões inflacionárias.

Brasileiro da classe C quer comprar carro e casa até início de 2011

05/10/2010
Fonte: ipea.gov.br

Nova classe média é jovem e composta, em sua maioria, de afrodescendentes, diz Ibope. Quatro em cada dez pessoas da classe C no Brasil querem comprar a casa própria até fevereiro do próximo ano, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira pelo Ibope (Instituto Brasileiro e Opinião Pública e Estatística). De acordo com a mesma pesquisa, o carro - novo ou usado - está nos planos de compra de 29,6% dos membros da nova classe média do país.


Classe C prefere loja de rua a shopping

Segundo a diretora comercial do Ibope e responsável pela pesquisa, Dora Câmara, esses brasileiros deverão impulsionar a indústria automobilística.

- A vontade de comprar é altíssima nessa categoria social e é capaz de fazer crescer substancialmente a indústria automobilística nos próximos anos.

O levantamento mostrou ainda que na classe C há o predomínio de jovens, a maioria afrodescendentes. Em Salvador, por exemplo, 41% dos brasileiros que estão na classe C são negros. Já em Brasília, essa proporção cai para 22%.

A classe C brasileira já responde por mais da metade da população do país, ou seja, quase 100 milhões de pessoas. Para o Ibope, essa fatia da população tem renda familiar mensal entre R$ 600 e R$ 2.099.

O levantamento foi feito em nove regiões metropolitanas do país, no interior de SP e em cidades do interior de Estados no Sul e Sudeste. Nessas regiões, vivem cerca de 32 milhões de pessoas da classe C brasileira.

A pesquisa ouviu 20 mil pessoas de 12 a 64 anos entre fevereiro de 2009 e janeiro deste ano. Cada entrevistado respondeu a cerca de mil questões para completar o levantamento.

Pobreza e desigualdade continuaram caindo em 2009

05/010/2010

Fonte: ipea.gov.br

Estudo do Ipea mostra que aumento da renda foi maior entre as faixas mais pobres da população entre 1995 e 2009

A desigualdade continuou caindo no Brasil em 2009, mas em ritmo mais lento que o registrado nos anos anteriores. A conclusão é do Comunicado do Ipea n° 63: PNAD 2009 – Primeiras Análises: Distribuição de Renda entre 1995 e 2009, lançado nesta terça-feira, 5, em Brasília. O comunicado é o segundo da série de análises do Instituto sobre os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (PNAD/IBGE).

De acordo com o estudo, entre 2001 e 2008, a média anual de queda da desigualdade foi de 0,70 ponto de Gini (considerando uma escala que vai de zero a cem). Entre 2008 e 2009, o índice de redução ficou em 0,54 ponto. Segundo o técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea Sergei Soares, autor do estudo, a redução no ritmo de queda não é preocupante nem indica o início de uma fase de menor redução da desigualdade.

“A gente vê que toda a redução do ritmo pode ser atribuída às rendas do trabalho não indexadas ao mínimo. Fica claro que é um efeito temporário da crise econômica, que atingiu o mercado de trabalho”, afirmou Sergei. Segundo o pesquisador, a queda em ritmo mais intenso deve ser retomada até o próximo ano.

Queda na pobreza
Já a pobreza continua caindo em todas as linhas analisadas. O estudo comparou os dados de três linhas de pobreza (R$ 232, R$ 131 e R$ 66 per capita) entre 1995 e 2009. Na linha de maior pobreza, a redução do número de pessoas foi de 56%. A renda do vigésimo (cinco por cento) mais pobre da população também aumentou proporcionalmente mais no período: 84%, contra 13% de aumento no vigésimo mais rico.

O crescimento da renda se deu de maneira bem diferente nos três períodos analisados. “O primeiro período (1995-2001) foi de estagnação para todos; o segundo período (2001-2005), de queda da desigualdade com estagnação da renda média; e o terceiro período (2005-2009), de crescimento para todos, mas principalmente para os mais pobres”, explicou o técnico.

Queda ainda maior foi registrada no hiato de pobreza, porcentagem da renda da população necessária para levar todos os pobres até a linha de pobreza. Em todas as faixas, o hiato caiu mais de 50%. “Se pegarmos a linha mais baixa, veremos que o hiato de pobreza ficou em 0,2%, o que sugere que estamos muito próximos de eliminar a pobreza extrema no Brasil”, afirmou Sergei.

Taxa de desemprego na RMS recua para 16,3% em agosto
05/10/2010
Fonte: sei.ba.gov.br

A taxa de desemprego na Região Metropolitana de Salvador (RMS) passou de 16,9% em julho para 16,3% em agosto. A informação consta da Pesquisa de Emprego e Desemprego da RMS (PEDRMS), realizada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria Estadual do Planejamento (Seplan), em parceria com Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Fundação Seade e Secretaria Estadual do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre). O índice de desemprego na RMS captado em agosto é o menor da série histórica da pesquisa, iniciada em dezembro de 1996.

O contingente de desempregados foi estimado em 310 mil pessoas no período, portanto seis mil a menos em relação ao mês anterior. Esse comportamento deveu-se ao crescimento do nível de ocupação (40 mil) que foi superior ao das pessoas que passaram a fazer parte da força de trabalho local (34 mil). A economista Ana Margaret Simões, coordenadora da PEDRMS pelo Dieese, observa que a redução dos índices de desemprego tem relação direta com a manutenção do dinamismo econômico do país.

