25.8.10

25/08/2010 - 17h42

Bovespa cai pela quinta vez seguida; dólar fica quase estável

UOL ECONOMIA.NOTÍCIA
Da Redação, em São Paulo

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) fechou em queda pela quinta vez seguida nesta terça-feira. O Ibovespa, principal indicador da Bolsa paulista, caiu 0,54%, aos 64.803,43 pontos.

Desde maio deste ano, que a Bovespa não registrava uma sequência de cinco pregões seguidas no vermelho. Na ocasião, o índice teve desvalorização em seis dias consecutivos.

Em agosto, a perda acumulada na Bolsa é de 4,02%, e, no ano, de 5,52%.

A cotação do dólar comercial fechou praticamente estável com leve alta de 0,06%, a R$ 1,766 na venda. Desde o dia 22 de julho, a moeda norte-americana tem fechado cotada entre R$ 1,75 e R$ 1,78.

Bolsas internacionais

Em Wall Street, o índice Dow Jones fechou em alta de 0,2%.

As principais Bolsas europeias fecharam em baixa, após novos dados econômicos que vieram piores do que as previsões nos Estados Unidos, incluindo o de vendas de casas e de encomendas de bens duráveis, que acirraram temores de reversão na retomada econômica do país.

Os mercados acionários na Ásia reagiram mal aos dados de vendas de imóveis residenciais usados nos Estados Unidos, divulgados na terça-feira (24).

As principais Bolsas da região fecharam no vermelho, com quedas que chegaram a ultrapassar 2%, após o governo americano informar que a comercialização de casas usadas declinou 27,2% em julho, para uma taxa anualizada ajustada sazonalmente de 3,83 milhões de unidades.

25/08/2010 - 11h02

Setor de serviços cresce mais que a média da economia, diz IBGE

uol ECONOMIA.NOTÍCIA
Vladimir Platonow, da Agência Brasil

O setor de serviços cresceu a taxas superiores às da economia em 2008. Enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) avançou 5,1%, os serviços não financeiros registraram aumento de 18,8% na receita operacional líquida, que saiu de R$ 572 bilhões em 2007, para R$ 680 bilhões em 2008, o que representou um crescimento real de 13,1%, descontada a inflação do período.

Os dados fazem parte da Pesquisa Anual de Serviços (PAS) 2008, divulgada nesta quarta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o trabalho, o Brasil tinha 879.691 empresas de serviços em 2008, um aumento de 10% em relação a 2007 (793.928 empresas), excetuando as ligadas à área financeira.

O setor era responsável, dois anos atrás, pela geração de 9,23 milhões empregos, contra 8,37 milhões em 2007, um ganho de 860 mil vagas.

O segmento que mais se destacou foi o de serviços de informação e comunicações, que abrange telecomunicações, tecnologia da informação, serviços audiovisuais, edição, agências de notícias e serviços de informação.

Em 2007, o segmento empregava 687 mil trabalhadores, passando para 726 mil no ano seguinte, com a criação de 39 mil vagas.

A receita com serviços de informação e comunicação em 2008 foi de R$ 203,5 bilhões, representando 29,9% do total ante R$ 178,1 bilhões em 2007 - crescimento de 14,2%.

O setor que registrou o maior número de pessoas empregadas foi o de serviços profissionais, administrativos e complementares, que absorveu 39,5% do total do pessoal empregado, ou 3,6 milhões de pessoas.

Da mesma forma, foi o que obteve a maior massa salarial, com R$ 44 bilhões, contra R$ 22 bilhões do setor de serviços de informação e comunicação que, entretanto, registrou a maior média salarial: 7,4 salários mínimos.

25/08/2010 - 07h45

Divergência entre Petrobras e governo pode atrasar capitalização

FOLHA.COM

DE SÃO PAULO

A principal divergência entre governo e Petrobras não é mais o valor do preço do barril de petróleo que será usado na capitalização da empresa, mas o cálculo do tamanho das futuras reservas de óleo da União que entrarão no negócio), informa reportagem de Valdo Cruz para a Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

Laudo contratado pela Petrobras aponta volume bem menor de petróleo nas áreas que a União entregará à empresa como sua parte na capitalização da petroleira em relação ao da ANP (Agência Nacional do Petróleo).

Segundo um técnico, está havendo uma "queda de braço" com a estatal, que terá de fazer um "esforço para avançar nas negociações" sobre a cessão de 5 bilhões de barris de petróleo de propriedade da União.

Editoria de Arte/Folhapress

25/08/2010 - 16h57

Petrobras só espera aval de Lula para soltar preço do barril

ECONOMIA.NOTÍCIA
Por Denise Luna

RIO DE JANEIRO, 25 de agosto (Reuters) - A equipe da Petrobras que está negociando com o governo sobre um consenso para o valor do barril do petróleo que será usado na capitalização da Petrobras está preparada para divulgar o preço a qualquer momento a partir desta quarta-feira (25), disse à agência de notícias Reuters uma fonte dentro da companhia.

"Eles saíram daqui (da sede da empresa, no Rio) com essa intenção (divulgar o preço). Se vai acontecer aí é com o Lula", disse a fonte que não pode ser identificada.

Os principais envolvidos na questão, como o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, estão em Brasília nesta quarta-feira em reuniões no Planalto sobre a questão. Mas nada oficial foi divulgado sobre em que pé estão as conversas.

Para a fonte da estatal, a capitalização vai acontecer em setembro como previsto, e o preço do barril do petróleo que será utilizado não vai tender nem para um lado nem para outro: será um consenso.

"Vai ter que ser um preço muito consciente, se for muito bom para o governo é ruim para o investidor privado, e ninguém quer prejudicar a Petrobras", avaliou, negando que os valores que vêm sendo divulgados correspondam à realidade.

"Deve ficar num meio termo, não tem outro jeito", disse, apostando algo em torno de US$ 7 a US$ 8 o barril, os mesmo valores citados à Reuters pelo presidente da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, Haroldo Lima.

Preço Baixo

Segundo a fonte, pelo fato das ações da Petrobras terem perdido muito do seu valor nos últimos meses, em função da capitalização, o preço da oferta pública deve ficar bem próximo ao valor atual do papel no mercado, cerca de R$ 25.

"O [megainvestidor George] Soros vendeu tudo lá atrás porque sabe que vai poder comprar tudo de novo mais barato na capitalização", disse sobre a venda das ações da Petrobras que Soros possuía.

"Outros acionistas pequenos podem ter dificuldade, mas vão tentar comprar também", avaliou.

Por volta das 16h30, as ações preferencias (que possuem preferência na hora de receber dividendos, mas não têm voto)da Petrobras (PETR4) eram negociadas a R$ 26,01, queda de 0,5% em relação ao fechamento de terça-feira.

A aposta dos acionistas minoritários, que em alguns casos se desfizeram de bens para acompanhar a subscrição, é nas perspectivas de crescimento da Petrobras, uma das únicas empresas no mundo com potencial de crescimento rápido de reservas e produção.

O recebimento de reservas de 5 bilhões de barris de petróleo da cessão onerosa, área que será cedida pelo governo em troca de ações da empresa em uma operação indireta com títulos públicos, vai elevar as reservas da companhia, que ainda conta com vários outras descobertas na promissora região, e que serão aos poucos incorporadas.

"Esses 5 bilhões de barris e outros campos do pré-sal vão aumentar a vida útil dos campos da Petrobras que hoje são de 16 anos para uns 30 anos", calculou a fonte.

Ele informou ainda que assim que receber a área, ou as áreas da cessão onerosa, a tendência é explorar o mais rápido possível.

"Já tem o poço (em Franco) furado e sondas por ali (em Santos), tem que começar a produzir o mais rápido possível, o que deve acontecer em 5 a 6 anos", previu.