A elevação do nível de emprego em agosto foi determinada pelo acréscimo no contingente de trabalhadores no setor de Serviços (37 mil ou 4,0%), no agregado Outros Setores, que inclui Serviços Domésticos e Outras Atividades, (5 mil ou 4,0%) e na Construção Civil (3 mil ou 2,7%). Por outro lado, houve redução no contingente de ocupados no Comércio (5 mil ou 2,0%), enquanto o da Indústria manteve o mesmo patamar do mês anterior.

O emprego assalariado registrou crescimento (18 mil ou 1,7%) no mês em análise. Esse desempenho decorreu do aumento no nível de ocupação no setor privado (5 mil ou 0,6%) e, em maior magnitude, no setor público (11 mil ou 4,9%). No setor privado, houve acréscimo no contingente de trabalhadores sem carteira de trabalho assinada (5 mil ou 3,8%), enquanto o dos com carteira assinada permaneceu idêntico ao do mês passado. Houve aumento no contingente de trabalhadores autônomos (16 mil ou 5,3%), no de domésticos (4 mil ou 3,5%) e no do agregado outros, que inclui os empregadores, trabalhadores familiares e donos de negócios familiares. (2 mil ou 2,3%).

O analista da PEDRMS pela SEI, Luiz Chateaubriand, observa que a redução do desemprego tem vindo acompanhada de aumento no rendimento médio real da população. O economista avalia que grande parte da melhoria da renda vem na esteira do crescimento do salário mínimo, que referencia os proventos da grande parte da população da RMS. O rendimento médio do trabalhador da RMS foi de R$ 1.106 em julho, contra R$ 1.081 verificados em junho – a renda captada pela PEDRMS tem defasagem de um mês em relação aos demais indicadores.

Contingente de desempregados diminui em 57 mil nos últimos 12 meses

Em relação a agosto de 2009, a taxa de desemprego diminuiu intensamente, ao passar de 20,0% para os atuais 16,3% da População Economicamente Ativa (PEA). O contingente de desempregados diminuiu em 57 mil pessoas no período, como resultado da geração de 123 mil ocupações, número superior ao de pessoas que entraram no mercado de trabalho (66 mil). Nos últimos 12 meses, o número de ocupados aumentou 8,4%, passando de 1.468 mil para 1.591 mil pessoas. Observou-se crescimento na maioria dos setores de atividade econômica analisados: Serviços (87 mil ou 9,9%), Construção Civil (20 mil ou 21,1%) e Indústria (16 mil ou 13,8%). Por outro lado, os contingentes dos trabalhadores no Comércio (1 mil ou 0,4%) e no agregado Outros Setores, que inclui os Serviços Domésticos e Outras Atividades (-1 mil ou -0,8%) permaneceram praticamente inalterados.

Otimismo do empresariado baiano tem alta de 2,3% em agosto
05/10/2010
Fonte: sei.ba.gov.br

O Indicador de Confiança do Empresariado Baiano (ICEB) fechou o mês de agosto em alta de 2,3% em relação ao mês anterior, registrando 227,7 pontos. A informação foi apurada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria Estadual do Planejamento (Seplan). O estado de ânimo do empresariado do estado se situa na faixa de “otimismo moderado”, na escala componente do ICEB.

Os setores Agropecuário (187,5) e Indústria (211,5) reduziram seu grau de otimismo no período, com retração de 10% e 19%, respectivamente. Já o setor de Serviços e comércio (241,7) aumentou seu índice em 18%, garantindo o desempenho positivo do ICEB em agosto. “O ramo de Serviços e comércio tem peso majoritário sobre o cálculo do índice, reflexo da importância do setor na economia baiana”, detalha o economista da SEI Urandi Paiva.

Em relação às expectativas de contratação de mão de obra, o empresariado baiano demonstrou Otimismo Moderado em agosto, com a marca de 249,7 pontos. De acordo com a pesquisa realizada pela SEI para apurar as informações do ICEB, 44% dos empresários entrevistados pretendem contratar trabalhadores, 52% têm expectativa de manter o quadro atual, e apenas 6% esperam demitir nos próximos 12 meses. Quanto à abertura de novas unidades, os setores apresentam estado de ânimo de Otimismo, com 259,5 pontos. Nesse contexto, 48% dos pesquisados têm perspectiva de abertura de unidades em seus segmentos nos próximos 12 meses.

O questionário da Pesquisa de Confiança do Empresariado Baiano é dividido em duas partes, a primeira referente às variáveis econômicas (PIB, câmbio, inflação e juros) e a segunda ao desempenho das empresas (vendas, situação financeira, emprego, capacidade produtiva, dentre outras). Em agosto, as expectativas positivas em relação às variáveis econômicas superou as variáveis de desempenho das empresas, com 318,2 pontos contra 241,7 pontos, respectivamente.

Em relação às variáveis econômicas, apenas o setor agropecuário retraiu, 41,7% em relação a julho, migrando da zona de Grande Otimismo para zona de Otimismo; já as expectativas dos setores da Indústria e dos Serviços e comércio evoluíram de maneira positiva no período. O setor Serviços e comércio passou da zona de Otimismo Moderado em julho para zona de Otimismo em agosto. Com relação ao desempenho das empresas, os setores da Indústria e dos Serviços e comércio arrefeceram 35,6% e 2,3% respectivamente, porém a queda não foi suficiente para alterar o estado de ânimo dos setores que permaneceram na zona de Otimismo Moderado; o destaque no mês de agosto quanto às expectativas relacionadas as variáveis de desempenho das empresas foi o setor Agropecuário que evolui 150%, saindo da zona de Pessimismo Moderado para zona de Otimismo Moderado.