23.8.10

Soja e milho vão puxar vendas de defensivos para nível de 2008

São Paulo, 23 - O diretor executivo da Associação para Defesa Nacional para Defesa Vegetal (Andef), Eduardo Daher, reiterou que o faturamento com as vendas de defensivos agrícolas deve retornar aos níveis de 2008, para US$ 7 bilhões, quando o Brasil superou o mercado norte-americano

AE | 23/08/2010 16:31

  • Mudar o tamanho da letra:
  • A+
  • A-

selo

São Paulo, 23 - O diretor executivo da Associação para Defesa Nacional para Defesa Vegetal (Andef), Eduardo Daher, reiterou que o faturamento com as vendas de defensivos agrícolas deve retornar aos níveis de 2008, para US$ 7 bilhões, quando o Brasil superou o mercado norte-americano. "Até meados de julho esperávamos um desempenho estável em relação ao ano passado. Agora, esperamos aumento da demanda de defensivos para o milho e a soja", afirma Daher. Outro fator que deve sustentar a expansão do uso de tecnologia este ano é a boa disponibilidade de recursos para financiar a safra. "Historicamente, em anos eleitorais a oferta de crédito melhora", acrescentou. A mesma avaliação foi feita pelo presidente para América Latina da multinacional Nufarm Indústria Química, Valdemar Fischer. Ambos participam hoje do Seminário Crop World, em São Paulo, que discute novas estratégias do setor de fertilizantes e defensivos na América do Sul. Durante sua palestra no evento, Daher também falou sobre os desafios para a agroindústria brasileira. "A deficiência logística é nosso pior problema. Já falamos isso há dez anos e nada mudou", afirma Daher. Ele lembrou que o porto de Santos não é dragado há 18 anos e hoje é o 52º em eficiência no mundo. "Um navio panamax, com capacidade de 50 a 60 mil toneladas, precisa esperar a maré subir para poder ser carregado completamente", afirma. Para mostrar a defasagem do país, ele compara a situação do terminal a outros portos, como em Xangai, que já opera com navios Chinamax, com capacidade para 300 a 320 mil toneladas. Outro ponto destacado por ele em sua palestra foi a deficiência em armazenagem no País. A capacidade de estocar produtos dentro das propriedades é de 14% no Brasil, muito inferior aos 40% da Argentina, 65% dos Estados Unidos e 85% do Canadá. "Nestes países é possível armazenar a safra e esperar o melhor momento para negociar. No Brasil, fomos mais criativos: criamos armazéns sobre rodas. O grão é colhido e escoado imediatamente para os portos, onde os caminhões ficam parados até que os navios sejam carregados. Este cenário precisa melhorar", afirmou.

Custo logístico do agronegócio sobe 147%

Estadao.com.br

Estradas ruins e limitação de ferrovias e hidrovias elevam custo de transporte e reduzem a competitividade dos grãos brasileiros

Renée Pereira, de O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO - A falta de alternativas para escoar a safra brasileira de grãos, que neste ano deve atingir novo recorde, provocou a explosão dos custos logísticos do agronegócio. Entre 2003 e 2009, os gastos de transporte saltaram, em média, 147%, enquanto a inflação subiu 48%. Nos Estados Unidos e Argentina, principais concorrentes do País, o avanço foi de 16% e 35%, respectivamente, segundo dados da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec).

O aumento nos custos é decorrente de uma série de fatores, como estradas sem condições de tráfego e malhas insuficientes de ferrovias e hidrovias. Junta-se a isso, o fato de o agronegócio avançar fortemente para áreas mais afastadas do litoral e com infraestrutura ainda mais precária que o resto do País. Hoje, a Região Centro-Oeste é responsável por 35% da produção nacional de grãos. Mas a maioria da safra é exportada pelos portos do Sul e Sudeste, quando a lógica seria escoar pelos terminais da Região Norte.

Um exemplo é o Mato Grosso, maior produtor de soja do Brasil, que exporta 80% da produção pelos portos de Vitória, Santos, Paranaguá e São Francisco do Sul. De Sorriso, principal polo produtor de soja do Estado, até Santos, no litoral paulista, são 2.100 quilômetros (km) de distância; até Paranaguá, 2.200 km; e até Vitória, 2.500 km.

Como a capacidade da ferrovia e hidrovia é limitada na região, cerca de 70% da safra é movimentada por caminhões a um custo de R$ 230 a tonelada de soja. Os produtores de Rio Grande do Sul, São Paulo, Paraná e Santa Catarina, que estão do lado dos portos, têm os menores custos: entre R$ 55 e R$ 70. Na média do País, o produtor paga R$ 135,6 por tonelada, segundo a Anec. Nos Estados Unidos, R$ 31,18; e na Argentina, R$ 34,64.

Mediocridade

Outro reflexo da dependência da rodovia é a perda de grãos no meio do caminho. Segundo o especialista em transporte e logística, Antonio Wrobleski Filho, sócio da AWRO Participações e Logística, cada caminhão perde, em média, 60 quilos da carga entre a fazenda e o porto.

Na avaliação dele, o País precisa, urgentemente, mudar sua matriz de transporte, ampliando os investimentos em ferrovia, que hoje tem apenas 28 mil km de extensão – até 2015, serão 35 mil km. Wrobleski destaca que, nos dois últimos anos, o volume de investimento em infraestrutura subiu de 0,5% para 0,9% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto a necessidade do País está entre 3% e 5% do PIB.

Com esse volume de recursos, que parece estar distante de se tornar realidade, o Brasil demoraria entre cinco e dez anos para ter infraestrutura adequada. Na opinião do especialista, o País se aproxima da excelência quando se trata de plantar e colher, mas convive com a mediocridade quando se trata de transportar e embarcar os alimentos.

PIB do Brasil cai 0,6% no trimestre, diz Serasa

Indicador de evolução da economia mostra retração na comparação com o primeiro trimestre do ano. Semestre teve alta de 8,4%

AE | 23/08/2010 16:30

  • Mudar o tamanho da letra:
  • A+
  • A-

selo

A economia brasileira desacelerou seu ritmo de crescimento no segundo trimestre deste ano, de acordo com o Indicador Serasa Experian de Atividade Econômica (PIB Mensal), que foi divulgado nesta segunda-feira. De abril a junho deste ano, a economia brasileira teve contração de 0,6% em comparação aos três primeiros meses de 2010, quando o crescimento foi de 2,7% - descontadas as influências sazonais. Apesar desta desaceleração, o crescimento da economia foi de 8,4% durante o primeiro semestre de 2010 em relação ao mesmo período do ano passado. Trata-se da maior taxa desde o crescimento de 9,5% registrado no primeiro semestre de 1995.

De acordo com os economistas da Serasa Experian, o crescimento de 8,4% no primeiro semestre dificilmente irá se repetir na segunda metade deste ano. Segundo eles, o Brasil saiu rapidamente da recessão no ano passado e, assim, a base de comparação (PIB do segundo semestre de 2009) já é mais elevada do que a anterior. Um segundo motivo citado pelos economistas são os estímulos fiscais à aquisição de veículos e produtos da linha branca que já não estão mais em vigor. Os economistas citaram ainda mais duas justificativas: as taxas de juros estão mais elevadas e os países desenvolvidos voltaram a apresentar novos sinais de enfraquecimento econômico.

O Indicador Serasa Experian mostra que, pelo lado da oferta agregada, o crescimento econômico do primeiro semestre foi puxado pelo setor industrial, que teve expansão de 13,3% em relação ao mesmo período de 2009. O setor agropecuário cresceu 7,5% no primeiro semestre de 2010 ante igual período do ano anterior. Já o setor de serviços avançou 5,5% no mesmo período de comparação.

Sob a ótica da demanda agregada, o Indicador indica que os investimentos (formação bruta de capital fixo) foram o destaque neste primeiro semestre de 2010, crescendo 26,7% em comparação com o mesmo período do ano passado. As exportações de bens e serviços, a despeito do cenário externo pouco favorável e do câmbio valorizado, avançaram 10,9% no acumulado dos seis primeiros meses de 2010 ante igual período do ano anterior. O consumo das famílias, componente que possui o maior peso no PIB brasileiro, avançou 7,9% no mesmo período de comparação.